O plano de Lula para o Lulil
10 de outubro de 2018 § 31 Comentários
Artigo para O Estado de S. Paulo de 10/10/2018
Programa de governo é como termo de uso de aplicativo. Ninguém lê. Mas esse “O Brasil feliz de novo“, é uma declaração à praça que não pode passar em branco. Embora políticos, intelectuais, artistas e até a maior parte dos jornalistas se mostrem firmemente decididos a não acreditar no que ele diz, Lula nunca escondeu o que quer ser quando crescer. Depois da esfrega do 1º turno ele ordenou ao candidato laranja que se faça de bonzinho e renegue tudo, mas a coisa já está registrada no TSE como o programa oficial do governo … de quem mesmo? É a terceira vez que eles tentam cravar esse punhal nas costas da democracia brasileira. A primeira foi na véspera do natal de 2009, no apagar das luzes do governo Lula quando ele foi batizado de “Plano Nacional de Direitos Humanos”; depois em 2014, na véspera da Copa e de um recesso extraordináriamente longo do Congresso quando Dilma o rebatizou de “Decreto 8.243”. Não vão desistir nunca. Essa é a receita oficial de golpe do Foro de São Paulo que fez o seu début mundial com Hugo Chavez “tomando o poder” na Venezuela com ele, à lá Jose Dirceu.
“O Brasil feliz de novo” não especifica se manteria o Congresso aberto mas é certo que ele deixaria de ter qualquer função pois tudo passaria a ser decidido por “plebiscitos convocados pelo presidente da republica” e decididos por “novos mecanismos deliberativos” a cargo de “movimentos sociais” e “representantes da sociedade civil organizada”. “Todos os poderes da União e do Ministério Publico”, assim como os do Judiciário estariam submetidos a esse tipo de “controle social”. Todos os instrumentos da Lava Jato (delações premiadas, prisão na 2a Instância, etc), seriam revogados e o “controle da mídia” se faria “com a atuação da Anatel e da Policia Federal para impedir perseguições”. Todas as “reformas do golpe” aprovadas pelo congresso seriam revogadas. Haveria um “novo pacto federativo” em que literalmente todas as entidades municipais e estaduais passariam a ser subordinadas a entidades nacionais. Todos os insumos, indústrias e estruturas básicas seriam estatais ficando para o “empreendedorismo” apenas o que é “micro”. O “grande agronegócio” passaria por reforma agrária. A política externa seria “altiva e ativa” significando privilegiar, inclusive com financiamentos, países da America Latina, Caribe, África e Oriente Médio. “A juventude” seria objeto de “direitos universais, geracionais e singulares que buscarão permanentemente a autonomia”.
Quer dizer, da escolha dos banheiros na primeira escola dos seus filhos à reeducação dos professores, da água da bica ao petróleo, dos povos das florestas aos povos das metrópoles, da polícia unica prendendo menos às penitenciárias soltando mais, do esporte à programação de shows, da contenção de encostas aos furacões do Caribe (!), para tudo e para cada coisa, para todos os brasileiros e para cada um e não só para eles (a lista acima é literal mas está longe de ser completa), haverá um “plano nacional”, acoplado a um “sistema único” e a um “novo marco regulatório” aprovado por gente que não elegemos que terá por referência “transversal” “o privilégio dos povos da floresta, dos quilombolas, dos negros e das negras, e o combate à LGTBIfobia”, em nome dos quais toda violência moral ou institucional será justificada.
Todo esse discurso delirantemente sinistro começa com a frase “Lula é uma ideia e agora um programa”, e repete 150 vezes que, nesse Lulil que já não seria Brasil, ele cuidaria pessoalmente de tudo.
E, no entanto, o país atravessou o 1º turno inteiro assombrado pela ameaça à democracia encerrada na candidatura Bolsonaro sem que ninguém interrogasse o candidato laranja sobre essa preciosidade. Mas como o Brasil é bem melhor que suas elites, a decisão do 1º turno deu-se totalmente à revelia dos debates. Eles simplesmente deixaram de interessar porque todo mundo – menos o intuitivo Jair Bolsonaro – fingia que a natureza do regime é uma questão resolvida quando absolutamente não é.
Planos de gestão da economia e da administração pública, mesmo os sérios, são luxos para quem já tem o principal resolvido, e aqui como no resto do planeta, é meio grau mais para a direita ou meio grau mais para a esquerda ou você cai no caos como nós caímos. Por isso nem os mais patéticos entre os candidatos patéticos que tomaram nosso tempo nos debates conseguiram inventar coisa muito diferente nessa matéria.
Na falta de melhor tudo passou, então, a girar em torno da corrupção. Mas também o combate à corrupção está corrompido. Todo mundo sabe que existe uma diferença e todo mundo sabe que diferença é essa, mas é impossível traduzi-la numa tipificação jurídica. É por isso que nas democracias dignas do nome só quem elege tem o poder de deseleger e, então, entregar o ladrão para a justiça comum, que é igual para todos. Se for só juiz – e ainda por cima intocável – a controlar essa porteira, mais bandido municiando a imprensa para atingir outro bandido em disputas pelo controle de “bocas”, vira o Brasil…
O 2º turno permitirá que o país se interrogue sobre onde é que vai parar o governo que promete começar revogando todo o Poder Judiciário que prende ladrão que resta, soltando Lula da cadeia, para ficarmos só com aquele que só solta, criado por ele, e que já vive anulando “monocraticamente” votações do Congresso Nacional inteiro.
Como faremos para que cada poder da Republica volte aos seus limites? Que limites são esses, que nós já nem lembramos? Quem poderá restabelece-los depois do estrago feito pelo lulismo? E como fazer isso com o próximo governo instalando-se à sombra do vulcão de um déficit explosivo por baixo da espada do crime de responsabilidade e sob a sede de vingança da seita que pediu impeachment de todos os governos desde a redemocratização, menos o seu próprio?
Tirar o lulismo do caminho é a condição para essa conversa começar. Mas o Brasil que sangra vai precisar da união de todo o campo democrático – o da esquerda inclusive – para sair dessa enrascada.
Hoje é dia de pensar no Brasil
25 de outubro de 2014 § 33 Comentários
Artigo para O Estado de S. Paulo de 25/10/2014
Ha um estranho distanciamento entre os temas debatidos na campanha que desaguará na eleição de amanhã e o que de fato está em jogo na escolha que ela decidirá.
Para além dos ataques pessoais que dominaram a cena, e das diferenças inerentes ao tema da corrupção, tudo se passou como se não houvesse escolha mais arriscada em jogo para o Brasil do que optar entre dosagens ligeiramente diferentes de intervenção na economia por cima de políticas sociais rigorosamente idênticas, dentro de um abiente institucional perfeitamente consolidado.
Só que isso não corresponde à realidade.
Na verdade tudo está em aberto. Nem mesmo os itens básicos da Declaração Universal dos Direitos do Homem são incondicionalmente acatados pelo atual governo do país que ha 30 anos clamava em uníssono por “Diretas Já” e nos pede mais quatro anos de mandato.
Em plena revolução tecnológica não ha “verdade absoluta” que tenha ficado em pé. A dúvida, cada vez mais, é senhora, e essa ausência de certezas é o pressuposto da liberdade que é, antes de mais nada, a liberdade de dissentir.
Ha muito tempo já que não há mais enganos perdoáveis a esse respeito. Não ha como não repudiar, de boa fé, as afirmações categóricas do passado, o apriorismo político e as concepções tendentes a deformar as sociedades humanas e o indivíduo segundo modelos pré-concebidos.
A flexibilidade política deixou de ser uma opção para se transformar num imperativo de sobrevivência.
Não obstante o que o PT trata de fazer o Brasil tragar por baixo de um discurso que nunca penetra claramente nessas profundidades, é de impedir o país de navegar conforme a onda que venha e o vento que sopre, livre para mudar de rumo e mudar de prumo; é de fechar a porta de saída – ou no mínimo antepor a ela um labirinto virtualmente intransponível – depois de ter aceito o convite para passar pela de entrada.
Os fatos são os fatos:
No plano internacional o governo do PT alinha-se automaticamente com todas as ditaduras e com os mais notórios violadores dos direitos humanos deste e de outros continentes, muitas das quais, ao arrepio da lei, financia com dinheiro público em contas dadas como “secretas”. Chegou até ao extremo de exigir que a ONU desse mais tempo e largueza para os degoladores do Estado Islâmico.
No plano nacional, o partido manipula os números que medem o desempenho da economia, censura as instituições públicas encarregadas dessa medição quando os dados lhes são adversos, financia com dinheiro público uma vasta rede de difamadores assalariados para promover o linchamento moral nas redes sociais de quem quer que divulgue fatos que considere prejudiciais às suas pretensões eleitorais ou manifeste opiniões diferentes das suas e promete solenemente, em caso de vitória, passar a “controlar” o que os brasileiros poderão ver, ouvir ou dizer daqui por diante também na “mídia tradicional”.
Num plano mais concreto e efetivo, a própria candidata que pede votos aos brasileiros dentro do sistema ainda em vigor assina o Decreto nº 8243 da Presidência da República que revoga a exclusividade do poder de legislar dos representantes eleitos por todos os brasileiros e transfere parte dele a grupos de militantes do seu partido com os quais reuniu-se cerimonialmente na sede do governo às vésperas do 1º turno para reiterar oficialmente seu compromisso de, à revelia do Congresso Nacional e contra a eventual resistência dele, submeter a plebiscito a continuação ou não do regime de democracia representativa eleita pelo voto universal.
Para a massa dos eleitores o volume e a intensidade com que são divulgadas as “mordidas” e os “assopros” da proposta petista são monitorados com o mesmo ajuste fino de modulação com que, na sua sempre reveladora obsessão com os falsos silogismos, contaminam com meias verdades ou mentiras inteiras as ações e declarações dos adversários, sempre de modo a poder afirmar mais adiante que, seja o adversário, seja o eleitor, disse o que não disse ou votou no que não votou.
Todas essas manobras se dão sob a regência pessoal de um Luis Ignácio Lula da Silva que, à medida em que avança a campanha eleitoral, vem recrudescendo seus votos de ódio e suas ameaças de vinganças “inimagináveis” contra quem ousar resistir-lhes, e seguem à risca o roteiro por ele pessoalmente prescrito ao Foro de São Paulo, a entidade que ele próprio criou e que congrega em torno desse mesmo esquema tático todos os ditadores em projeto ou já instalados no poder na América do Sul e no Caribe, com a expressa recomendação de que “não permitam recuos” após cada “conquista”.
Não obstante tudo isso, acuado pela máquina de mentiras e intrigas que vem semeando a cizânia e empurrando um povo que já foi definido por sua cordialidade para a beira da conflagração, a candidatura de Aécio Neves escolheu trabalhar exclusivamente os temas que menos a diferenciam da blitz lulista, deixando fora do debate a única diferença de fato irreconciliável entre o PSDB e o PT que é o compromisso de um com a democracia e o compromisso do outro contra a democracia ou pelo menos contra a democracia desadjetivada, o que parece ter desmobilizado uma parcela daquele eleitorado que, sentindo instintivamente o perigo que continua no ar, aliou-se no 1º turno, por cima de suas diferenças, no voto antipetista e a favor da democracia.
Afinal, se as diferenças não pasam de nuances, segundo os próprios interessados em ressaltá-las, porque arriscar os incômodos todos de uma troca de governo?
Seria um trágico engano.
Acreditar nisso é ignorar o que se passa à nossa volta no continente sul-americano, descrer de tudo quanto o próprio PT afirma sobre si mesmo e suas intenções, relevar o ambiente de violência moral – quase física – em que transcorreu a campanha eleitoral e arriscar-se a descer até à profundidade a partir da qual não ha mais retorno nos sistemas de socialização da corrupção e seleção negativa dos parasitas no controle deles em que, década após década numa espiral sem fim, vêm dando voltas, soçobrados, tantos dos países vizinhos do Brasil .
Não se iludam: este é o duelo final
13 de outubro de 2014 § 35 Comentários
É assustador esse abraço sem nenhum pudor do PT na mentira.
Dia após dia os jornais trazem novas coleções de dados e de desmentidos que confirmam a profundidade do buraco em que o país vai entrando mas nada abala a cega confiança do partido de Dilma Rousseff, seja na impermeabilidade dos grotões que vivem da Bolsa Família à informação que circula nas velocidades do 3º Milênio pelo Brasil metropolitano, seja na condição que acredita ter de calar esse Brasil mais moderno de que o PT se vai divorciando cada vez mais irreconciliavelmente com esse seu casamento acintoso com a mentira.
Quanto mais avança a campanha mais claro fica que o PT, encurralado, está assumindo um risco calculado do qual não ha retorno possível: ou perde a eleição, ou ganha e fecha o regime quando os fatos já não puderem mais ser encobertos por palavras.
Ver João Santana repetir friamente todos os dias pela boca de uma Dilma Rousseff despida dos seus atributos e características pessoais, com um olhar cândido, que a chuva de lama da Petrobrás sobre o PT, o PMDB, o tesoureiro Vaccari Neto e o resto do círculo íntimo do governo da ex-presidente do Conselho de Administração da estatal assaltada pelos “petrolões” não é senão o reflexo “da luta sem tréguas que o PT vem travando contra a corrupção” é algo que, por mais que se procure forçar outras leituras, só pode ser interpretado como antecipações das violências futuras que se tornarão necessárias quando as provas adiantadas pelas delações premiadas virarem processos e os fatos que os indicadores econômicos antecipam, já descidos inteiros às ruas, passarem a exigir do partido que mate mais do que apenas a verdade para não ser apeado do poder.
A desmontagem do IBGE e a desconstrução da PNAD, termômetros do real estado da equação social brasileira e bússolas de orientação do investimento público, junto com a falsificação sistemática dos dados (hoje ha matérias em todos os jornais apontando as despesas subestimadas e as receitas irreais do orçamento de 2015), nos dizem das reais prioridades do partido que tem plena consciência do quanto são curtas as pernas dessas mentiras todas. Afinal, de que servem instrumentos criados para interrogar a realidade e proporcionar um balizamento racional do investimento público para um partido que não se vexa de construir a sua em pleno ar, à revelia dos fatos, e que afirma quase textualmente todos os dias que toda a ação do Estado, sob sua batuta, está voltada exclusivamente para comprar os meios de perpetuar o PT no poder?
Os passos anteriores nessa estrada são ainda mais inconfundíveis.
A promessa sempre reiterada de “controlar a mídia” deixou para traz o estágio dos “balões de ensaio” e dos “morde-e-assopras” de um partido supostamente “dividido” a esse respeito para entrar no programa oficial do PT para o segundo governo Dilma travestido num “controle econômico” que sinaliza que é do modelo argentino que se trata agora: pretendem “fatiar” as maiores empresas como foi feito com o grupo Clarín e, possivelmente, controlar o resto da imprensa livre apropriando-se da cadeia de insumos básicos (papel e telecomunicações) e exercendo chantagem regulatória e fiscal (multas e taxação da mercadoria “informação”).
O Congresso Nacional que, desde o Mensalão, é este que, com os pouquíssimos desvios da regra de praxe, vai de Michael Temer, o possível vice-presidente de 5 bilhões de reais, a André Vargas, o sócio condenado ha décadas por falcatruas pregressas com o doleiro Alberto Youssef que dá punhadas no ar, como as de Genoíno e Zé Dirceu, na cara do degredado Joaquim Barbosa, mas resiste à renuncia enquanto os companheiros cozinham-lhe um novo julgamento.
Para o que porventura venha a sobrar em pé dessa instituição, já está vigente – conquanto ainda não aplicado – o Decreto 8243 assinado por Dilma Rousseff que dá aos “movimentos sociais” a serem escolhidos, nomeadamente segundo o decreto pelo Secretário Geral da Presidência, a prerrogativa de fazer leis ou de triar as leis feitas pelo Legislativo vetando as que estiverem fora do novo padrão de “direitos humanos” estabelecido pelo partido.
Por cima de tudo, Dilma acaba de incluir formalmente nas suas promessas de campanha também um “plebiscito” sobre as suas “reformas políticas”, uma forma, talvez, de legitimar um decreto nitidamente inconstitucional.
A frente dos previsíveis recursos judiciais contra essas violências todas já está devidamente coberta pelo aparelhamento do Supremo Tribunal Federal que coroou os movimentos anteriores de domesticação das entidades de defesa da cidadania e dos direitos humanos tais como a OAB, hoje transformada em mais uma UNE, agora a dos advogados, que recebe mesada do governo.
Acentua o desconforto com essa sucesssão de “avisos prévios” a hesitação da campanha de Aécio em afirmar claramente – como afinal fez Marina Silva ao dizer que é de garantir ou não a alternância no poder que caracteriza a democracia que se trata – que é isso, nada mais, nada menos, que está em disputa nesta eleição.
A maioria democrática do eleitorado brasileiro, com o povo de São Paulo na vanguarda da corrida que, nos últimos dias da campanha, virou a eleição a favor de Aécio e Marina, compreendeu isso antes e mais completamente que os próprios marqueteiros do candidato.
O PT já entendeu que este duelo é final e abriu mão da metade do Brasil na esperança de levar a outra + 1 a dar-lhe a condição, se salvo pelas urnas, de mudar suficientemente a regra do jogo para calar a outra. Está na hora da campanha de Aécio comprar essa briga nos termos em que ela lhe foi proposta para que ninguém, lá na frente, possa alegar que votou desavisado do que realmente estava em jogo.
Se os “2 minutos finais” fossem meus…
3 de outubro de 2014 § 14 Comentários
Esta eu escrevi antes do debate da Globo, assim que vi os pronunciamentos de encerramento das campanhas do primeiro turno dos candidatos. Mas como acho que este continua sendo o recado pros eleitores, estou mudando ele de lugar.
Brasileiros,
O passo que vocês vão dar domingo é decisivo.
Pense bem antes de apertar aquele botão.
Esse retrato cor-de-rosa do Brasil que os marqueteiros da Dilma pintaram na campanha é falso. Os numeros em que ele está baseado são falsos.
A festa acabou mas o PT continua batendo bumbo pra fazer você dançar. Você sabe bem disso. Você está sentindo isso no seu bolso; na compra do mês e na prestação que não cabem mais no salário.
Os numeros que a Dilma te mostra valem tanto quanto os juramentos solenes de acabar com a corrupção e a impunidade do partido que, quando chega a hora de agir, só age para desmoralizar a Justiça e tirar da cadeia, um por um, todos os condenados por corrupção. Nenhum dos que foram presos continua preso. Nenhum dos que estavam no poder perdeu o poder.
No plano internacional tem sido a mesma coisa.
O PT vive falando em direitos humanos mas só age na ONU para impedir que os maiores criminosos do mundo sejam detidos. Promete democracia mas só se relaciona com ditadores. Com aquele tipo de gente que aceita convite pra entrar mas não aceita ordem pra sair.
Tudo isso não é só coincidência.
O PT pede o seu voto mas já cassou por antecipação o que você vai dar domingo para o seu futuro deputado no Congresso com o decreto que a Dilma assinou ha cinco meses que põe no lugar dele, para fazer as leis do Brasil, os “movimentos sociais” nos quais ele manda mas que você não elegeu.
É por cima de tudo isso que o PT te pede mais 4 anos, além dos 12 que já se foram, e olhando pra outros 8 logo alí adiante.
Olhe pra Cuba, olhe pra Venezuela, olhe pra Bolívia, olhe pra Argentina; olhe pros ditadores todos que o PT não se cansa de festejar e pros países que ele aponta como modelos para o Brasil.
É isso mesmo que você quer?
Domingo vai começar a nascer o Brasil onde seus filhos vão viver.
Por isso, pense bem antes de apertar aquele botão.














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