Roberta, Lulinha e Fefe, os Musaranhos
21 de agosto de 2026 § 3 Comentários


A revista Veja teve acesso à íntegra dos inquéritos que investigam o filho do presidente Lula e publicou hoje novos diálogos extraídos dos celulares da lobista Roberta Luchsinger.
Ela é amiga de Lulinha e teve seu nome implicado nas investigações da máfia da Previdência pela ligação com o Careca do INSS, que está preso.
A conclusão do relatório da Polícia Federal é inequívoca: “Os elementos probatórios obtidos no curso da investigação revelam a existência de um núcleo de atuação permanente e coordenada composto por Roberta Moreira Luchsinger, Fabio Luis Lula da Silva e Fernando Bittar, voltado à interlocução de interesses privados perante agentes e órgãos da Administração Pública Federal”.

Amigo e antigo sócio de Lulinha, Fernando Bittar ficou conhecido também na época da Lava Jato por ser um dos proprietários do célebre sítio de Atibaia, que, na verdade, acredita-se, pertencia a Lula.
Além do trio e do Careca do INSS, o esquema de corrupção e tráfico de influência também contava com a ajuda de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, homem de confiança de Lula até seu nome surgir no escândalo.
Coube a Marcola, por exemplo, marcar uma reunião entre Roberta e Swedenberger Barbosa, o Berger, então secretário-executivo do Ministério da Saúde (onde os lobistas tentaram, sem sucesso, fechar um negócio de mais de R$ 620 milhões), depois da intervenção de Lulinha.
“Pousei. Vou lá no Berger”, disse Roberta ao filho de Lula em 6 de março de 2024. “Que ótimo. Vai com tudo. Manda bjo (beijo) pro Berger e fala que não fui pq vc não chamou”, ironizou Lulinha.


Em uma das conversas divulgadas pela revista, Roberta fala com Gustavo Gaspar, o “Gasparzinho”, que foi assessor parlamentar, tendo trabalhado ligado a nomes como o ex-ministro das Comunicações do governo Lula, Juscelino Filho, e o senador Weverton Rocha.
Ela gaba-se da intimidade com Lula e assume a parceria com o filho dele e Fernando Bittar, o “Fefe”.

Em outra mensagem, diz que quer R$ 100 milhões no ano.

Em uma terceira conversa, Roberta admite que precisou tirar Lulinha e a família do país.

Bittar e Roberta criaram um grupo de WhatsApp chamado “Os Musaranhos” e, por sugestão de Lulinha, batizaram-no com o nome de um animal que parece um rato.

Segundo consta, o musaranho é o menor mamífero e também o mais comilão de sua classe.
O ministro André Mendonça pediu hoje uma investigação sobre o vazamento dos documentos do inquérito contra Lulinha para a imprensa.

Extremamente difícil comentar.
Essa mateira é, claramente, uma artimanha pra !”mudar de assunto” ou passar pano como se sabe.
O que têm os musaranhos (seja la o que forem) com esse “triângulo das bermudas”?
Pro falar nisso, alguém poderia explicar porque em toda “armação” sempre são três os autores?
Três poderes, três instâncias, federação com três unidades….
Invés de chamar de “musaranhos” seria melhor usar “três mafagafinhos”, do ninho de mafagafos.