Churchill, o Titanic e nós
5 de outubro de 2020 § 10 Comentários
Estou lendo “Churchill, caminhando com o destino”, de Andrew Roberts, uma biografia monumental.
Abaixo, a carta que ele enviou à mulher, Clementine, por ocasião do afundamento do Titanic:
“Não posso deixar de sentir orgulho de nossa raça e de suas tradições, postas à prova por esse acontecimento. Botes carregados de mulheres e crianças oscilando sãs e salvas no mar — e o resto — silêncio. Honrada seja a memória deles. Apesar de todas as desigualdades e artificialidades de nossa vida moderna, testada em sua base até seus alicerces, nossa civilização é humanitária, cristã e absolutamente democrática. A Roma Imperial ou a Grécia Antiga teriam encaminhado o problema de maneira muito diferente. Os figurões e potentados teriam partido com suas concubinas, escravos favoritos e guardas, e […] quem conseguisse subornar a tripulação teria recebido preferência e o resto que fosse para o inferno. Mas tal ética não seria capaz de construir Titanics com ciência nem de perdê-los com honra”.


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