Churchill, o Titanic e nós

5 de outubro de 2020 § 10 Comentários

Estou lendo “Churchill, caminhando com o destino”, de Andrew Roberts, uma biografia monumental.

Abaixo, a carta que ele enviou à mulher, Clementine, por ocasião do afundamento do Titanic:

“Não posso deixar de sentir orgulho de nossa raça e de suas tradições, postas à prova por esse acontecimento. Botes carregados de mulheres e crianças oscilando sãs e salvas no mar — e o resto — silêncio. Honrada seja a memória deles. Apesar de todas as desigualdades e artificialidades de nossa vida moderna,  testada em sua base até seus alicerces, nossa civilização é humanitária, cristã e absolutamente democrática. A Roma Imperial ou a Grécia Antiga teriam encaminhado o problema de maneira muito diferente. Os figurões e potentados teriam partido com suas concubinas, escravos favoritos e guardas, e […] quem conseguisse subornar a tripulação teria recebido preferência e o resto que fosse para o inferno. Mas tal ética não seria capaz de construir Titanics com ciência nem de perdê-los com honra”.

Marcado:,

§ 10 Respostas para Churchill, o Titanic e nós

  • Alexandre Zogbi disse:

    Já no RJ, Witzel recebe jornalista da Globo fumando charuto e tomando whisky pois, segundo ele, isto o aproxima da imagem de Churchill de quem se diz admirador. Enquanto nosso país Titanic vai a pique.

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    • LSB disse:

      Faz sentido. O Brasil é um país dominado pela “imagem”, pelo que “parece que é”, pelo que o discurso empolado e falacioso diz que é verdade, e não pelo que essencialmente é verdade. Assim, Witzel está “certo”: vai acabar sendo considerado Churchill mesmo…

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  • silvio maciel disse:

    O filme mostra que os passageiros da classe econômica foram TRANCADOS nos porões do navio.Nao foi desmentido por ninguém. Portanto a carta do Churchill, apesar de bem escrita, é MENTIROSA,

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    • LSB disse:

      Prezado Sílvio

      Sua fonte é um filme americano feito pela turminha esquerda caviar hollywoodiana?!!

      “Existiam portões, de fato, que impediam os passageiros da terceira classe de terem contato com os outros. Mas isto se devia mais em respeito às leis de imigração dos Estados Unidos do que a procedimentos de emergência, indicam especialistas.
      Na época havia um temor de que os imigrantes espalhassem doenças infecciosas e era exigido que eles fossem mantidos separados para que desembarcassem primeiro em Ellis Island, onde passavam por procedimentos sanitários e burocráticos.
      Os passageiros de terceira classe incluíam britânicos, armênios, chineses, holandeses, italianos, russos, escandinavos e sírios –todos em busca de uma vida melhor do outro lado do Atlântico.
      É fato conhecido também que cada classe de passageiros tinha acesso a seus próprios deques e botes salva-vidas –embora nenhum bote estivesse localizado nas seções de terceira classe do navio- e que estes tiveram que percorrer um labirinto de corredores e escadas até chegarem ao deque dos salva-vidas.
      O inquérito britânico de 1912 concluiu que o Titanic cumpria as exigências da legislação americana de imigração vigente e que não houve uma intenção clara de trancar os passageiros de terceira classe.
      No entanto, há evidências de que inicialmente alguns dos passageiros encontraram os portões fechados e que após a abertura das barreiras pelos funcionários, que aguardavam instruções, a maioria dos botes já havia zarpado.
      Além disso, Lord Mersey, responsável pela investigação, disse que estes passageiros “relutaram” em abandonar o navio, que “não queriam se separar de suas bagagens” e que encontraram dificuldades ao se locomoverem até os botes salva-vidas.“

      Fonte: site da BBC News Brasil
      “Conheça cinco mitos sobre o Titanic difundidos pelo cinema”

      Então, camarada, procure fontes melhores que filmes comerciais (e várias – eu, por ex., só busquei uma para te apresentar… tb é pouco… devemos conferir outras, embora é meio óbvio que o filme é melodrama “barato” temperado com sutil ideologia marxista… enfim, claramente uma fonte não confiável).

      Abs
      LSB

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      • honorio sergio disse:

        Churchill só não cita na carta as milhares de vítimas na Austrália, Nova Zelândia, África e Índia devido ao imperialismo Britânico, “o sol nunca se põe no império Britânico” frase famosa citada no fim da primeira guerra mundial!

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      • LSB disse:

        Nem vou tentar argumentar pois pelo “imperialismo” já se consegue deduzir que é uma cabeça estragada pela doutrinação esquerdista em nossas madrassas (daí seria necessário uma “realfabetização” – inviável neste espaço e mais ainda inviável se o “paciente” não reconhecer, no mínimo, a hipótese de estar “doente”).
        Enfim, interpreto o mundo sob uma perspectiva “totalmente” (ou muito diferente) do senhor.
        No mais, eu também aprendi as mesmas bobagens marxistas na escola e fui atrás de outros pontos de vista.
        Se o senhor já fez isso e ainda assim mantém seus dogmas “progressistas”, parabéns! É o primeiro sujeito na história que após estudar e entender (?) liberalismo e conservadorismo se manteve fiel à esquerda.

        PS: tem um vídeo do Xico Graziano “rodando” nas redes sociais (sobre nossa educação). Seria legal você colocar aqui no Vespeiro, Fernão.

        Abs
        LSB

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  • rubirodrigues disse:

    Se o navio Brasil pudesse afundar isso já teria ocorrido com os timoneiros que tivemos. O Brasil não me lembra o Titanic, lembra-me a nave Argos impedida de navegar enquanto não homenageasse os mortos na batalha e se acertasse com os deuses do universo que dirigem as coisas. Precisamos reconquistar nossa dignidade, nossa altivez, apaziguar nossos espíritos com nosso modo de ser e as preferências de nossa alma, Precisamos nos assumir capitalizando a nossa originalidade, a nossa criatividade, superar essa mediocridade de pensar que o melhor da nossa cultura seja o rebolado de nossas mulatas. Precisamos conferir ao enredo de nossa história a grandeza da tragédia grega ou de uma obra de Beethoven, acertar nossas contas com os Universais e tornar o Brasil o destino mais almejado do planeta, não a maior potência do mundo. Mesquita, precisamos ensinar dignidade a nossas crianças, chega de mediocridade. Quem não tiver dignidade para transpirar,,,

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  • Flavio Pimenta disse:

    No texto que voce publicou do livro de Churchill
    O Brasil é o Titanic e a privilegiatura a Roma Imperial ou a Grécia Antiga
    Dane-se o Favelão .. e dai , diria o Bozonerobufão

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  • GATO disse:

    Churchill, Titanic e nada…..
    Esse nada é na melhor das hipóteses do verbo nadar, que é o que elite diz ao povaréu, é só olhar a Jardim Pantanal na zona leste.
    Naquele tempo, Quercia, o Bispo Emérito de S.Paulo, alguns deputados e vereadores, atendendo ao anseio dos fariseus concederam a graça ou desgraça depende do angulo, de construírem casebres em mutirão nas bordas do Esgoto Tiete, essas bordas ficam secas no outono e no inverno, mas quando chega a Prima-vera e o Verão(aquela que divulga a Itaipava) o caldo entorna e ficam todos a deriva, não precisa trancar nada, pois tudo fica inundado com aguas perfumadas do Tiete, com direito a visita de ratazanas enormes, mas os mutirões já evoluíram e hoje já tem sobre loja e primeiro andar. Ambiente ideal para fazer quarentena para o COVID, mas não serve muito para a dengue e seus derivativos. Pra que falar de Roma, Londres, Grécia ou USA.
    Inferno de Dante é logo ali…..e dai BolsoNero……

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  • LSB disse:

    Prezadas (des)esperançosas “vespas”,

    Vou reproduzir trechos do artigo que o Guzzo “acabou” de publicar na Gazeta do Povo, cujo título é “Gilmar livra advogados das garras da Justiça. Eis aí o garantismo do STF”:

    “O Brasil fica cada vez mais parecido com o Brasil (…). A última novidade no gênero é a seguinte: a Justiça está proibida, por decisão judicial, de julgar um grupo de cidadãos que, aparentemente, foram declarados isentos da obrigação de obedecerem ao Código Penal Brasileiro.
    (…)
    Por essa decisão, um grupo de 26 advogados de muita fama entre acusados de corrupção (…) não podem ser submetidos a processo penal na Justiça brasileira.
    (…)
    O Ministério Público Federal denunciou os advogados (e um juiz aceitou a denúncia) porque achou esquisito que tenham recebido R$ 150 milhões a título de honorários, entre 2012 e 2018, do Sesc, Senac e Fecomércio do Rio de Janeiro.
    (…)
    Os advogados, basicamente, dizem que ninguém tem nada a ver com isso – e o ministro Gilmar decidiu que eles têm toda a razão.
    (…)
    Mesmo que fosse um empreendimento particular, a lei proíbe que despesas fictícias seja lançadas nas prestações de conta de quem quer que seja.
    Mas aí que está: no caso das denúncias do fraude no Sesc, etc. não é permitido nem mesmo desconfiar dos advogados. O ministro Gilmar decidiu que eles não podem ser processados na Justiça – e pronto. Eis aí o “garantismo” do STF num de seus melhores momentos.
    (…)
    Ninguém está dando a mínima, é claro. O “Sistema S” do Rio tomou a precaução de pagar preços sem pé nem cabeça para jornalistas de horário nobre fazerem palestras em seus auditórios. Em compensação, ninguém precisa ficar esquentando a cabeça com o que vai sair no noticiário.”

    Enfim, estes são os “melhores momentos” do artigo (nem sei se estou violando direitos autorais, mas achei muito pertinente às discussões do Vespeiro para deixar passar “em branco”).

    De fato, não sei os detalhes “técnicos” da decisão, MAS obviamente é fundamentada em minúcias e tecnicidades moídas pelas “hermenêuticas” “garantistas”.

    No mais, o último parágrafo chega a ser aterrador: primeiramente, porque a impressão que fica é que quem pode dá um jeito de “mamar” direta ou indiretamente (como seria o caso) nas “tetas exploratórias” providenciadas pelo Leviatã tupiniquim; e, depois, porque você percebe que aqueles nos quais você ainda deposita alguma esperança de mudanças, também estão caindo no “lado negro da força”!

    Abs resignados a todos
    LSB

    PS: ainda bem que, estrategicamente (o tal “xadrez 4D”… ou seria a “banda diagonal endógena”?), temos mais um “garantista” no STF. E por 27 anos… (nem para achar um da “turma da tubaína” que já estivesse com mais de 73 ou 74… de repente, ele até garantia para ele mesmo a “reindicação” para a mesma vaga… aí sim, xadrez 4D)

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