A curva de Marx

3 de outubro de 2020 § 17 Comentários


Nos temos 20 milhões de desempregados e sabe-se lá quantos de “invisíveis” porque temos um Sistema UNIVERSAL de Saúde, um Bolsa Família ampliado (no momento para 67 milhões de famílias), uma rede nacional de escolas-côcho, onde as crianças vão para comer sua ração diária de subsistência e não para aprender a provê-la por si mesmas.

Em cada uma dessas operações, cada funcionário necessário para toca-la vira no mínimo 10 e cada real que a coisa realmente custa no mínimo 100.

Há muito, portanto, que ultrapassamos o ponto de não retorno da “curva de Marx” a partir da qual a “assistência à miséria” pelo Estado passa a fabricar mais e mais miséria até que só fiquem fora dela os assistentes de miséria.

§ 17 Respostas para A curva de Marx

  • Fabio de Araujo disse:

    Quase 10% do PIB brasileiro é gasto com salários, benefícios diretos e indiretos e aposentadorias do setor público – Executivo e Legislativo nos seus três níveis, federal, estadual e municipal e Judiciário como um todo. O rendimento médio per capita do setor público é 2,5x o do setor privado ou não-público, algo que não existe paralelo no restante do mundo civilizado. A sociedade brasileira tornou-se refém dessa classe de funcionários e servidores públicos, sobretudo da chamada elite do funcionalismo público. Com uma carga tributária bruta média da ordem de 35% e com retorno baixíssimo em serviços de qualidade, a população que não faz parte dessa classe de privilegiados trabalha quatro meses do ano para sustentar o Estado. Se eu tivesse que resumir quando começou a desgraça do Brasil, eu diria que foi, em primeiro lugar, a transferência da capital federal para Brasília, que nada mais é do que um grande balcão de negócios e em segundo lugar, a decadência e deterioração do ensino público básico a partir de meados dos anos 60 e que se acentou no início dos anos 70.

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Fernão, no Brasil as instituições há tempos vem se consolidando como côchos de todos os tipos e tamanhos, de tempos em tempos 92 ou quatro anos) só muda o cardápio conforme a categoria dos encabrestados, mesmo para aqueles que dizem não se servirem neles.
    Com a covid-19 tiverem que rever as taxas de juros rapidamente para não entornar os cochos quase esvaziados.
    E pensar que exportam,os alimentos para o mundo e soja transgênica para a China engordar o rebanho suíno, cuja carne lá também é muito apreciada, pois a fome não tem ideologias. Ou as têm?
    Aqui cada um escolhe o caminho do côcho que lhe apraz: o da soja ou das lagostas rechonchudas.

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  • Jose Carlos Lodovici disse:

    A concessão do Bolsa Família como, aliás, todas as benesses proporcionadas por governos socialistas, deveria estar obrigatoriamente atrelada a um engajamento, do beneficiário, ao ensino profissionalizante, sob pena de, no futuro, não haver quem sustente o Estado. Para que o beneficário seja contemplado, é preciso comprovar que esteja desempregado, sendo um preocupante estímulo à sua exclusão, da população economicamente ativa, ou mesmo induzí-lo para atividades informais.

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