O sonho de guiar até Marte

12 de agosto de 2021 § 22 Comentários

Guiar o próprio carro, que já foi um marco de libertação, a conquista da plenitude do exercício do direito de ir e vir e, como tal, o sonho de todo jovem, hoje é um insuportável exercício de vassalagem automatizada ao “Grande Irmão”.

Anda-se tanto tempo com o pé puxado para trás que a dor do músculo da canela se vai tornando crônica. E é obrigatório fazer “mesuras” a cada radar, os totens plantados pelo todo poderoso Estado, na medida de “abaixamento de bunda” que a “otoridade” de cada esquina achar por bem obrigar o “cidadão/contribuinte”. 50, 40, 30 km por hora?

Rastejando?

Não ha receita nem lógica perceptível. É o que der na telha das “excelências” e – claro – SEMPRE com o entusiasmado endosso da imprensa delas, invariavelmente disposta a aplaudir o raciocínio de que o povo precisa, antes de mais nada, ser protegido de si mesmo exatamente por quem vive de ordenhá-lo.

Não é atoa que o sonho da juventude, cada vez mais, é fugir para Marte, a ver se, mesmo com aquelas tempestades todas, dá pra fundar uma nova América livre das máfias do Velho Mundo…

§ 22 Respostas para O sonho de guiar até Marte

  • A.(sno) disse:

    Já fui multado numa rua em que a velocidade máxima era 30 km/h, num sábado (era em frente a uma creche). Sugeri ao departamento de trânsito que trocasse a placa por outra: “Desça do carro e vá a pé”. Quando me responderem, retorno a esse espaço. Não recomendo que esperem, pois já faz quase quinze anos…
    P.S.: no meu caso particular, um mata-burros teria resolvido! Mas eu não seria a única vítima.

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  • Renato Jacob disse:

    Excelente

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  • André Miguel Fegyveres disse:

    O que eles fazem com o dinheiro das multas? Já caí num buraco de 3m de comprimento e 45cm de profundidade perdi um pneu, entortou o aro interno externo da roda de alumínio e provei tudo com fotos, datas, horário, etc. Depois de perder um tempo enorme, pois a PMSP não queria pagar, Desisti.

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  • Fernando Lencioni disse:

    A foto representa bem a liberdade que não temos mais

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  • Jayme Cueva disse:

    Foto da dupla do filme EASY RIDER, melhor do que mil palavras! Truismo do bom…

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  • rubirodrigues disse:

    É o Estado querendo assumir a responsabilidade pela vida do cidadão. Exemplo típico da mentalidade predominante nesta pós-modernidade moribunda. A dialética e sua perspectiva histórica absolutizadas, com esquecimento do ser, da alma e da consciências, dimensões sem as quais simplesmente não há história. O pior é que eles, declinando da responsabilidade pessoal sobre suas vidas, acreditam que viverão melhor se o Estado assumir esse encargo. Um povo com medo de viver acaba por merecer a extinção.

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    • A.(sno) disse:

      Como é fácil discorrer sobre problemas que não vivenciamos. O sr. acha que um “peão” que pega 4 conduções (sofríveis e caras) por dia pra ganhar salário mínimo tem tempo e interesse em fazer esses questionamentos pseudo filosóficos? E que, por causa disso, tem “medo de viver e acaba por merecer a extinção?
      E nós, “letrados”, que também aceitamos calados certas barbaridades e até compactuamos com outras?

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      • rubirodrigues disse:

        O peão que levanta de madrugada assumiu a própria vida e enfrenta dificuldades sem se acovardar e não imputa suas dificuldades a outros: sabe intuitivamente que resultam de suas próprias limitações. Já quanto aos “intelectuais” que não deveriam admitir certas coisas, tens razão. O que assistimos nessa pandemia é a conivência de intelectuais socialistas convictos de que já atingiram o nirvana da razão, com inescrupulosos capitalistas exercitando a famosa torquês, na tentativa de evitar que a evolução, já intuída pela maioria, se realize. Em resumo a luta é sempre a mesma: a guerra pessoal e coletiva, da sabedoria contra a ignorância, tal como invoca a expressão “pseudo filosofia” que o amigo bem utilizou, certamente na busca de compreensão.

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  • TK disse:

    Nao precisa ir tão longe. Na Alemanha as limitações de velocidade são racionais e previsíveis. E em muitos trechos de auto estrada, o limite de velocidade é o bom senso do motorista.

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    • A.(sno) disse:

      Fazer comparações com a civilização é covardia…

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      • renato r. pierri disse:

        Por que seria covardia ? Com todo o respeito à sua posição no comentário anterior acho que olhar para lugares onde as pessoas vivem melhor faz todo o sentido apesar das grandes diferenças . Acho uma fonte de inspiração para se caminhar rumo a se melhorar as coisas principalmente para as pessoas que menos podem. Ou deveriamos continuar no vitimismo e coitadismo e portanto , coerentes com isso, voltarmos no tempo e, elogiar a tração animal ? Assim reduziriamos o risco de infracões impostas por êsse Estado paquidérmico, ineficiente e controlador dos que trabalham e pagam seus impostos.

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      • A.(sno) disse:

        Se voltar a tração animal talvez eu arrume emprego…

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  • eleo disse:

    ‘…o povo precisa ser protegido de si mesmo …’! Sei que, apesar desse seu comentário irônico, você não ignora nosso comportamento social na média (levar vantagem em tudo). Pra viver em sociedade com harmonia é preciso, a meu ver, pelo menos duas coisas: obedecer às leis, e pugnar pela mudança daquelas que, a nosso ver, estão inadequadas. Mas … ignorar e dar um jeitinho de não ser punido é mais fácil.

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    • Fernão disse:

      Aí você está comprando o discurso dos seus inimigos, Eleo.

      O comentário não tem nada de irônico, é literal. Na democracia obedece-se à lei porque quem faz a lei (e tem direito de recusar as que são baixadas exclusivamente para lesa-lo) é quem vai ter de segui-la. Faz isso diretamente, exercendo os direitos de iniciativa ou de referendo sem possibilidade de “regulamentação” inversora posterior pelo legislativo, ou quase diretamente, brandindo o seu direito de retomar o mandato (recall) do representante que o trair

      Assim, a “vantagem” está em seguir a lei.

      Aqui, onde a lei é feita pela privilegiatura para chupar o favelão nacional, não seguir a lei é, cada vez mais, um imperativo de sobrevivência. Quem ignora aquele tipo de lei que é universal, e não a vasta coleção de “jabutis” que nos enfiam diariamente goela abaixo, e dá um jeitinho de não ser punido é, em geral, o ladrão “excelente”, daquele tipo que o STF devolve às ruas mesmo depois de condenado por 9 juizes diferentes.

      Assim a culpa por isso é de quem você quiser, menos do povo do favelão nacional que está condenado a viver lá exatamente porque nunca leva vantagem em nada.

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  • jeanmorgado disse:

    O cidadão é refém do Estado. Com quase 13 milhoes de funcionarios ativos, inativos, marajás, estatais, civis, militares etc…,e suas respectivas familias, temos que pagar cada vez mais impostos, pedágios, multas, iptus, ipvas,combustiveis….. Mas o serviço publico continua um lixo indescritivel: com a desculpa da pandemia nada funciona presencialmente. Nos sites é ainda pior, cada login exige mais um cadastro em varios órgaos estatais. Chegam a exigir recon facial do infeliz contribuinte forçado. Detrans e Incras são os piores…

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    • Jackson Blecker disse:

      Parabéns! Matou a pau, finalmente alguém que reconhece que o funcionário público é o câncer desse país e não é de hoje, desde as capitanias hereditárias o pessoal da boquinha dilapida esse Brasil

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  • Salvador Mazzetto disse:

    👏👏👍👍

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  • Mario Barreiros disse:

    O sufoco está ficando insuportável!!! Uma passagem para Marte por favor!

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  • Walter Emir Alba disse:

    Acho que temos fazer algo ná na terra mesmo!!!
    Mas, que esta ficando insuportável está.

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  • Fredy disse:

    Boa Ferna, vamos juntos!

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    É Fernão, parece que queremos nos livrar das máfias do Velho Mundo, mas estamos há muito dominados pelas máfias das Américas , incluindo as brasileiras – e dizem que há as públicas e as privadas, e elas se confundem num estalo de dedos. Veja só as compras das vacinas pelo governo Bolsonaro e os tipos envolvidos n este provável assalto ao favelão pária.No Brasil de hoje o sonho é genocida, mata-se de tudo: o povão, o meio ambiente, as instituições, a ética, a moral e o moral – até da tropa de elite(?). Se cobrassem multa pelas fezes nas calçadas deixadas pelos “pets” e seus donos seriamos uma nação próspera… Há duas maneiras de se viver bem no Brasil; ser da privilegiatura ou ser “pet” de estimação – não os que são abandonados pelas ruas a cada estação de férias ou fins de semana. Basta de bosta, viva a República que não conhecemos aqui, mas sabemos que a existe d´além mar sem fim.

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