Democracia à mão armada

14 de agosto de 2018 § 42 Comentários

Artigo para O Estado de S. Paulo de 14/8/2018

Já que em reforma pra valer ninguém fala mesmo, lá vai só pra você saber como é.

O voto distrital sozinho só barateia o custo das eleições. O que é decisivo é armar a mão dos eleitores para depois das eleições. Lei de iniciativa popular todo mundo ja tem. Mas retomada de mandato (recall) e referendo das leis aprovadas pelos legislativos por iniciativa popular é o que realmente as faz valerem exatamente como você as fez. Primarias diretas, eleições de retenção de juizes, defesas contra arrochos tributários, tudo o mais pode ser conseguido brandindo essas duas armas. O sistema tem de ser o distrital puro (misto é tapeação) só para garantir que elas sejam usadas com absoluta legitimidade e segurança para o regime.

A delimitação do distrito eleitoral é função do numero de eleitores dividido pelo número de representantes que se quer ter em cada instância de poder. Mas a fidelidade dessa representação é tudo. Tem de ser pessoa a pessoa. A unica base aferivel para isso é o endereço do eleitor. Cada municipio pode definir quantos legisladores quer ter e qual o tamanho dos seus distritos eleitorais desde que siga a regra básica de quantidades equivalentes de moradores em cada um. O distrito é então desenhado sobre o mapa e daí por diante só o censo poderá levar a alterações. Os eleitores podem mudar de distrito mas o distrito só mudará de desenho se o censo demonstrar que houve grandes alterações na equivalência do numero dos seus habitantes.

Em eleições estaduais cada distrito será uma soma de distritos municipais. Nas federais uma soma maior. 513 congressistas daria distritos de mais ou menos 400 mil habitantes neste Brasil de 207 milhões. Nos EUA, com 325 milhões e 435 deputados, cada distrito federal tem aproximadamente 700 mil habitantes. Os candidatos só podem concorrer por um distrito e cada distrito só elege um representante. Assim todos saberão o nome e o endereço de cada um dos seus eleitores. Não tem enganação.

No Congresso americano os deputados não representam um estado mas sim “o distrito numero tal”. Não ha vice nem “suplente”. Se alguem renunciar, morrer ou tiver o mandato retomado o distrito convoca nova eleição e elege o substituto. Não tem data marcada, nem para isso, nem para deseleger representantes ou funcionários eleitos. E quase todos os que têm função de fiscalização ou contato direto com a população como fiscais, auditores, promotores, xerifes, policiais e outros são diretamente eleitos.

A maioria das cidades americanas não tem mais prefeito ou vereador. Nos sistemas de City Council ou de City Manager, as variantes mais usadas, elege-se um conselho de cinco a sete membros chefiados por um CEO ou “gerente”, com metas precisas para entregar e demissível a qualquer momento. Como tudo que é importante será mesmo proposto por lei de iniciatiava popular e/ou aprovado em referendo, os corpos legislativos, lá, são, cada vez mais, meras oficinas de acabamento técnico das leis.

Um recall, um referendo ou uma lei podem ser propostos por qualquer cidadão. Ele terá de passar uma lista no distrito afetado e colher assinaturas válidas numa quantidade pre-determinada (em geral de 5% a 7%) a serem aferidas pelo Secretário de Estado municipal ou estadual, funcionário que se dedica exclusivamente a organizar essas “eleições especiais” que acontecem a toda hora. Uma vez qualificada a proposta, haverá uma campanha de esclarecimento contra e a favor e então, ou a proposta constará da cédula da próxima eleição, ou será convocada uma “eleição especial” só no distrito afetado para um “sim” ou um “não”.

Nas cédulas das eleições majoritárias – presidenciais, estaduais ou municipais – aparecem dezenas de proposições geradas por esse sistema nas quais votarão apenas os eleitores dos distritos afetados. É nelas, também, que estarão os nomes dos juizes de cada comarca, coincidentes com um ou mais distritos eleitorais, com a pergunta: “O juiz fulano deve permanecer mais quatro anos na função”? Cada eleitor, portanto, preenche alguns quesitos e deixa outros em branco. O resultado será conferido a partir do seu endereço, daí as apurações lá demorarem tanto.

Cada cidadão, enfim, tem um poder decisivo sobre o seu pedaço mas ninguém tem poder sozinho sobre o todo. A constituição federal define o regime e as atribuições de cada ente federativo e de cada um dos tres poderes, e só. Os direitos do cidadão e seu respectivo custo fica para as constituições estaduais e municipais que são revistas a cada 10 anos.

Nas ex-colonias inglesas da América, Ásia, África e Oceania, independente do grau de desenvolvimento, o distrito básico é o bairro que elege o school board de cada escola publica. Esse “conselho diretor” de entre cinco e sete membros constituido por pais de alunos é quem contrata (e demite) o diretor da escola e aprova ou não o seu currículo e o seu orçamento anual. Nos Estados Unidos as escolas têm a prerrogativa de emitir titulos de divida para financiar projetos novos desde que atendam à regra nacional para isso, que torna obrigatório, para a emissão de qualquer divida pública, um projeto mostrando quanto se quer arrecadar, em quanto tempo se dará o resgate, quanto vai custar e quem vai pagar. O projeto vai então a votação direta da comunidade afetada. O resgate normalmente é feito mediante um aumento temporário do IPTU somente dos moradores do bairro beneficiado. O estado só interfere para prover mais verba para escolas de bairros sem condição de se auto-financiar. O mesmo esquema é usado em obras como construção ou reforma de estradas, pontes e prédios públicos, aumentos de salário para esta ou aquela categoria de funcionários e etc, tanto nos estados quanto nos municipios. O resgate sempre é amarrado a algum mecanismo adstrito à comunidade beneficiada como pedágios, taxas adicionais temporárias nos combustiveis ou no imposto local de bens de consumo. Nem pensar em criar ou aumentar impostos sem consulta direta, no voto, a quem vai paga-los.

Na democracia à mão armada os reféns são “eles” e a corrupção e a miséria praticamente desaparecem.

 

§ 42 Respostas para Democracia à mão armada

  • IMAGINE com essa ptralhada locca vao pedir recall a todo momento de qq prefeito que não seja populista e gastador.

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    • Renato Pires disse:

      O “CENTRÃO” PERTENCE A LAMPEDUZZA: MUDAR PARA DEIXAR TUDO COMO ESTÁ

      Renato Pires

      Toda eleição no Brasil é a mesma coisa: procura-se um candidato de “centro”, de “consenso”, ou seja, alguém que consiga equilibrar-se entre os poderosos grupos corporativos que infestam e sugam desde sempre, pelo controle férreo do estado, as riquezas geradas pelos brasileiros que trabalham e de fato produzem.
      Procura-se, na verdade, o futuro “bode expiatório”, nome a ser devidamente sacrificado no altar da imutável política nacional, pelo fracasso certo das ideias “inovadoras” que serão adotadas pelo dito candidato de “consenso”, ideias feitas sob medida para ganhar a eleição com a confiança e o apoio desses eternos grupos dominadores, aí inclusa a grande imprensa, o Sistema Predador.
      Todavia, com certeza o País vai continuar na sua saga de pobreza e injustiças, pois, seja qual for o nome de “centro” ungido pelo consenso das corporações sugadoras do estado, as suas políticas não prosperarão, pois serão certamente frutos de “arranjos” institucionais e financeiros destinados, como sempre, a preservar o “status quo”.
      O que o Brasil realmente precisa para sair de sua eterna condição de “País do Futuro”?
      O Brasil não precisa de aventureiros, sejam eles de esquerda ou de direita, pois já ficou inúmeras vezes comprovado que estes acabam sempre aderindo alegremente ao “status quo”, seduzidos pelos esquemas de cooptação e conforto que a rapinagem nacional lhes oferece para que adiram ao “sistema predador”.
      O Brasil não precisa, já vimos, de candidatos de “centro”, de consenso, pois estes sabidamente são os escolhidos pelo sistema predador para que as coisas mudem na aparência, para continuar tudo como está.
      O que o Brasil precisa então?
      O Brasil precisa de um líder, um estadista, que enxergue os problemas da Nação como eles são realmente, e que consiga, com liderança e carisma, desmontar o Sistema Predador dentro das regras democráticas, desligando para sempre as corporações sugadoras das tetas das riquezas geradas pelo Povo Brasileiro com muito sacrifício e suor.
      Um estadista que liquide com o Cartório Financeiro, viciado em dívida pública, que se recusa a financiar o desenvolvimento do País, preferindo o conforto do rentismo improdutivo.
      Um estadista que, desta forma, crie e coloque para funcionar mecanismos efetivos de estimulo e suporte aos investimentos, sejam eles públicos ou privados, fazendo a economia girar e crescer de forma sustentável, por muitos anos, a exemplo de outros países grandes como China e Índia.
      Um estadista que enfrente sem medo e acabe com os privilégios indecentes de servidores públicos marajás, sejam eles do Executivo, Legislativo ou Judiciário, taxando vigorosamente os supersalários e destinando os valores arrecadados para financiar os investimentos produtivos.
      Um estadista que acabe com todo tipo de subsídios injustificáveis a empresas ineficientes, oligopólios exploradores do povo brasileiro.
      Um estadista que coloque o estado para funcionar a serviço do povo, e não a serviço de si próprio, de seus privilégios e regalias.
      Um estadista que combata de fato o crime organizado, desbaratando a perversa rede de quadrilhas que, com o apoio explícito ou velado do sistema predador, joga a Nação no medo e na insegurança permanentes.
      Um estadista que melhore de fato a educação, a saúde e a infraestrutura, não com os PACs da vida, que só servem para alimentar as empreiteiras e corromper os políticos, mas com políticas públicas sérias, consistentes, financiadas pelos recursos que serão poupados com o fim dos privilégios das corporações e do rentismo sanguessugas.
      Infelizmente não se vê tal estadista dentre os nomes que se dispõe a disputar a presidência. Vemos apenas os medíocres de sempre, coniventes e conviventes com o Sistema Predador que há muito nos infelicita, e os aventureiros de direita e de esquerda, idiotas úteis, que encobrem com sua ideologia furada as barbaridades praticadas em nome do pobre Povo Brasileiro.
      Que Deus nos acuda!

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      • ricardopelin disse:

        Tem um nome sim. Você pode não concordar, mas é um cara hábil, persuasivo, inteligente, articulado e o melhor de tudo tem respeito dos mercados.

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      • Adriana disse:

        Fernão e Renato, estamos diante de mais 4 anos do mesmo. E após, evidentemente estaremos em situação ainda pior. Haverá momentos de esperança, de que as coisas darão certo, como sempre.
        A melhor saída nesse espaço de tempo será o aeroporto internacional.

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      • Vicente Lino disse:

        Extraordinarios, os textos de Fernão Lara e Renato Pires. Deveriam estar grudados nas entradas do Congresso e nos lares dos brasileiros de bem.

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    • Fernão disse:

      leia de novo, ana luiza. ou eu me expressei mal ou v não entendeu onde esta a segurança do sistema

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      • Fernando Lencioni disse:

        Então. Ninguém consegue entender que a segurança do sistema sempre estará no povo. Porquê? Por que a liberdade é um princípio fundamental para entender até mesmo isso. Nos EUA o voto é livre. Ninguém é obrigado a participar de uma coisa para com a qual não demonstra qualquer interesse. Ninguém se engana quanto ao fato de que a maioria das pessoas não se interessa por política. Nos EUA a média de comparecimento nas eleições federais de 2000 até 2016 foi de 58,11% para presidente e 45,3% para deputados e senadores (http://thedataweb.rm.census.gov/TheDataWeb_HotReport2/voting/voting.hrml). Ou seja, votar deve ser um direito e não uma obrigação. Assim, quem se interessa por política, naturalmente, procurará se instruir e ficar a par das coisas. Liberdade acima de tudo porque liberdade trás responsabilidade e cria com o tempo as ligações políticas necessárias para fazer o sistema funcionar.

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  • Marcos andrade moraes disse:

    MUITO ÚTIL. Replicando!

    MAM

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  • luizleitao disse:

    Agora fica claro o motivo de os americanos não utilizarem o sistema de votação eletrônica! Se fosse bom, eles mesmos já o teriam inventado há muito tempo. O voto eletrônico não permite que se façam perguntas aos eleitores, como nos referendos e recalls; não admite uma reflexão, é um ato mecânico. As urnas eletrônicas, espertamente, não trazem a tecla de voto nulo; é preciso digitar um número inválido para se anular o voto, fato que muitos desconhecem. Mas cá estamos, às portas de novas eleições, cientes de que, como o sistema não vai mudar mesmo (ao menos tão cedo), tudo permanecerá mais ou menos como dantes, seja quem forem os eleitos. FLM tem ajudado muito a divulgar o sistema de voto distrital puro com recall, e sou-lhe grato por isso, ao mesmo tempo em que me entristeço por saber que ficaremos, mais uma vez, a ver navios. Ficarei de fora dessas eleições, abstendo-me em protesto contra esse sistema político arcaico e, principalmente, contra a obrigatoriedade do voto.

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    • terezasayeg disse:

      Não faça isso, Luiz! Isso só favorece os mesmos de sempre. E se v. não sabe, estou me candidatando a deputada federal pelo Partido NOVO, com a bandeira do voto distrital puro. Estou convencida de que é a única saída para liberar o Brasil dessas amarras e dessa turba.

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  • […] Continue lendo em: https://vespeiro.com/2018/08/07/democracia-a-mao-armada/#comment-23543 […]

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  • FERNANDO LEAL disse:

    Prezado Fernão, lendo hoje (07/08/2018), na sua coluna no Estadão “O perigo das decisões precipitadas”, lembrei-me desse artigo na ISTOÉ do economista Ricardo Amorim, que apesar de eu não simpatizar nem com a revista nem com o colunista, achei muito bom e de acordo com os seus e meus conceitos sobre o assunto.

    Proposta para moralizar o Brasil
    Ricardo Amorim – 13/jul/18 – Revista “ISTOÉ” – edição nº 2537 03/08

    A aproximação das eleições tem me feito pensar sobre as mudanças mais necessárias para construirmos um País próspero e justo. Concluí que uma das razões essenciais de nossas mazelas é nossa incapacidade de separar direitos de privilégios.

    Um direito tem de ser universal, conquistado em um processo justo, e que beneficie também a sociedade como um todo, não apenas seu beneficiário direto. Um “direito” que só alguns têm, que não foi conquistado de forma justa, ou que só beneficia quem o conquistou não é um direito, é um privilégio. Por exemplo, o direito universal à educação básica de qualidade beneficia não apenas os estudantes, mas toda a sociedade que passa a contar com profissionais mais produtivos e cidadãos mais conscientes. Por outro lado, alguns estudarem de graça em universidades públicas, financiadas pelos impostos pagos por todos, é bom para eles, mas como não é extensivo a todos, é na realidade um privilégio.

    No Brasil, o setor público se autoconcedeu uma infinidade de privilégios que os outros brasileiros não têm. Essa situação tem de acabar. Recentemente, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto que cria para os funcionários do Tribunal de Contas do Município dois novos “direitos” e lhes concede um aumento do salário-esposa – uma absurda remuneração para homens casados com mulheres que não trabalham.

    Só então descobrimos que milhares de funcionários municipais e estaduais de São Paulo recebem há décadas o tal salário-esposa. Quantas outras mordomias escandalosas, financiadas com o dinheiro de todos os brasileiros deve haver?

    Minha conclusão é que a lei mais urgente que o País necessita é a Lei da Moralização, uma Emenda Constitucional que proíba a criação e acabe com qualquer benefício, auxílio, regalia previdenciária ou abono existentes no setor público que não sejam exatamente iguais aos existentes no setor privado. Políticos, juízes, membros dos tribunais de contas, militares e todos os outros servidores merecem ser muito bem tratados, exatamente como os demais brasileiros que pagam os seus salários e benefícios, não melhor do que eles.

    O serviço público foi deturpado. Quem deveria servir ao público, com frequência está apenas servindo-se do que é público. Chega de privilégios, as regras têm de ser iguais para todos. Apoio a esse projeto deve ser o primeiro critério de todos nós para a seleção e eleição para qualquer cargo em outubro. Quem não está disposto a aprovar uma lei assim, logo na primeira ação do seu mandato, quer manter o sistema atual de privilégios às suas custas. Cobre do seu candidato o compromisso da aprovação da Lei da Moralização. Se ele não se comprometer, troque de candidato #mesmasregrasparatodos #leidamoralizacao.

    Link para o original: https://istoe.com.br/proposta-para-moralizar-o-brasil/

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    • Fernão disse:

      muito bom o artigo.

      a todos quantos se propõem reformar a constituição que me consultaram tenho dito exatamente a mesma coisa: o 1ro passo é eliminar dela todos os artigos que não digam respeito a todos os brasileiros…

      se aplicarmos os artigos e principios gerais expressos na constituição contra os artigos que tratam de abrir exceções para grupos e corporações, alias, uns anulariam os outros. tudo que extrapola ou faz exceção ao princípio da igualdade perante a lei é inconstitucional

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      • Rey disse:

        O (grande) risco de um nova constituição é que seja pior do que a presente. É o mesmo congresso (duvido que depois das eleições melhore alguma coisa) que escreveria a nova constituição. Com o recall à brasileira, os políticos e eleitores atuais poderiam ficar refens de grupos esquerdistas organizados que ameaçariam (e chantageariam) com o recall, tirando também quem está no rumo certo mas vai contra o “establishment”. Não consigo ver luz no fim do túnel brasileiro.

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      • Olavo leal disse:

        Caro Rey (7 Ago 11:28)
        Como “funcionaria” o recall à brasileira?
        Só vejo um recall: um grupo de eleitores descontentes sai atrás de outros eleitores do distrito, para assinar uma lista (com 3%, 5%, 7,5%, 8,33% dos eleitores do distrito?) apresentando o pedido de recall; aceito este, é marcada uma consulta a todo o distrito, que responderá nas urnas se o atual representante continua ou deve ser substituído e, neste caso, quem o substituirá. Não vejo como ficar refém, pois somente os eleitores vão ter o direito de manter, por, repor, substituir etc…
        Claro que, em caso de nova Constituição, poderemos passar por tentativas diferentes (à brasileira?), mas aí… vale umas idas à Paulista!!!!

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    • Renato Pires disse:

      Paz, segue uma nova minuta de acordo FAPEC Intelicoffee para o Glaucio apreciar e preparar um parecer jurídico de endosso, para envio hoje ainda à FAPEC, de forma que eu possa até sexta feira pegar a nova assinatura no acordo e levar para Campinas já assinado

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  • Tereza Sayeg disse:

    Fernão, muito obrigada por ter explicado tão bem o funcionamento do voto distrital puro. Pode ter certeza de que vou usar essa explicação (dando-lhe os créditos por isso) em minha campanha e quando tiver de explicar que bicho que é. A propósito, adorei o cachorrinho. ;-)))

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  • Fernando Lencioni disse:

    Parabéns Fernão. Enfim um artigo didático e pragmático. É essa conversa que tem que ser levada a cabo para que as pessoas entendam pq o que temos no Brasil não é democracia e passem assim a defender as alterações. Repetir infinitamente aulas como essa é necessidade premente para que as pessoas compreendam, pois são poucas as pessoas que tem a fluência em inglês necessária para buscar os esclarecimentos e o conhecimento sobre o funcionamento das instituições de outros países por conta própria. Parabéns mais uma vez e continue assim.

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  • Olavo leal disse:

    Importante acrescentar, por oportuno, que há a necessidade de o Brasil se tornar REALMENTE um País FEDERALISTA (somos a República FEDERATIVA do Brasil), ou seja:

    (1) os MUNICÍPIOS passam a ficar com a MAIOR PARCELA (40 a 50%) DE TODOS OS IMPOSTOS (já que é ali que o cidadão nasce, estuda, se forma, trabalha, produz para a coletividade, se diverte, se socializa, pratica esportes, se aperfeiçoa, recebe atendimento para problemas de saúde e, finalmente, é sepultado); portanto, caberá ao Município dar atenção quase total ao cidadão, do nascimento à morte;

    (2) os ESTADOS vêm a seguir, com uma PARCELA MÉDIA (30 a 40%) DE TODOS OS IMPOSTOS (já que compete a eles complementar o atendimento aos cidadãos naquilo que os Municípios não podem fazê-lo: rodovias, ferrovias, grandes aeroportos, grandes sistemas de água e esgoto, produção de hidroeletricidade etc); e

    (3) à UNIÃO, com a MENOR PROPORÇÃO (uns 20%) DA CARGA TRIBUTÁRIA de todo o Brasil, competirá somente atender aos problemas e às necessidades que os Estados não conseguem fazê-lo: FFAA, Polícia Federal, Itamaraty, agências reguladoras e pouco mais que isso.

    Com a diminuição da carga tributária FEDERAL, o País deixará de concentrar cerca de 70% dela em Brasília, onde se concentram 513 deputados e 81 senadores (além de seus inúmeros assessores imediatos!), Pres. da República e Vice (mais assessores!) e cerca de 30 ministérios (mediante distribuição de cargos a milhares de apadrinhados!), etc. Daí o CUSTO BRASIL!!!

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  • luizleitao disse:

    Fernão, o artigo de sua lavra que foi publicado hoje no Estadão é outro; O perigo das decisões precipitadas. Democracia à mão armada não saiu?

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  • Fernando Lencioni disse:

    Pensei que este fosse o artigo publicado no Estadão. Me decepcionei.

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  • Fernando Lencioni disse:

    O editor não aprovou?

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  • Carlos U Pozzobon disse:

    Tenho tentado divulgar as ideias de recall e retenção tão repetidamente quanto as suas postagens no assunto. Percebo que uma parcela de meus leitores já despertaram para a mágica da democracia. Mas falta muito chão para que chegue a se transformar em uma aspiração dos brasileiros. Talvez com ações institucionais como palestras, workshops, seminários e similares levadas ao cabo por você e outros voluntários evangelistas da causa, se possa criar na população o rompimento com o beco sem saída que a a desesperança causada pela crise cavou fundo na alma nacional.

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    • luizleitao disse:

      Concordo, e acrescento o fator TV, o veiculo das massas.Houvesse um meio de alguma emissora embarcar nessa empreitada, chegariamos la muito mais rapido.

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      • Carlos U Pozzobon disse:

        Para chegar a TV é preciso um trabalho perspicaz de procurar as emissoras com menor audiência, os canais a cabo e assim por diante até chegar em programas de maior audiência como GNews Painel.

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      • Fernão disse:

        ha emissoras de televisão dispostas a isso, senhores.

        ja cheguei a gravar um programa piloto exatamente na linha deste “Democracia à mão armada”: para informar como e o que se faz lá fora; para explicar como seria tratado o assunto do dia do Brasil se fosse num país que dispõe dessas ferramentas, e assim por diante.

        a dificuldade, maior, se acreditam, é conseguir os necessários patrocínios. eu certamente não nasci com os dotes de silvio santos como vendedor mas a conclusão a que cheguei é que as grandes empresas do Brasil têm medo de patrocinar algo assim porque sofrerão represálias.

        e como estamos num país sem lei onde tudo é feito para você nunca estar 100% dentro do milhão e meio de regras a que estão sujeitos dos botequins para cima, eu sequer posso culpa-los…

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  • JC VARIG disse:

    Olá Fernão, leio, releio e repasso suas ideias mas noto com alguma tristeza que o compartilhamento do link no FB gera no máximo dois ou três interessados. Será que copiar e colar o texto todo não seria melhor? Teria sua permissão?

    Curtido por 1 pessoa

  • luizleitao disse:

    Posso ir nessa também, FLM, em vez de reblogar?

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  • Iza Dias disse:

    Fernão, este foi o mais completo e didático dos seus textos sobre o assunto.
    Partilho totalmente desse modelo dos EUA que você destrincha a cada artigo e posso garantir que não existe ninguém atualmente no Brasil que defenda essa causa de forma tão embasada. Por isso tenho um pedido: Faça vídeos e os publique na internet. Tenho certeza de que ajudariam muito a esclarecer outros brasileiros que desconhecem por completo como funciona uma Democracia de fato.

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  • luizleitao disse:

    Excelente ideia. Fazer um canal no Youtube e amplificar essa divulgação.

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  • Gustavo dos Reis Filho disse:

    Acho excelente essa ideia de canal no YouTube

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  • Alexandre Souza disse:

    Há muito tempo não leio nada tão instrutivo e inspirador sobre o que é a (prática da) verdadeira democracia.

    Parabéns, Fernão!

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  • Rodrigo Zardo disse:

    Excelente texto!!
    Muito esclarecedor!!

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