Les banquiers de gauche

4 de outubro de 2020 § 24 Comentários


O PSOL do RJ (e PSOL e RJ são quase um pleonasmo), entrou em crise após um candidato a vereador de Duque de Caxias, Wesley Teixeira – negro, evangélico e anticapitalista que, do alto dos seus 24 anos, “trabalha como educador” – receber contribuições de campanha dos banqueiros Arminio Fraga, ex-presidente do BC de FHC, João Moreira Salles, dublê de cineasta, jornalista e dono do Itau-Unibanco, e da escritora Beatriz Bracher, irmã de Cândido Bracher, o ex-diretor do banco dos Moreira Salles.

O PSOL está ameaçando expulsar Wesley por ter aceito o dinheiro dos banqueiros contra norma expressa do partido (que só aceita dinheiro do estado). Já os bancos não ameaçaram os seus empregados e acionistas “anticapitalistas” que entregam, com a mão esquerda, alguns caraminguás do balúrdio que tomam ao zé povinho com a direita extorquindo-lhe os juros mais obscenos do planeta a políticos cuja plataforma oficial começa por expropriar os bancos a esses doadores.


Arminio Fraga diz que “apoia o Wesley na direção que ele resolver tomar”, com o que confirma verbalmente o que já se deduzia de sua atitude, que não é um impulso racional, é algum outro tipo de atração a que Wesley exerce sobre ele…

Donde se conclui que Tim Maia esqueceu o principal: “O Brasil é o único país do mundo onde puta goza, cafetão tem ciúme, traficante é viciado, pobre é de direita e banqueiro ser de gauche é très, très chic”.

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§ 24 Respostas para Les banquiers de gauche

  • Marcos Andrade Moraes disse:

    Vc é a cara de Juca Chaves que dizia: “Em SP vc anda anda e anda, mas nunca chega em Ipanema…”

    Vc é invejoso e autocrata. Jumento em pele de cordeiro. Mas desinformar define seu caráter. Afirmar que o PSOL é carioca é cretino demais; burro demais. É pior que votar em Bolsonaro e defende-lo sempre que pode.

    Não é à toa que no Estadão vc nem sequer geme mais…

    MAM

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  • Renato Jacob disse:

    Exclente Fernao. Aos poucos a mascara dos hipocritas vai caindo

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  • rubirodrigues disse:

    Este é um dos poucos fóruns da rede onde o debate preserva certa educação e onde, por vezes, pode-se ler algo inteligente, Que tal um esforço para acentuar essas características?

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  • Alexandre disse:

    Há (mais) uma informação… curiosa: conheceram-se em um encontro virtual organizado por Pedro Abramovay, diretor da Open Society Foundations para a América Latina, e Sueli Carneiro, diretora do Geledés, Instituto da Mulher Negra.

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  • Marcia disse:

    “O PeçOL está ameaçando expulsar Uesley” é o título da mais nova história da carochinha, da mesma coletânea de “O PeDeTê vai expulsar Tatibitati Amaral por ter votado a favor da Reforma da Previdência”. 🤥

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  • A. disse:

    Se cada um desse uma contribuição, a frase do Tim Maia ficaria teramétrica. Achei uma num desses sites pseudo informativos: “Freixo ameaça sair do PSOL se partido cassar candidatura de Wesley Teixeira”. – Pode isso, Arnaldo?!

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  • terezasayeg disse:

    Duvido que doassem para os candidatos do NOVO: liberalismo não é très chic.
    É o que eu disse uma vez para um amigo: o Brasil é o único país a ter bilionários de esquerda.

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    • LSB disse:

      Doação para o NOVO*?!!
      Procure na internet uma história de que Amoêdo teria pedido doação a um banqueiro e o mesmo teria respondido algo do tipo: “Desculpe, mas eu sou de esquerda.”

      Se for verdade o “causo” (do qual não duvido que tenha ocorrido) pode-se até deduzir quem seria o aludido “banqueiro anticapitalista” – mesmo que você não seja um Sherlock ou um Poirot.

      (* se bem que, pela dinâmica partidária, eleitoral e política brasileira, o NOVO tentou nascer idealmente liberal, mas já veio ao mundo condenado a ser a versão millennial do PSDB)

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      • terezasayeg disse:

        Discordo da última afirmação: continuamos teimosamente liberais.

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      • LSB disse:

        Prezada Tereza

        Definições sobre correntes, linhas e ideologias políticas são complicadas. Liberalismo clássico, liberalismo progressista, socialismo, socialismo democrático, socialismo fabiano, comunismo (stalinista, trotskista, maoista, albanês), conservadorismo, socialismo alemão, conservadorismo socialista, direita socialista, nova esquerda, conservadorismo autoritário, libertarianismo, anarcocapitalismo, neoliberalismo, neoconservadorismo, etc. etc etc.

        Cada autor tem sua classificação e cada pequena mudança em algum dogma, em algum ponto de vista, em algum aspecto da abordagem da “escola” em algum ponto específico da realidade, enseja uma nova variante.

        Embora talvez seja, de fato, importante classificar, discutir ou definir o melhor possível uma linha política (em teoria ou aquela que seu partido vai seguir), não vou discutir isso com a senhora aqui, pois é um tema muito complexo e que já foi “objeto” de diversos tratados faraônicos (sem que as questões tenham sido dirimidas indiscutivelmente).

        Assim, para não ficarmos remoendo teorias e opiniões, vou expor meu ponto com base no “mundo prático” no qual tomo (e tomei) minhas decisões.
        (não estou nem querendo “defender” meu ponto, porque não estou pretendo convencer ninguém aqui – só expor mesmo).

        Nas eleições de 2018 estava totalmente decidido votar no NOVO. Quando fui procurar candidatos a deputado/senador, TODOS os candidatos do NOVO onde estou (poucos candidatos na verdade, mas todos) tinham como bandeira algum “serviço” do Estado de Bem Estar Social.
        Um, que se gabava de brigar contra “vendas casadas” e outros “abusos das empresas”, defendia um código de consumidor mais draconiano ainda (e mais engessado e mais cheio de burocracia e regras, etc.)
        Outra candidata queria mais creches, assistências sociais, apoios, etc. e tal.
        Um terceiro ia lutar por mais verbas para a Saúde. Outro já queria pendurar mais despesas na União. E assim por diante…
        Não achei um liberal “puro sangue” para votar.
        Acabei desistindo do NOVO>

        Isso para mim não é liberalismo. Ponto.
        Ao menos, não liberalismo, digamos, mais próximo do “clássico”.
        (uns chamam de “neoliberalismo”, outros de “terceira via”, eu chamo de “liberalismo de engenheiro”: pró mercado desde que altamente regulado por uma tecnocracia centralizada, “isenta”, “preparada” e “interventora” para corrigir as “falhas do mercado”)

        Até fui conferir candidatos de outros Estados e, de fato, a lista era mais diversificada. Havia os defensores de Estado de Bem Estar Social e havia os liberais mais, digamos, “puro sangue”.

        Em suma, o NOVO tem em seus quadros liberais “puro sangue” (partido tentou nascer idealmente liberal), mas muitos sociais democracias – esquerda “light” (pois em função das regras partidárias, eleitorais, etc., não se consegue sequer “nascer” de fato caso se tente permanecer “purista” ou “puro sangue”; pelo contrário, precisa-se “corromper” “os princípios” para “agregar” “massa”).

        Nesse cenário, o NOVO já está “contaminado” pela social democracia (que, para mim, não é liberalismo) e a evolução, acredito, não será para uma partido mais “liberal” (clássico) e sim para mais social democracia.

        Abs
        LSB

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    • GATO disse:

      Desculpe a interferencia, mas bilionários de esquerda estão na China e na Russia, é só olhar a Forbes. Esses brasileirinhos ai não entram lá

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  • terezasayeg disse:

    No fim das contas isso tem lógica, Fernão.
    Tudo o que eles querem é continuar numa economia fechada e sem concorrência,

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    • Alexandre disse:

      Acho que é algo menos calculado do que isso, ao menos para casos como o desses dois ricaços, Os movimentos e partidos políticos de esquerda instrumentalizam o ressentimento dos “oprimidos” e exploram a culpa dos “opressores”. Estes últimos costumam fazer essas contribuições menos por um altruísmo genuíno e mais para poderem expiar certas culpas que imaginam carregar – sem que precisem abrir mão do bem bom, claro.

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      • LSB disse:

        Prezado Alexandre,

        Seu ponto de vista é muito bem “fundamentado”, digamos assim. De fato, sempre tive essa dúvida: até onde a explicação é psicológica e onde começa (se existir) a “esperteza comercial”.

        Em um caso análogo, testemunhei (até participei para dizer a verdade) uma acalorada discussão sobre qual seria a causa da “miséria intelectual” da “grande” mídia no Brasil: uns juravam que são “vendidos” e tudo é na base da “compra de opiniões”, outros já diziam que a ideologia e o ativismo político política explicam melhor o fenômeno (eu estava deste lado) e terceiros afirmavam que era só burrice mesmo.
        Enfim, todos reconheciam o fenômeno, mas sobre as causas não havia consenso…
        (mesmo que todos concordassem que todas causas tivessem presentes… a discussão era só sobre qual seria a causa predominante)

        De fato, essa história da “super” elite apoiar a esquerda é “enigmática” deste o século XIX e vários autores já especularam sobre isto (até uma certa “pressão por sucesso” por parte dos “pais” da elite sobre seus filhos já foi aventada como uma das causas para tantos “riquinhos” serem socialistas…)

        Enfim, creio que a questão psicológica, como você ressaltou, desempenhe um papel fundamental no fenômeno, MAS também creio que, mais conscientemente ou menos, há também uma certa percepção que de o sistema os protege e, dai, temos*:

        1 – a”culpa” (que é derivada não só da pecha de “opressores”, mas também desta percepção que o sistema não permite a “concorrência”)

        2 – a “autoproteção” justificada (“o sistema nos protege de devem nos protegem” pois “somos nós que fazemos o bem para o povo ou o que é bom para o povo” ou “somos nós que ‘protegemos’ os trabalhadores” ou ainda “somos nós que oferecemos produtos e serviços com a maior segurança possível e nos melhores padrões mundiais”, etc.)

        3 – a “autoproteção” cínica dos mais espertos entre os mais espertos.

        Abs e bom domingo
        LSB

        * não saberia dizer em qual proporção cada “causa” atua, mas penso que todas são “atuantes” e, em muitos casos, mais de uma causa deve atuar.

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  • pccm@uol.com.br disse:

    Parabéns!!!

    Paulo Mendonça

    (11) 99219.0081

    pccm@uol.com.br

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  • Carlos disse:

    Fernão, Tim Maia estava e está certo… Nos cidadãos honestos temos que pagar a conta do prostítulo e achar graça ainda…
    Aguardando a população dar um basta e detonar o prostibulo

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  • Ronaldo Sheldon disse:

    Parabéns, ótima análise. De qualquer forma as doações serviram para mostrar ao PSOL ou ao RJ que o dinheiro tem o poder de fazer as pessoas mudarem de posição ou opinião. Se o tal Wesley for bom de fato, que aproveite bem o dinheiro investindo em aprendizado e conhecimento para discernir melhor e assim poder escolher um partido mais digno de o acolher.

    Obs. Depois de uma quantidade exorbitante de dinheiro e patrimônio ações do tipo gauche são bem vistas pela esquerdalha intelectuerda.

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  • GATO disse:

    VIVA A GRANA, distribuida por bacana. Financia mais um do proletariado para ascender ao social na cota dos afrodescendentes, depois fica que nem o outro dizendo que a escravidão nunca existiu. Sempre cabe mais um personagem nesse drama tropical e viva o CARNAVAL.

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