A disputa milionária por trás da denúncia do Intercept contra produtra de ‘Dark Horse’

18 de maio de 2026 § 2 Comentários

Uma disputa comercial milionária com a produtora Karina Ferreira da Gama antecedeu as denúncias do portal Intercept envolvendo o financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro, “Dark Horse”, que entrou na mira da máquina estatal montada por Lula ao longo das últimas duas décadas para se manter no poder.

As informações são da revista Oeste.

Em 2024, a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidida por Karina Gama, que é também sócia-administrada da GoUp Enterteinment, produtora do filme de Bolsonaro, passou a integrar o programa WiFi Livre SP depois de ser selecionado em edital da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia da Prefeitura de São Paulo.

Na ocasião, a Surf Telecom acabou rejeitada em razão de inconsistências apontadas pelo TCM e, segundo a reportagem, passou a pressionar pela descontinuidade do contrato.

Segundo denúncias de Karina em um B.O. registrado no 78º DP em São Paulo, com forte lobby em Brasília, a empresa chegou a cooptar a prestadora de serviços responsável pela instalação, manutenção e suporte dos links de internet utilizados em favelas atendidas pelo programa para atingir sua ONG, inclusive com acusações de extorsão e fraude processual.

O ponto é que a Surf Telecom tem hoje como diretor de desenvolvimento Mauro Motoryn, que não só tem um histórico de militância de apoio a Lula como é parente de um dos autores da matéria com as mensagens vazadas pela PF envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro no Intercept, o jornalista Paulo Motoryn.


Em seu perfil no X, Flávio Bolsonaro escreveu: “Não foi denúncia, foi vingança”.

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