TSE admite ação do Novo que denuncia a trapaça eleitoral
6 de novembro de 2026 § 1 comentário


O Tribunal Superior Eleitoral admitiu uma ação de investigação judicial eleitoral apresentada pelo Partido Novo contra Lula, do PT, e Geraldo Alckmin, do PSB.
O partido acusa o presidente e seu vice de abuso de poder político nas eleições de 2026.
A decisão do corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, autoriza o processamento da ação, que pede a cassação do registro ou dos diplomas de ambos, além de inelegibilidade por oito anos a contar do pleito.
Lula e Alckmin terão cinco dias para explicar os bilhões de reais em “bondades eleitorais” para um colegiado formado por uma maioria composta por nomes que eles mesmos ou seus aliados indicaram.
O Novo denuncia que o governo editou 35 atos normativos — medidas provisórias e decretos — entre 1º de janeiro e 16 de outubro de 2026.
Essa quantidade, segundo a ação, equivale ao total de atos editados nos três anos anteriores: 17 em 2023, 4 em 2024 e 14 em 2025.
Sim, metade das grandes medidas do terceiro mandato de Lula foi tomada no ano da eleição.
Segundo a ação, a concentração dessas medidas no período eleitoral configura manipulação do cronograma de entregas de benefícios e, portanto, abuso de poder político, já que cria ou amplia benefícios de forte apelo eleitoral.
O Novo também cita o reajuste do Bolsa Família em 15,04% para mais de 19 milhões de famílias a dias da eleição, assim como medidas ligadas a combustíveis, com custo projetado de cerca de R$ 40 bilhões em 2026.
Assim como na fábula “O Escorpião e o Sapo”, o partido Novo precisa amadurecer e descobrir que não pode alterar a natureza de um grupo de canalhas.
Agir dentro das “quatro linhas”? Ora bolas, linhas são apenas linhas…