Além do que pagou pra gente graúda, Vorcaro queria um conglomerado de mídia
18 de maio de 2026 § 2 Comentários


Antes de ser preso e ter seu banco liquidado pelo BC, Daniel Vorcaro investiu cifras milionárias para formar um conglomerado de mídia sob sua influência.
É o que afirma à coluna de Malu Gaspar o publicitário Thiago Miranda, dono da agência Mithi.
Ele entregou ao jornal um contrato em que demonstra a venda de 17% do portal Léo Dias por R$ 10 milhões em 19 de julho de 2024 ao empresário Flávio Carneiro, que seria preposto de Vorcaro.
Carneiro ganhou notoriedade ao ser citado na delação de Joesley Batista como intermediário do dono da JBS no pagamento de propina para o então senador Aécio Neves (PSDB-MG) na Operação Lava Jato.
O nome de Vorcaro não aparece no documento, mas o publicitário garante ter ido ao apartamento do banqueiro no Itaim Bibi e negociado diretamente com ele, inclusive o valor da transação: “Ele barganhou”.
Na reunião, que contou com a participação de Leo Dias, Miranda disse que o plano de mídia do fundador do Master já estava em curso com a aquisição de participações na revista IstoÉ e no Brazil Journal, além do portal PlatôBR.
Flávio Carneiro, sócio formal da Foone Empreendimentos, confirma sua participação nos portais e aportes publicitários do Master no site de Léo Dias, mas nega que Vorcaro seja um sócio oculto.
Além de Carneiro, a Foone tem como sócio um fundo de investimentos, o Duke, controlado por Fabiano Zettel e gerido pela Reag, pivô do caso Master e comandada por João Carlos Mansur.
O publicitário Thiago Miranda admitiu que organizou a campanha de influenciadores para levantar suspeitas sobre a atuação do BC no caso Master.
Ele também intermediou os repasses de Vorcaro para a cinebiografia de Bolsonaro.

Ele é o Midas?
“Admiro quem tem inteligência acima da mídia”.
Luciano Pires