Para entender fácil a crise econômica
9 de dezembro de 2010 § 1 comentário
A historinha que traduzi abaixo, enviada por Carlo Gancia, circula pela internet na Europa e explica de um modo que todo mundo entende essas crises que se repetem no mundo.
Mary é proprietária de um bar em Dublin. Um dia ela se dá conta de que quase todos os seus clientes são alcoólatras desempregados que, como tal, não agüentariam sustentar o seu bar por muito mais tempo. Para resolver o problema ela imagina um novo plano de marketing baseado no slogan “beba agora, pague depois”. E começa a anotar numa caderneta o consumo a prazo de cada cliente.
O boca a boca corre e o bar onde se pode “beber agora e pagar depois” fica lotado de clientes. Não demora muito e Mary se torna a dona do bar que mais vende em Dublin.
Como não exige pagamento a vista de seus clientes, Mary também não enfrenta nenhuma reclamação quando, em intervalos regulares, vai aumentando o preço das bebidas. A conseqüência é que o volume de vendas de Mary cresce, no papel, geometricamente. Então, um jovem e atento presidente do banco local percebe que as dívidas dos clientes de Mary são um bem valioso a ser resgatado no futuro e, com base nisso, aumenta o limite de endividamento dela. Não ha nenhum problema ou violação das regras bancarias na escrituração dos novos empréstimos para Mary já que as dívidas dos alcoólatras desempregados são lançadas como garantia dos novos empréstimos.

Tanto movimento chama a atenção e logo, no quartel-general do banco vizinho, financistas sofisticados e experientes imaginam meios de ganhar altíssimas comissões transformando as dívidas dos clientes de Mary em “títulos de securitização” batizados de “Bebumbonds”. Assim re-empacotados, os novos papéis começam a ser vendidos no mercado internacional de títulos de securitização. Os compradores naturalmente não sabem que os títulos que lhes foram oferecidos com avaliação “AAA” representam, na verdade, dividas de alcoólatras desempregados. E assim, o preço dos títulos vai subindo, os papéis vão sendo cada vez mais notados e “hypados” até se tornarem os mais vendidos em todas as corretoras do pais.
Um dia, apesar do preço dos títulos ainda continuar subindo, um avaliador de risco do banco onde tudo começou se dá conta de que está na hora de cobrar as dívidas dos clientes de Mary.
Sob pena de execução, Mary começa a cobra-los. Mas em se tratando de alcoólatras desempregados, eles não tem como pagá-la. Mary é executada e vai à falência. O bar é fechado e seus 11 empregados perdem o emprego.

A noticia corre o mercado como fogo na palha e, de um dia para o outro, os “Bebumbonds” caem 90% destruindo a liquidez do banco emissor que, assim, fica impedido de fazer novos empréstimos, o que resulta no congelamento de toda a atividade econômica da comunidade.
Os fornecedores de Mary, contando com o aumento dos ganhos com cliente tão especial, tinham passado a investir os fundos de pensão de suas empresas em títulos de securitização e agora vêm-se obrigados a fazer provisionamentos para compensar a perda de 90% do valor desses títulos. Foi assim que seu fornecedor de vinhos, um negócio familiar que vinha de três gerações, também teve de pedir falência. Já o seu fornecedor de cerveja, com sua cotação na bolsa na bacia das almas, foi comprado numa “oferta hostil” por uma agressiva multinacional, gigante mundial das cervejas, cuja primeira providência foi fechar a fábrica local, desempregando mais 150 pessoas.
Felizmente o banco, as corretoras e seus respectivos executivos são salvos por uma operação de resgate dos agentes financeiros do governo, todos eles ex-funcionários desses mesmos bancos, que injetam em seus cofres bilhões de euros a fundo perdido e sem impor condições. Os fundos para essa operação de socorro são obtidos com aumentos dos impostos sobre trabalhadores da classe média que nunca beberam ou passaram na porta do bar de Mary.

OS MEUS PARABENS ,UM ARTIGO FANTASTICO ,QUE VAI INCOMODAR MUITO POLITICO E ECONOMISTAS FALHADOS ,UMA FORMA SIMPLES DE EXPLICAR UM TEMA QUE OS GOVERNANTES TEIMAM EM COMPLICAR E USAR VOCABULARIO INCOMPREENSIVEL,PARA O POVO, NAO PERCEBER , A INCOMPETENCIA DOS SEUS DITOS REPRESENTANTES .