21 de novembro de 2024 § Deixe um comentário

Conforme previsto e desde sempre anunciado, a polícia de Alexandre de Moraes indiciou Jair Bolsonaro e outras 36 pessoas por “tentativa do golpe de estado” que não houve, e tentativa de assassinato de Luis Ignácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin e o próprio acusador, Alexandre de Moraes que, por óbvio, continuam todos vivos e jamais sofreram qualquer ferimento, muito menos por parte do ex-presidente concretamente esfaqueado.

Tecnicamente as acusações são as de sempre:

abolição violenta do estado democrático de direito;
golpe de estado;
organização criminosa.

Segundo Alexandre de Moraes e sua polícia um grupo formado em sua maioria por militares das Forças Especiais do Exército Brasileiro, os chamadas “Kids Pretos”, queria dar um golpe de estado para impedir a posse do governo eleito em 2022 que começaria pelos assassinatos de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, e que “Jair Bolsonaro tinha pleno conhecimento do plano”.

O indiciamento causa espécie porque, segundo os documentos ate agora apresentados pelo próprio Moraes, foi Bolsonaro quem, para a suprema irritação dos supostos golpistas, impediu que o golpe acontecesse.

A lista dos indiciados, que inclui do ex-presidente da republica a um pároco da periferia de São Paulo, é a seguinte:

Ailton Gonçalves Moraes Barros
Alexandre Castilho Bitencourt da Silva
Alexandre Rodrigues Ramagem
Almir Garnier Santos
Amauri Feres Saad
Anderson Gustavo Torres
Anderson Lima de Moura
Angelo Martins Denicoli
Augusto Heleno Ribeiro Pereira
Bernardo Romao Correa Netto
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha
Carlos Giovani Delevati Pasini
Cleverson Ney Magalhães
Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira
Fabrício Moreira de Bastos
Filipe Garcia Martins
Fernando Cerimedo
Giancarlo Gomes Rodrigues
Guilherme Marques de Almeida
Hélio Ferreira Lima
Jair Messias Bolsonaro
José Eduardo de Oliveira e Silva
Laercio Vergilio
Marcelo Bormevet
Marcelo Costa Câmara
Mario Fernandes
Mauro Cesar Barbosa Cid
Nilton Diniz Rodrigues
Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho
Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira
Rafael Martins de Oliveira
Ronald Ferreira de Araujo Junior
Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros
Tércio Arnaud Tomaz
Valdemar Costa Neto
Walter Souza Braga Netto
Wladimir Matos Soares

Juristas consultados pela CNN dizem que os próximos passos serão os seguintes:

Amanhã Moraes envia o seu relatório à PGR
A PGR tem 15 dias para arquivar ou pedir novas diligências
Essa fase deve ser concluída até meados de dezembro
Recesso do judiciário começa em 20 de dezembro
Em fevereiro de 2025 Alexandre de Moraes inicia oitivas, recebe alegações finais e produz provas
A palavra volta à PGR para ouvir a defesa
O julgamento deve começar, então, em junho

Eu acho essa previsão otimista e acredito que a agenda política é que determinará a velocidade do processo.

Falando à coluna de Paulo Capelli, Jair Bolsonaro fez esta primeira manifestação:

“O ministro Alexandre de Moraes conduz todo o inquérito, ajusta depoimentos, prende sem denúncia, faz pesca probatória e tem uma assessoria bastante criativa. Faz tudo o que não diz a lei”.

“Tem que ver o que tem nesse indiciamento da PF. Vou esperar o advogado. Isso, obviamente, vai para a Procuradoria-Geral da República. É na PGR que começa a luta. Não posso esperar nada de uma equipe que usa a criatividade para me denunciar”.

A referência de Bolsonaro ao termo “criatividade” é uma alusão a uma mensagem de Airton Vieira, juiz instrutor do gabinete de Moraes, a Eduardo Tagliaferro, então chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral criada por Alexandre de Moraes para interferir na eleição de 2022, que se tornou de conhecimento publico quando Elon Musk, depois de comprar o Twitter para oferecer uma rede social sem censura ao mundo, expôs as mensagens trocadas entre eles e Alexandre de Moraes e deste, pessoalmente, com funcionários subalternos das redes sociais ordenando que censurassem pessoas e sites que apoiavam Bolsonaro, entre elas até um senador da Republica em exercício.

“Use a sua criatividade rsrsrs”, escreveu Vieira ao responder a Tagliaferro sobre a dificuldade de formalizar uma denúncia contra a Revista Oeste encomendada por Alexandre de Moraes, descrito por esses dois agentes como alguém que não tolera ser desobedecido.


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