Churchill, o Titanic e nós

5 de outubro de 2020 § 10 Comentários

Estou lendo “Churchill, caminhando com o destino”, de Andrew Roberts, uma biografia monumental.

Abaixo, a carta que ele enviou à mulher, Clementine, por ocasião do afundamento do Titanic:

“Não posso deixar de sentir orgulho de nossa raça e de suas tradições, postas à prova por esse acontecimento. Botes carregados de mulheres e crianças oscilando sãs e salvas no mar — e o resto — silêncio. Honrada seja a memória deles. Apesar de todas as desigualdades e artificialidades de nossa vida moderna,  testada em sua base até seus alicerces, nossa civilização é humanitária, cristã e absolutamente democrática. A Roma Imperial ou a Grécia Antiga teriam encaminhado o problema de maneira muito diferente. Os figurões e potentados teriam partido com suas concubinas, escravos favoritos e guardas, e […] quem conseguisse subornar a tripulação teria recebido preferência e o resto que fosse para o inferno. Mas tal ética não seria capaz de construir Titanics com ciência nem de perdê-los com honra”.

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§ 10 Respostas para Churchill, o Titanic e nós

  • LSB disse:

    Prezadas (des)esperançosas “vespas”,

    Vou reproduzir trechos do artigo que o Guzzo “acabou” de publicar na Gazeta do Povo, cujo título é “Gilmar livra advogados das garras da Justiça. Eis aí o garantismo do STF”:

    “O Brasil fica cada vez mais parecido com o Brasil (…). A última novidade no gênero é a seguinte: a Justiça está proibida, por decisão judicial, de julgar um grupo de cidadãos que, aparentemente, foram declarados isentos da obrigação de obedecerem ao Código Penal Brasileiro.
    (…)
    Por essa decisão, um grupo de 26 advogados de muita fama entre acusados de corrupção (…) não podem ser submetidos a processo penal na Justiça brasileira.
    (…)
    O Ministério Público Federal denunciou os advogados (e um juiz aceitou a denúncia) porque achou esquisito que tenham recebido R$ 150 milhões a título de honorários, entre 2012 e 2018, do Sesc, Senac e Fecomércio do Rio de Janeiro.
    (…)
    Os advogados, basicamente, dizem que ninguém tem nada a ver com isso – e o ministro Gilmar decidiu que eles têm toda a razão.
    (…)
    Mesmo que fosse um empreendimento particular, a lei proíbe que despesas fictícias seja lançadas nas prestações de conta de quem quer que seja.
    Mas aí que está: no caso das denúncias do fraude no Sesc, etc. não é permitido nem mesmo desconfiar dos advogados. O ministro Gilmar decidiu que eles não podem ser processados na Justiça – e pronto. Eis aí o “garantismo” do STF num de seus melhores momentos.
    (…)
    Ninguém está dando a mínima, é claro. O “Sistema S” do Rio tomou a precaução de pagar preços sem pé nem cabeça para jornalistas de horário nobre fazerem palestras em seus auditórios. Em compensação, ninguém precisa ficar esquentando a cabeça com o que vai sair no noticiário.”

    Enfim, estes são os “melhores momentos” do artigo (nem sei se estou violando direitos autorais, mas achei muito pertinente às discussões do Vespeiro para deixar passar “em branco”).

    De fato, não sei os detalhes “técnicos” da decisão, MAS obviamente é fundamentada em minúcias e tecnicidades moídas pelas “hermenêuticas” “garantistas”.

    No mais, o último parágrafo chega a ser aterrador: primeiramente, porque a impressão que fica é que quem pode dá um jeito de “mamar” direta ou indiretamente (como seria o caso) nas “tetas exploratórias” providenciadas pelo Leviatã tupiniquim; e, depois, porque você percebe que aqueles nos quais você ainda deposita alguma esperança de mudanças, também estão caindo no “lado negro da força”!

    Abs resignados a todos
    LSB

    PS: ainda bem que, estrategicamente (o tal “xadrez 4D”… ou seria a “banda diagonal endógena”?), temos mais um “garantista” no STF. E por 27 anos… (nem para achar um da “turma da tubaína” que já estivesse com mais de 73 ou 74… de repente, ele até garantia para ele mesmo a “reindicação” para a mesma vaga… aí sim, xadrez 4D)

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