“Conduzir”, e não “ser conduzido”

13 de novembro de 2014 § 35 Comentários

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Martha pulou do navio. Madame alimenta ambições que vão além do que ela acha que vai durar o PT de Dilma.

Ontem Gilberto Carvalho era quem tinha ido nadar, jogando pedras pra tras: “ela não ouve ninguém; não atende os meus movimentos sociais” e tal e coisa…

O PMDB das trevas ainda está quieto porque Michael Temer, com aquela “cara de mordomo de flme de terror”, como dizia ACM, é o próximo da fila. Mas no fogo cruzado da Polícia Federal, da polícia financeira (SEC) e do Department of Justice americanos , da Price Waterhouse, do governo da Holanda e dos delatores premiados da máfia da Petrobras não deve sobrar muita coisa dele.

Já o PMDB de sempre, com a sua imortal vocação de alarme de furacão, ha tempos que vaga pelo terreiro dando-se ares de rebeldia enquanto procura localizar onde, afinal, se vai instalar a sombra onde ele ha de amarrar seu burro.

Ontem saiu a conta do desemprego na industria pelo sexto mes consecutivo. É uma desolação. O país está parado; os telefones não tocam. São Paulo está em frangalhos. Minas está sêca. O Rio Grande ficou pequeno. O São Francisco secou. Passada a eleição ficamos sabendo que a culpa não é do Alkmin. O Rio também está à beira da sede. E, novembro a meio, não chove. Ninguém colhe nada; ninguém planta nada. O agronegócio que vinha salvando a pátria debaixo de chutes vai, finalmente, minguar junto com a produção de energia como sempre sonhou o PT venezuelista.

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O mar vai virar sertão e o sertão vai virar mar!

Não tem produção e não tem preço. É a ressaca das commodities. O Brasil fica mais caro e o mundo fica mais barato. O petróleo baixou dos US$ 90 e continua caindo. O diesel e a energia sobem na contramão. Lá se vão os royalties dos estados. Lá se vai a “salvação da educação”.

Contas públicas? Você sabe: uma vez dentro do Estado, neste brasilzão dos miseráveis, ninguém te tira mais de lá. Ali “afasta-se” ou “aposenta-se” mas não se corta nunca. Nem ladrão flagrado perde a teta. A “companheirada” se refestelou por cima da gordura que já tinha e mais uma fatia do que era nosso tornou-se deles até que a morte nos separe. Aliás, nem ela porque ficam as pensões. “Acertar as contas”, agora, só pelos esquemas do dr. Mantega. Só que chamar deficit oficialmente de superavit como dona Dilma está pedindo que a deixem fazer sem ir pra cadeia, se serve pra enganar eleitor morto de fome durante dois ou tres meses de campanha, não põe comida no prato deles pelos próximos quatro anos.

O trem tá tão ruim que o nosso herói sem nenhum caráter já começou a treinar nó em pingo d’água. Na reta final, fez o “inimaginável” para reeleger o PT e evitar o que poderia vir a ser a explosão final da superlotação dos presídios brasileiros. Virou o estômago de metade do país mas aprumou “o poste“. Ato contínuo tratou de nomear candidatos ao ministério da Fazenda. Não que acredite que alguém pode consertar o inconsertável. Mas é que se não emplacarem, como é provável que não emplaquem posto que dona Dilma não convive por mais de duas reuniões com quem é capaz de dizer mais que “sim senhora”, melhora a desculpa dele para se declarar “na oposição” à sua própria obra.

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É só questão de tempo até que ele desponte como “o principal opositor de Dilma Roussef” para resgatar sua recandidatura dos escombros de 16 anos de PT. Se bobear, quando 2018 chegar a Dilma já terá virado uma cria do Fernando Henrique que o Lula combateu desde criancinha…

Agora, os 48,12% que abram o olho.

Eu penso o que eu quiser, do jeito que eu quiser, e tenho direito de afirmar isso”. Foi bonito pra geração que sabe o peso que já teve um “quiéquiéisso companheiro” ver o país perder o medo do PT. Aquela bilis toda do Lula afinal serviu pra alguma coisa de útil. A internet rompeu o cerco da mídia, a classe artística antecipou a rebelião contra os “intelectuais orgânicos” e o resto veio no arrasto. Quer dizer, “antecipou” pela esquerda, ou melhor, pela esquerda honesta, com aqueles 20 ou 30 anos de atraso regulamentares em relação às cabeças ideologicamente despoluidas.

Tá bom, vá lá: antes tarde do que nunca. É preciso mesmo mais coragem para reconhecer um erro que para confirmar um acerto, especialmente pra quem misturou, um dia, política com paixão. Mas de qualquer jeito esse amadurecimento reacende até as esperanças de que esse grito de libertação venha, um dia, a descer às nossas escolas. Devolver as nossas escolas ao império da dúvida, irmã da tolerância e mãe do conhecimento, será o marco da entrada do Brasil no Terceiro Milênio. Mas temo que isso só venha a acontecer depois da desgraça consumada porque lá é que está o núcleo duro da doença. Ao fim da tempestade eles serão escorraçados depois de se terem recusado a sair digna e espontaneamente.

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Até lá teremos de suar quatro anos apenas para não andar para trás também do ponto de vista institucional, em meio à borrasca da violenta volta atrás em termos materiais que é esta que está começando a tomar embalo.

A eleição apertada esfria as possibilidades imediatas mas o desastre econômico que vem vindo reacenderá os ânimos do PT golpista. Vai virar sexo explícito. Questão de sobrevivência. Todas as armas – as permitidas e as proibidas, as lícitas e as ilícitas, as palatáveis e as infames – vão ser usadas mais que nunca para manter o PT a salvo da exposição ao sol que seca os fungos da mentira e do parasitismo.

Quem terá de correr pra amarrar o que lhe caiu no colo na refrega eleitoral será a oposição.

Mas para isso é preciso, antes de mais nada, entender uma coisa: enquanto for pra partir pra luta confirmando todo e qualquer lance do adversário o país seguirá optando por quem der mais, ainda que tanto a ponta comprada quanto a ponta vendida estejam carecas de saber que o Brasil não desentorta com salário sem trabalho, com direitos sem deveres, com estatais de roubar, com um Estado balofo, sem o império da lei. Quem está vivo sabe como o privilégio corrói e onde vão parar os estroinas. É o tipo de conhecimento que não requer prática nem tampouco habilidade.

Só o que está faltando é esse conhecimento, que é de todos nós, ser franca e abertamente verbalizado.

Aécio Neves quase alcançou o eleitorado que corria à sua frente. Mas o Brasil não desentorta sem alguém que corra na frente, sem alguém que empunhe a bandeira, sem alguém que diga tudo, sem alguém que se faça seguir.

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Porque o plebiscito não serve

29 de outubro de 2014 § 9 Comentários

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Artigo para O Estado de S. Paulo de 29/10/2014

Serenadas as emoções da vitória a presidente reeleita foi à televisão pedir “um amplo diálogo com a sociedade” para debater as reformas de que o país necessita.

É um tom bem mais adequado ao retrato do Brasil que saiu das urnas que o do dia anterior, no discurso de agradecimento à militância compreensivelmente contaminado pelas emoções da confirmação da vitória.

Metade mais 1,64% do eleitorado acabava de sair das urnas certo de que tinha comprado a garantia de um prato de comida mais cheio pela confirmação do Bolsa Família, do Minha Casa, Minha Vida, de aumentos do salário mínimo, da criação do Pronatec e de outros instrumentos em torno dos quais a outra metade menos 1,64% representada pelo candidato de oposição declarava-se plenamente de acordo, mas entrou na comemoração da vitória do PT sendo comunicada de que o que levará para casa é o compromisso fechado com um “plebiscito” sobre a reforma política, embora essa palavra não tenha sido pronunciada uma única vez sequer, seja nas dezenas de peças da propaganda gratuita recitadas pela candidata Dilma na televisão, seja em qualquer dos oito debates presidenciais do 1º e do 2º turnos.

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Não soou como um bom presságio pois “plebiscito” é um tipo de mecanismo que aponta exatamente na direção contrária da “união” em torno de um consenso posto que o que quer que venha a ser decidido por esse método pode, por definição, ser imposto à metade menos um dos brasileiros que vierem a votar contra o que for proposto. Por isso os plebiscitos são usados exclusivamente para dirimir questões de formulação simples e sem mais implicações que a expressamente contida nessa formulação, passíveis de serem decididas por um “sim” ou por um “não”, como aquela a respeito da qual foram chamados a se manifestar os eleitores uruguaios: “Você é a favor ou contra a redução da maioridade penal para 16 anos”?

Este não é absolutamente o caso de uma reforma política, assunto que se desdobra em inumeros subtemas, todos eles afetando diretamente o conjunto dos direitos e das liberdades de cada cidadão, e que, dependendo do modo como forem combinados entre si e até da ordem em que forem apresentados, podem ter o seu significado e os seus efeitos práticos simplesmente invertidos.

O problema é tão velho quanto a própria democracia.

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Propor diálogos nacionais é sempre um bom início de conversa. Mas quando chega a hora de materializar esses diálogos só ha duas maneiras de fazê-lo: criar um sistema em que toda a sociedade vota em representantes previa e individualmente identificados para o fim específico de mandatá-los para discutir e aprovar leis ou “mudanças” em seu nome (o “sufrágio universal”), ou confiar no governante de plantão para definir como achar melhor quem, a seu ver, representa a sociedade como um todo e chamar essa minoria para decidir as mudanças ao seu gosto.

Foram tantos os desastres ensejados pela escolha errada do modo de promover grandes decisões nacionais ao longo dos 2600 anos transcorridos desde o primeiro ensaio da democracia em Atenas, todos conduzindo a longos períodos de servidão ou a conflitos sangrentos, que a Declaração Universal dos Direitos do Homem da qual o Brasil é signatário houve por bem esclarecer o assunto.

Não é por outra razão que no Artigo 26, paragrafo 3º, ela consagra o “sufrágio universal” como a única forma legitima de eleger representantes, seja para cargos executivos, seja para discutir e aprovar as leis em governos “do povo, para o povo e pelo povo”.

Todas as outras são falsas.

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A presidente Dilma explicou nessas mesmas entrevistas que a sua sugestão de um plebiscito responde a “um apelo que recebeu de movimentos sociais apoiado por 5 milhões de assinaturas”. Mas na sequência de uma eleição que mobilizou 140 milhões de eleitores esse número só faz enfatizar sua própria insignificância.

Afinal, se a campanha toda transcorreu sob a acusação de que reeleger Dilma Rousseff para mais um mandato era o contrário de “mudar”, porque o PT preferiu correr o risco de ser visto assim numa disputa voto a voto a aproveitar a campanha para explicar didaticamente à massa dos eleitores qual era a reforma política que pretendia fazer e por que método?

Não foi, certamente, porque essa idéia só lhe tenha ocorrido diante do resultado das urnas, para pacificar o país.

O Decreto da Presidência nº 8243, assinado pela própria presidente Dilma seis meses antes da eleição determina, aliás, que “movimentos sociais” como esses que lhe entregaram os 5 milhões de assinaturas de apoio a um plebiscito, se apropriem, sem passar pelo sufrágio universal, das prerrogativas exclusivas dos representantes eleitos por todos os brasileiros de propor, discutir e aprovar nossas leis. Posta de lado a questão de serem eles parte diretamente intessada nessa troca de papéis, o fato dela contrariar diretamente não apenas a Declaração Universal dos Direitos do Homem mas também a letra da Constituição da República Federativa do Brasil coloca a iniciativa sob suspeita de constituir-se num artifício para dar ares de legitimidade a um expediente que é flagrantemente ilegítimo.

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A tática de usar o expediente do plebiscito para, uma vez eleito pelo sufrágio universal para um único mandato no poder, amarrar amplos pacotes de reformas embutidos nas quais vêm, invariavelmente, mecanismos que desclassificam o sufrágio universal como a única forma legítima de chegar ao poder, seja para funções executivas, seja para funções legislativas, tem sido sugerida pelo Foro de São Paulo, a entidade criada e dirigida pelo ex-presidente Lula que reune partidos que comungam as crenças do PT, e utilizada em vários países vizinhos do Brasil onde, desde então, não houve mais alternância no poder.

É, portanto, mais que benvindo o apelo da presidente Dilma, legitimimamente eleita pelo sufrágio universal num país dividido por uma margem de 1,64% do eleitorado, por um amplo diálogo nacional em torno da reforma política e da reforma eleitoral que se fazem necessárias. Mas desde que essa convocação comece por uma pergunta sobre o que queremos e por que métodos queremos e não pela resposta que, dentro do espírito democrático, só deveria surgir ao fim desse debate.

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Hoje é dia de pensar no Brasil

25 de outubro de 2014 § 33 Comentários

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Artigo para O Estado de S. Paulo de 25/10/2014

Ha um estranho distanciamento entre os temas debatidos na campanha que desaguará na eleição de amanhã e o que de fato está em jogo na escolha que ela decidirá.

Para além dos ataques pessoais que dominaram a cena, e das diferenças inerentes ao tema da corrupção, tudo se passou como se não houvesse escolha mais arriscada em jogo para o Brasil do que optar entre dosagens ligeiramente diferentes de intervenção na economia por cima de políticas sociais rigorosamente idênticas, dentro de um abiente institucional perfeitamente consolidado.

Só que isso não corresponde à realidade.

Na verdade tudo está em aberto. Nem mesmo os itens básicos da Declaração Universal dos Direitos do Homem são incondicionalmente acatados pelo atual governo do país que ha 30 anos clamava em uníssono por “Diretas Já” e nos pede mais quatro anos de mandato.

Em plena revolução tecnológica não ha “verdade absoluta” que tenha ficado em pé. A dúvida, cada vez mais, é senhora, e essa ausência de certezas é o pressuposto da liberdade que é, antes de mais nada, a liberdade de dissentir.

Ha muito tempo já que não há mais enganos perdoáveis a esse respeito. Não ha como não repudiar, de boa fé, as afirmações categóricas do passado, o apriorismo político e as concepções tendentes a deformar as sociedades humanas e o indivíduo segundo modelos pré-concebidos.

A flexibilidade política deixou de ser uma opção para se transformar num imperativo de sobrevivência.

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Não obstante o que o PT trata de fazer o Brasil tragar por baixo de um discurso que nunca penetra claramente nessas profundidades, é de impedir o país de navegar conforme a onda que venha e o vento que sopre, livre para mudar de rumo e mudar de prumo; é de fechar a porta de saída – ou no mínimo antepor a ela um labirinto virtualmente intransponível – depois de ter aceito o convite para passar pela de entrada.

Os fatos são os fatos:

No plano internacional o governo do PT alinha-se automaticamente com todas as ditaduras e com os mais notórios violadores dos direitos humanos deste e de outros continentes, muitas das quais, ao arrepio da lei, financia com dinheiro público em contas dadas como “secretas”. Chegou até ao extremo de exigir que a ONU desse mais tempo e largueza para os degoladores do Estado Islâmico.

No plano nacional, o partido manipula os números que medem o desempenho da economia, censura as instituições públicas encarregadas dessa medição quando os dados lhes são adversos, financia com dinheiro público uma vasta rede de difamadores assalariados para promover o linchamento moral nas redes sociais de quem quer que divulgue fatos que considere prejudiciais às suas pretensões eleitorais ou manifeste opiniões diferentes das suas e promete solenemente, em caso de vitória, passar a “controlar” o que os brasileiros poderão ver, ouvir ou dizer daqui por diante também na “mídia tradicional”.

Num plano mais concreto e efetivo, a própria candidata que pede votos aos brasileiros dentro do sistema ainda em vigor assina o Decreto nº 8243 da Presidência da República que revoga a exclusividade do poder de legislar dos representantes eleitos por todos os brasileiros e transfere parte dele a grupos de militantes do seu partido com os quais reuniu-se cerimonialmente na sede do governo às vésperas do 1º turno para reiterar oficialmente seu compromisso de, à revelia do Congresso Nacional e contra a eventual resistência dele, submeter a plebiscito a continuação ou não do regime de democracia representativa eleita pelo voto universal.

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Para a massa dos eleitores o volume e a intensidade com que são divulgadas as “mordidas” e os “assopros” da proposta petista são monitorados com o mesmo ajuste fino de modulação com que, na sua sempre reveladora obsessão com os falsos silogismos, contaminam com meias verdades ou mentiras inteiras as ações e declarações dos adversários, sempre de modo a poder afirmar mais adiante que, seja o adversário, seja o eleitor, disse o que não disse ou votou no que não votou.

Todas essas manobras se dão sob a regência pessoal de um Luis Ignácio Lula da Silva que, à medida em que avança a campanha eleitoral, vem recrudescendo seus votos de ódio e suas ameaças de vinganças “inimagináveis” contra quem ousar resistir-lhes, e seguem à risca o roteiro por ele pessoalmente prescrito ao Foro de São Paulo, a entidade que ele próprio criou e que congrega em torno desse mesmo esquema tático todos os ditadores em projeto ou já instalados no poder na América do Sul e no Caribe, com a expressa recomendação de que “não permitam recuos” após cada “conquista”.

Não obstante tudo isso, acuado pela máquina de mentiras e intrigas que vem semeando a cizânia e empurrando um povo que já foi definido por sua cordialidade para a beira da conflagração, a candidatura de Aécio Neves escolheu trabalhar exclusivamente os temas que menos a diferenciam da blitz lulista, deixando fora do debate a única diferença de fato irreconciliável entre o PSDB e o PT que é o compromisso de um com a democracia e o compromisso do outro contra a democracia ou pelo menos contra a democracia desadjetivada, o que parece ter desmobilizado uma parcela daquele eleitorado que, sentindo instintivamente o perigo que continua no ar, aliou-se no 1º turno, por cima de suas diferenças, no voto antipetista e a favor da democracia.

Afinal, se as diferenças não pasam de nuances, segundo os próprios interessados em ressaltá-las, porque arriscar os incômodos todos de uma troca de governo?

Seria um trágico engano.

Acreditar nisso é ignorar o que se passa à nossa volta no continente sul-americano, descrer de tudo quanto o próprio PT afirma sobre si mesmo e suas intenções, relevar o ambiente de violência moral – quase física – em que transcorreu a campanha eleitoral e arriscar-se a descer até à profundidade a partir da qual não ha mais retorno nos sistemas de socialização da corrupção e seleção negativa dos parasitas no controle deles em que, década após década numa espiral sem fim, vêm dando voltas, soçobrados, tantos dos países vizinhos do Brasil .

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Se os “2 minutos finais” fossem meus…

3 de outubro de 2014 § 14 Comentários

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Esta eu escrevi antes do debate da Globo, assim que vi os pronunciamentos de encerramento das campanhas do primeiro turno dos candidatos. Mas como acho que este continua sendo o recado pros eleitores, estou mudando ele de lugar.

Brasileiros,

O passo que vocês vão dar domingo é decisivo.

Pense bem antes de apertar aquele botão.

Esse retrato cor-de-rosa do Brasil que os marqueteiros da Dilma pintaram na campanha é falso. Os numeros em que ele está baseado são falsos.

A festa acabou mas o PT continua batendo bumbo pra fazer você dançar. Você sabe bem disso. Você está sentindo isso no seu bolso; na compra do mês e na prestação que não cabem mais no salário.

Os numeros que a Dilma te mostra valem tanto quanto os juramentos solenes de acabar com a corrupção e a impunidade do partido que, quando chega a hora de agir, só age para desmoralizar a Justiça e tirar da cadeia, um por um, todos os condenados por corrupção. Nenhum dos que foram presos continua preso. Nenhum dos que estavam no poder perdeu o poder.

No plano internacional tem sido a mesma coisa.

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O PT vive falando em direitos humanos mas só age na ONU para impedir que os maiores criminosos do mundo sejam detidos. Promete democracia mas só se relaciona com ditadores. Com aquele tipo de gente que aceita convite pra entrar mas não aceita ordem pra sair.

Tudo isso não é só coincidência.

O PT pede o seu voto mas já cassou por antecipação o que você vai dar domingo para o seu futuro deputado no Congresso com o decreto que a Dilma assinou ha cinco meses que põe no lugar dele, para fazer as leis do Brasil, os “movimentos sociais” nos quais ele manda mas que você não elegeu.

É por cima de tudo isso que o PT te pede mais 4 anos, além dos 12 que já se foram, e olhando pra outros 8 logo alí adiante.

Olhe pra Cuba, olhe pra Venezuela, olhe pra Bolívia, olhe pra Argentina; olhe pros ditadores todos que o PT não se cansa de festejar e pros países que ele aponta como modelos para o Brasil.

É isso mesmo que você quer?

Domingo vai começar a nascer o Brasil onde seus filhos vão viver.

Por isso, pense bem antes de apertar aquele botão.

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O que é que alimenta a mentira

30 de setembro de 2014 § 19 Comentários

O mergulho das “brases” na Bolsa de Valores de São Paulo soa como a “ficha caindo” da rendição daquele mítico “país do futuro” à mentira petista.

A interpretação mais benigna que se ouve é a de que, sim, nós vivemos em plena Torre de Babel e é impossível a comunicação no país dos 85% de analfabetos funcionais onde o “povão” não sabe de nada e está sujeito a qualquer mentira.

É verdade que isso é verdade e que os 85 milhões de cheques distribuídos pelo PT de mão em mão todo santo mês podem se transformar no empurrãozinho que faltava para que os dependentes do esquema façam vistas grossas para a mentira.

Mas mesmo entre esses não se perde a noção do verdadeiro e do falso. Pensar o contrário é embarcar naquela outra mentira que embala o petismo, de que o crime é função da miséria.

A verdade e a noção do certo e do errado têm força por si mesmas e quando são afirmadas com a necessária energia impõem-se igualmente para quem come bem e para quem come mal. Diante delas o criminoso e o vendido – rico ou pobre – só podem apresentar-se como o que de fato são. E isso cria um constrangimento que faz a maior parte das pessoas desanimar.

A campanha eleitoral na TV é uma oportunidade rara. Ela permite escapar ao cerco em que o poder invariavelmente tenta encerrar a verdade e mostrar ao povo, nua e crua e em rede nacional, mesmo aquela que só a parcela dele que lê conhece.

Mas não é o que tem acontecido. Ha, portanto, de fazer-se justiça à monumental incompetência das campanhas da oposição para explicar o movimento que as pesquisas estão registrando.

Campanhas nada menos que alienadas estão permitindo que o PT, reconfirmando a cada novo degrau galgado, até para a sua própria surpresa, que suas mentiras nunca lhes serão atiradas na cara, anime-se a seguir escada acima até chegar a essa inversão, que beira o surrealismo, de apresentar os próprios flagrados praticando esse crime como os paladinos da luta contra a corrupção e a impunidade.

Publicitários não são exatamente apóstolos da verdade. Não vai nenhum demérito nisso. É do metier. Mas até para eles ha um limite. O Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária, que zela pela continuação da profissão e do negócio, não admite peças de propaganda inteiramente descompromissadas com qualquer fundo de verdade.

No presente momento brasileiro é diferente. A mentira sistematizada – junto com a corrupção no nível a que já chegou por aqui – é letal para a política. Mas este PT que sobrou depois da debandada da esquerda honesta não tem nenhum compromisso com a continuação da política “liberal” que, como sabe quem conhece um pouquinho da história recente deste nosso mundo, é a única que existe.

Política é, para eles, uma atividade provisória. O que eles entendem é a força. O PT que está aí é o que lutou de armas na mão, no século findo ha 14 anos, para impor ao Brasil a ditadura totalitária que ainda era possível naquela época. Agora lutam para nos levar para a ditadura tão total quanto ainda possível nestes grotões sul-americanos, a dita “bolivariana” que se conquista com mentiras e se mantém com as falsificações plebiscitárias que, do programa oficial do partido já saltaram, como avant premiére, para os decretos presidenciais.

Isso nos traz de volta à oposição. Numa guerra de mentiras vence o profissional em embalagens mais treinado na mentira. E nesse campo ninguém bate João Santana, o homem que modula as palavras na boca de Lula ha vária décadas.

O modelo formal da verdade, em política, está no bom jornalismo. Assim, só uma campanha feita com base no modelo jornalístico, como tem sido a de Geraldo Alkmin, é capaz de derrubar uma campanha inteira e assumidamente baseada na mentira.

Alexandre Padilha não é o maior fracasso da história de Lula e do PT apenas pelos belos olhos dele. Nem, muito menos, pelo sex apeal do governador que tem feito as alegrias do novato escatológico que o ninho de cobras do PMDB pariu para correr na paralela e comer São Paulo pelas bordas.

O que tem acontecido é que os marqueteiros de Alkmin não deixam ninguém esquecer por um minuto sequer quem é o “Pad”, como era carinhosamente chamado o ex-ministro da Saude de Dilma nas mensagens que o vice-presidente da Camara dos Deputados do PT, Andre Vargas, trocava com o doleiro Alberto Youssef, parceiros no crime ha décadas, para tramar entre os tres o golpe que garantiria a todos a tão sonhada “independência financeira” às custas da saude do brasileiro pobre.

O que tem acontecido é que as mentiras do PT sobre São Paulo não ficam um minuto sequer sem resposta. A contraprova vem na sequência da mentira posta no ar, e em geral no mesmo dia, como foi o caso com relação à controvérsia recente surgida com a tentativa de factóide lançada contra o sistema de prevenção do crime importada de Nova York pelo governador ou, mais ainda, com as de culpá-lo pela falta d’água em São Paulo, mesmo com ela de fato existindo e apesar das repetidas manifestações fajutas da militância profissional pela ruas da cidade.

A campanha de Alkmin serenamente trata de reportar os fatos na sequência em que aconteceram e de por no ar suscintas e contundentes reportagens sobre o estado das represas, a intensidade da seca e as medidas adotadas para enfrentar a emergência.

Os números confirmam que não ha telespectador, seja qual for a classe de renda, que não as compreenda.

Ja Marina e Aécio Neves, por mais acintosa que seja a última mentira exibida pelo PT, continuam olimpicamente falando em vagos “choques de gestão” e outras amenidades do gênero, como se essas fabricações não lhes dissessem respeito.

Alguém se lembrará de que sendo uma novata e o outro o dono de um currículo apenas estadual, não teriam o que apresentar sob esse formato jornalístico a um eleitorado nacional.

Mas não se trata de mostrar o que eles fizeram ou pretendem fazer. Trata-se de mostrar o que o PT não é mas afirma solenemente ser e, o que é melhor, pela boca dos próprios protagonistas das mentiras aventadas.

Imagine-se a edição dessa conversa sobre “a luta sem tréguas do PT contra a corrupção, doa a quem doer” entremeada das 12 vezes em que Paulo Roberto Costa, o agente colocado pelo partido para rapelar a Petrobras, se “reservou o direito de permanecer calado” na CPI, das cenas de André Vargas fazendo o mesmo gesto de Zé Dirceu e Genoíno na cara de Joaquim Barbosa, da construcão das suites especiais da Papuda, do Lula gritando do palanque que “tem o meu aval” uma mobilização da militância contra a condenação dos mensaleiros pelo STF, da “aposentadoria” precoce de Joaquim Barbosa e dos ministros amestrados do STF soltando a corja de volta pra rua. Ou de trechos de qualquer dos vídeos, catados a esmo, exibidos nesta postagem.

Qualquer estudante de primeiro ano de edição de imagens é capaz de matar a pau as mentiras petistas. Se pesquisar um pouquinho mais para tras no Youtube, então, põe os próprios mentirosos se desmentindo a si mesmos. Ou até se auto-denunciando como nos filmes que todo mundo sabe que estão lá, onde Lula explica que esquemas como o da sua “bôça família” é o mesmo truque sujo dos portugueses dando miçanga pra comprar índio. Ou aquele outro em que explica porque cooptar a familia Sarney só pode ser coisa de criminoso mal intencionado.

Seriam os responsáveis pelas campanhas de Marina e Aécio os únicos brasileiros minimamente ilustrados que não sabem da existência da internet? A esta altura já não importa. De qualquer maneira eles já são culpados de crime de lesa-pátria.

Dilma e o Estado Islâmico

25 de setembro de 2014 § 36 Comentários

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Pensei em iniciar este artigo lembrando que ao propor, de cima da única tribuna do planeta voltada para toda a humanidade, entre os costumeiros elogios a si mesma e à obra do PT, “o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU” junto aos genocidas decapitadores, estupradores, cruxificadores, chicoteadores e apedrejadores de mulheres do Estado Islâmico que têm horrorizado um Oriente Médio treinado no cotidiano da barbárie, a nossa preclara “presidenta” colocou-se à esquerda da Al-Qaeda que, antes mesmo dos governos dos países atacados pelas bestas-feras que se escondem por tras daquelas máscaras negras, renegou essa seita sanguinária e instou o mundo a varre-la da face da Terra antes que não sobre ninguém até mesmo contra quem praticar-se o bom e velho terrorismo tradicional.

Mas logo lembrei-me de que valores mais altos se alevantam ou no mínimo se sobrepõem a esse posicionamento relativo. Ao proferir impropério desse grau em plena Assembléia Geral da ONU o “poste de Lula” coloca-se abaixo do mais desinformado entre os menos informados dos homens comuns e do mais alienado entre os alienados deste mundo. Coloca-se, portanto, em algum ponto entre a indigência mental e a incapacidade orgânica de processar os dados da realidade, condição que, se fosse finalmente diagnosticada, proporcionar-lhe-ia o bonus de inocentá-la de toda a carga de ignomínia e comprometimento moral embutido na insanidade que ela propôs aos homens que governam o mundo com cara de quem dá aulas a principiantes.

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Como uma coisa puxa a outra lembrei-me, então, de que sua excelência não estava ali em mais um dos seus delirantes improvisos sem edição mas sim lendo um documento cuidadosamente elaborado pela elite da sua equipe de governo que traduz a visão oficial de mundo de seu partido e que, para vergonha nacional, estava sendo apresentada ao concerto das nações como a posição oficial de todos os brasileiros a respeito da carnificina que vem horrizando até os terroristas da velha guarda.

Consolei-me, então, com as provas que o mundo tem dado de que já entendeu a diferença entre o PT e o Brasil, de que nos dá testemunho o presente estouro da boiada dos investidores internacionais para fora de nossas fronteiras, esta que assume ritmo frenético cada vez que Dilma Rousseff e seu fiel escudeiro Guido Mântega, na sua incoercível arrogância, concebe uma nova intervenção para conter os efeitos da última intervenção.

Para que essa fuga em massa se tornasse possível hoje foi preciso que tivesse havido o movimento inverso antes, que se deu quando a aposta ainda podia ser feita no Brasil e nos brasileiros por cima dos quais Dilma e o PT parecem decididos a passar a galope, convencidos que estão de que é seu destino manifesto substituir-se a nós todos e às nossas história e tradições não só no concerto das nações como na obra de construção nacional.

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O lado positivo deste episódio é que, estando ele fora das injunções da eleição, pode-se dizer que constitui-se numa rara manifestação autêntica e espontânea da verdadeira anima petista que, quanto mais se aproxima o 5 de Outurbo, mais se emburaca no mar de mentiras com que eles nos vêm intrujando.

Vai-se destacando como síntese perfeita do que esse partido se tornou o prefeito da maior e mais carregada de problemas concretos  entre as metrópoles brasileiras, Fernando Haddad, que deixou de lado as pranchetas e as obras públicas e adotou um pincel e uma lata de tinta como seus únicos instrumentos de “realizações” com os quais vai esterilizando, rua após rua, as fontes de geração de riqueza e criação de empregos da maior cidade do pais criando barreiras intransponíveis entre comerciantes e consumidores em troca da “demagogia ciclística” que a imprensa resolveu comprar, do esquartejamento de vias públicas sufocadas por automóveis e combustíveis eleitoreiramente subsidiados e da distribuição “socialmente determinada” de privilégios no que resta de mobilidade numa metrópole atravancada à fatia mais gorda do eleitorado.

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O PT, enfim, assumiu-se como fraude.

O que apresenta como obra sua e como provas de seu desempenho tem tanto valor quanto as faixas coloridas que o sr. Haddad esparge por aí a título de prestação de contas pelo uso e pelo abuso do maior orçamento da Republica depois do da União.

As contas públicas nacionais são uma mentira, a taxa de inflação é uma mentira, os números do desemperego são mentiras, a “crise internacional” só de Dilma é uma mentira, o programa de “remissão da miséria” do PT com os 85 milhões de cheques distribuidos de mão em mão todo mês é uma mentira, os preços represados da energia, bombas de neutrons contra o nosso amanhã, são mentiras.

O alegado amor de Dilma à democracia é mentira. O compromisso com a liberdade de imprensa de quem censura até o IBGE é mentira. Suas acusações contra os demais candidatos são mentiras. A “luta sem tréguas do PT contra a corrupção”, é a mãe de todas as mentiras.

Até os “eleitores” das campanhas dos ministros candidatos do PT são mentiras.

aaO próprio PT e sua candidata à reeleição são mentiras, enfim.

Mas a espontânea manifestação de apreço da “diplomacia” peto-marcoaureliana pelos genocidas do Estado Islâmico é genuina e verdadeira. É, no mínimo, aquilo que no jargão do tênis seria chamado de “erro não forçado”.

Mesmo assim, enquanto as carótidas são cortadas a faca pelo Oriente Médio afora e as hordas de mães e crianças em estado de choque se espremem em pânico nas fronteiras do “califado islâmico” para escapar à única forma de “diálogo” praticada pelos amigos de dona Dilma, Aécio Neves segue, inabalável na sua fleugma, dedicando todos os escassos minutos de que dispõe na televisão a prometer vagos “choques de gestão”, programas de “recuperação da malha ferroviária” ou esquemas de “poupança estundantil” e Marina Silva vai em frente especulando vagamente sobre sustentabilidade.

Que mentira é maior que a de coonestar tanta mentira, calando-se quando confrontados com elas?

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O debate da Band

27 de agosto de 2014 § 7 Comentários

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Aécio Neves foi brilhante em todas as respostas que deu de improviso.

É autêntico, elegante, tem senso de humor, acredita no que está dizendo e tem conhecimento de causa de sobra para ensacar todos os outros contendores juntos sem parecer arrogante por isso.

Mas temo que tenha posto tudo isso a perder no seu minuto e meio final quando pos todos os seus talentos de lado, cedeu aos marqueteiros e baixou os olhos tres ou quatro vezes como se estivesse lendo o que eles escreveram para ele dizer.

TV é olho e coração, muito mais que ouvido e cérebro…

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Aécio faria muito bem, aliás, se dispensasse esses marqueteiros que, depois do debate ficou mais que provado, têm feito ele parecer muito menos do que é nos filmes da campanha.

Ele é de longe o melhor candidato para este momento do Brasil mas é, também, a candidatura da racionalidade, coisa a que este país sempre resiste mesmo quando ela não é atingida por um avião carregado de emoções em pleno voo.

Marina Silva se estrumbica sempre que tem de dizer algo sobre qualquer coisa que não seja ela própria. Mas vence tudo isso pela humildade de admitir suas limitações e pela inteligência de propor-se a incorporar tudo que os melhores já fizeram ou lhe oferecerem de bom, venha de onde vier.

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Isso não resolve todos os problemas de pilotar um país continental e complicado como poucos antes mesmo de tirar carta de arraes amador mas, sem ter sequer de mencionar-lhe o nome, fulmina o PT com o seu sectarismo carregado de bilis e com a sua permanente semeadura de ódios.

O PT é a conflagração pela conflagração: entre os “bons” e os “maus”, os ricos e os pobres, os brancos e os negros, os ilustrados e os não ilustrados, os hetero e os homossexuais e o que mais o partido conseguir catar por aí de pares que possam ser insuflados um contra o outro.

Marina propõe a união nacional, tema que pode e deve ser copiado com a maior ênfase possível, mesmo porque quem ganhar, se não for o PT, terá de se haver com a fúria dos “donos” do Estado brasileiro de quem se vai tirar o doce de dentro da goela.

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A tendência declinante da economia brasileira tem raízes estruturais que a esbórnia petista aprofundou e vai ser parada roxa revertê-la. Tão roxa que se o Estado (isto é, a “militância”) peitar o Brasil no meio da sua luta para não se afogar, talvez cheguemos mais cedo do que seria de esperar ao duelo final que vai ter de acontecer um dia para que este país saia, finalmente, do passado, e possa começar a olhar para o futuro.

Seria até bom. Melhor que deixar o país se arrastar por mais uma geração na mesma lenga-lenga em que a minha teve de chafurdar.

Deixei a Dilma por último porque é esta a colocação em que o debate a deixou. Ela confirmou ao longo do programa inteiro ser o desastre que se conhece, de execução e de comunicação. De modo que se não estivesse pendente da perspectiva de Lula assumir o lugar dela até 20 dias antes do 1º turno (15 de setembro), o Brasil, pelo menos quanto à perspectiva de permanência no campo democrático do qual só ele tem força para nos expulsar, poderia dormir tranquilo.

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