A corrupção no Judiciário

16 de fevereiro de 2017 § 14 Comentários

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§ 14 Respostas para A corrupção no Judiciário

  • Wilson Rodrigues disse:

    Fez um discurso bonito e sério, além de verdadeiro, apesar de tentar puxar a brasa para sua sardinha, claro que não poderia ser diferente, mas, dá mostra cabal de que o poder Legislativo é corrupto por demais, apenas que não sozinho, pois está bem acompanhado pelo Executivo e pelo Judiciário. Falou das mamatas do Judiciário mas sequer mencionou os custos estratosféricos, senão criminosos, do Legislativo. Mas, o bom mesmo é que agora ele repousa sua polida bunda na cadeira de prefeito de Porto Alegre. Quem sabe por lá ele comece uma revolução administrativa que faça com que a Câmara Municipal gaste menos que em exercícios anteriores.

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    • Wilson, Marchezan foi eleito p o executivo. é o prefeito e quase nada pode fazer p coibir gastos do legislativo. apesar d estar no 3º mandato, é d uma nova safra d bons politicos. êles existem, sim. um lembrete: desconheco democracis sem partidos politicos

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  • Fernando Lencioni disse:

    As corporações! Prestem atenção a isso!

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  • whataboy disse:

    Ótimo que alguns coloquem o dedo em feridas bastante podres. É o caso da corrupção no Judiciário. É o caso da dominância das “corporações” que eliminam qualquer resto de interesse público no dia-a-dia dos vagabundos que tomaram de assalto os 3 poderes.
    Mas… participar de alguma comissão e fazer o discurso sem ter lido relatório nenhum da própria comissão…. Pôxa, que grande pecado básico.

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  • Renato Pires disse:

    O SISTEMA PREDADOR
    Renato Pires

    Todos conhecem o camaleão, aquele bicho que se disfarça com perfeição no meio ambiente, a ponto de ficar invisível tanto aos seus predadores quanto às suas presas.
    Pois bem, o secular sistema brasileiro de dominação política e econômica é o supremo camaleão, que vem atravessando décadas, séculos, sem ser notado nem molestado, enquanto sacrifica em série os “bodes expiatórios” da vez no altar da opinião pública e do eleitorado distraído.
    Compõe esse sistema nefasto todos aqueles grupos sociais, minoritários porém política e economicamente dominantes no País, que vivem direta ou indiretamente às custas do estado, ou seja da população que gera riqueza, utilizando-o como uma máquina infernal e implacável de sugar as energias do povo brasileiro que trabalha e produz , sem nada lhes devolver em troca, senão angústias e injustiças permanentes.
    É um sistema perverso de dissipação da riqueza social gerada pelo trabalho das pessoas, entravando e encruando o desenvolvimento do País, um elefante morto pesando nas costas do trabalhador brasileiro.
    Formam esse sistema maligno, longevo e até aqui indestrutível:
    – grandes empresários rurais, antigamente conhecidos como latifundiários, que sustentam na base da força política a sua rede de exploração dos recursos e do trabalho humano em larga escala;
    – funcionalismo público privilegiado, com estabilidade de emprego e salários superiores aos de mercado, imune à noção e prática da produtividade e de resultados;
    – aposentados privilegiados do setor público, que ganham proventos bem acima dos pobres filiados ao INSS;
    – políticos de todos os matizes, que vivem de sugar o Tesouro de múltiplas formas;
    – uma máquina judiciária cujo custo, exorbitante, supera largamente os benefícios produzidos para a sociedade;
    – profissionais liberais que orbitam o setor público, criando mil artifícios para sugar a Viúva;
    – empresas ineficientes, tecnologicamente defasadas, oligopolistas, cronycapitalistas, que montam, entre si e com os políticos, conluios para “proteger” e fechar o mercado (evitando assim a mortal concorrência), praticam preços absurdamente altos quando comparados com os padrões internacionais, acionando a política para defender com unhas e dentes seus interesses corporativos de manutenção eterna do status quo, e que vivem de “incentivos fiscais”, outra forma absurda de predar o estado, e da aplicação estéril de seus lucros na dívida pública, através do cartório bancário;
    – ONGs que sugam a Viúva alegando defender o interesse público, quando na verdade defendem os interesses particulares que estão por detrás delas;
    – Sindicatos com mentalidade corporativa da idade da pedra, com renda garantida pelo imposto sindical, arrancado dos pobres que dizem representar, e que vivem para cuidar de si próprios e dos interesses de seus controladores, em detrimento do real interesse dos verdadeiros trabalhadores;
    – corporações de todos os tipos;
    -alunos ricos, filhos da burguesia patrimonialista brasileira, que ocupam as universidades públicas “gratuitas” (ou seja sustentadas pelos contribuintes), onde reproduzem o sistema predador disfarçado de “socialismo “;
    – por último, mas não menos importante, o cartório bancário nacional, que lhes lava e multiplica as rendas predadas para preservar e expandir seus interesses às custas do suor do contribuinte, ironicamente emprestando ao próprio estado, através da hoje astronômica dívida pública!
    Como funciona essa trama secular? O acesso privilegiado à máquina pública é a chave para desvendar o enigma do funcionamento ininterrupto desse sistema que exaure as riquezas nacionais em proveito próprio.
    Todos os grupos que compõe o sistema de alguma forma retiram suas altas rendas do estado (ou seja da população que trabalha e gera riqueza), de forma legalizada porém ilegítima, altamente predatória, e que diretamente ou indiretamente preservam e multiplicam essa renda emprestando e reemprestando ao estado através do cartório bancário.
    Assim, o sistema exaure permanente e pesadamente os recursos públicos, seja consumindo as receitas através de sua contraprestação improdutiva, seja através da dívida pública, desenhada e gerida de forma a garantir a preservação e multiplicação dessas rendas predadas, sem risco e com juros escorchantes, deixando à mingua o estado, incapaz de suprir minimamente as necessidades de saúde, educação e demais serviços públicos ao pobre povão brasileiro, que é na verdade quem paga duplamente essa conta monstruosa.
    Na verdade, nós ainda somos uma sociedade de cunho escravocrata, em que os escravos, os cidadãos comuns geradores da riqueza social, são teoricamente “livres”, mas vivem como servos obedientes desse maligno sistema predador.
    A predação sistemática do Estado é a fonte e a causa do nosso atraso econômico e da irremovível e vergonhosa desigualdade social num país com tanto potencial como o Brasil.
    A pesada herança patrimonialista portuguesa persiste entranhada em nossa cultura social, com as “excelências” predadoras do estado julgando-se com direitos divinamente adquiridos, eternos e inatacáveis, ainda que socialmente perversos.
    E como é que o sistema camaleônico se disfarça perante a opinião pública e o eleitorado? Escondendo-se sempre atrás do “bode expiatório” da vez, ou seja, escudando-se naquele grupo alçado ao poder para promover “mudanças políticas” cosméticas, irreais, marqueteiras, porém necessárias para que tudo fique lampeduzamente como está, em termos de poder real e efetivo.
    Na realidade, de crise em crise política, quase nada muda substancialmente quanto ao secular e perverso sistema de predação do erário.
    Tomemos o caso do “bode expiatório” da vez passada, Lula, Dilma e seu PT. Eleitos sob a promessa de promoverem a “justiça social”, resgatando o povo de seu sofrimento histórico, tal qual um Don Quixote maluco atacaram o moinho errado, culpando pelos referidos males sociais um “capitalismo” distante e indefinido, como se no Brasil tal coisa houvesse.
    Na prática, como os “bodes” anteriores, aderiram pesadamente ao sistema camaleônico e predador, não só fazendo o seu jogo mas dele participando e usufruindo também, e ainda alegando estarem a serviço das classes sociais menos favorecidas, justamente as que pagam o pedaço maior dessa conta maligna.
    Sendo o “bode” da vez, cumpriram sua missão de preservar oculto o camaleônico sistema predador, para o que foram regiamente “recompensados” em termos pessoais, mas queimando-se politicamente, como previsto no roteiro político perverso que infelicita este País há muito tempo, sem qualquer mudança real.
    E que venha agora o próximo “bode”, Michel Temer. Egresso do sistema político predador, e portanto impedido, sem condições de mexer no queijo da predação, pois para defender o “status quo” perverso temos as invasões e as “manifestações da rua”, outro disfarce sempre conveniente para as manipulações do sistema predador.
    Se Temer ou qualquer outro Don Quixote tentar realmente qualquer reforma que ameace de fato os interesses do sistema, será convenientemente expelido, como foi Dilma Rousseff. O papel real dos “bodes expiatórios” políticos é enrolar a opinião pública com “mudanças” e reformas inócuas, para que tudo permaneça como sempre no reino da predação do estado.
    Pois quando se protesta contra a corrupção, ninguém se dá conta de que o pior tipo de corrupção, seguramente o que mais destrói riqueza e penaliza o País, é a corrupção implícita, institucionalizada nas múltiplas formas legalizadas de predação do estado.
    São bilhões e bilhões de reais consumidos todo ano para sustentar a máquina predadora. Esta é a real origem do déficit público e da astronômica e impagável dívida pública.
    Fica a questão: como desarmar e acabar efetivamente com esse longevo e corrupto sistema camaleônico predador, que está desde há muito arruinando as esperanças e a vida do povo brasileiro, dissipando a riqueza social?
    Em primeiro lugar, limitando severamente o acesso às rendas propiciadas aos predadores pelo estado, seja na predação direta das receitas públicas, seja através da predação indireta representada pela dívida pública.
    Em segundo lugar, mas ao mesmo tempo, reformulando totalmente seu agente de predação, o “mosquito da dengue” que infesta o erário, o cartório bancário, que vive do conforto da dívida pública, usufruindo de altos rendimentos sem o menor risco, e assim remunerando a si e aos grupos predadores que lhes confiam as rendas predadas.
    Para alcançar esses objetivos, aparentemente simples, mas dificílimos de atingir na prática, urge reformular totalmente o desenho e o funcionamento do aparelho estatal, o que implicará em reduzir seu tamanho, aumentar sua eficiência, e mais do que isso, em separar completamente o interesse público dos interesses privados, removendo os predadores que atuam no interior do estado em completa sintonia com os predadores externos, sugando assim as energias da Nação.
    O problema é que esses predadores controlam também o sistema político, em tese o encarregado de promover essas substanciais e inadiáveis mudanças.
    Previsivelmente, trabalharão para eleger outros “bodes expiatórios”, que prolongarão a sobrevida do sistema maligno, até um ponto em que o povo brasileiro não aguente mais e faça justiça com suas próprias mãos. Esse é o risco que corremos.
    Haveria, porém, uma estratégia eficaz, consistente e automática de fazer essas reformas necessárias no aparelho estatal, sem que seja necessário mexer e agitar muito o caldeirão político.
    Essa fórmula consistiria em promover, através de projeto de lei de iniciativa popular, uma reforma “tecnica”, em movimentos de base jurídica, provocando rombos estratégicos no casco do Titanic predador, que acabarão por levá -lo a pique:
    – Alterar qualitativamente a Lei de Responsabilidade Fiscal, não para reforçar os limites quantitativos da gastança, nem para congelar despesas, como a recente PEC do Teto propõe fazer, aliás como se faz cosmeticamente de tempos em tempos, só para criar novos parâmetros da violação, mas para forçar o setor público, em seus três níveis de governo (união, estados e municípios) a poupar obrigatoriamente uma parte de suas receitas, poupança essa que iria para um fundo federativo de poupança e investimento (tipo FUNDEB), podendo os recursos serem resgatados pelos governantes tão somente para financiamento de projetos de investimento, devidamente avaliados e aprovados pelo agente gestor do fundo (que poderia por exemplo ser o BNDES). Essa pequena mas profundamente impactante alteração qualitativa na LRF produziria consequências tremendamente positivas para sanear o setor público, pois além de aumentar drasticamente o nível de poupança e investimento do País, tradicionalmente muito baixos, forçaria a um redesenho automático do sistema de gestão pública;
    – Alterar e alongar significativamente o perfil da dívida pública, eliminando completamente os títulos pós-fixados, baseados na taxa SELIC, e somente operando com títulos pré-fixados, remunerados pelo desconto no valor de face, como nos títulos americanos.
    – Limitar severamente, por lei o montante de títulos da dívida pública que cada membro do cartório bancário nacional possa carregar dentre seus ativos. Isto terá um tremendo impacto no cartório bancário, contribuindo para reformulá-lo e torna-lo um sistema mais competitivo, menos cartorial, e mais aberto a financiar as atividades produtivas no País, ou seja, mais propenso a correr riscos e a se fortalecer pelos ganhos maiores advindos do financiamento ao setor privado.
    Estamos convictos de que essas alterações jurídicas, técnicas, provocarão com o passar do tempo, de forma automática, severos danos ao secular e maligno sistema de dominação política e econômica, desintegrando-o paulatinamente, até a sua total e final substituição por um sistema realmente democrático, que sirva de fato aos interesses do povo brasileiro.

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  • Nos anos 90 se falou cansativamente no controle externo do Judiciário. Com as reformas da era FHC foi implantado o CNJ, mas o tal de controle externo ficou para as calendas. Evidentemente que o espírito das reformas deve voltar, agora com propostas mais claras do ponto de vista de ação tática, sem incorrer nos erros contemporizadores do passado porque a sociedade está organizada e disposta a dar o empurrão que falta ao sistema político para viabilizá-las. Todavia, a maior dificuldade não consiste apenas em dobrar as corporações. O problema principal se encontra na necessidade de combater o lulopetismo e derivados que se tornaram a força ideológica mais forte do estatismo corporativo, e sem dúvida alguma, agem com um enorme dissipador de forças e energias para o país se livrar do entulho estrutural enraizado na mentalidade dirigente.

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    • Fernando Lencioni disse:

      Como o Fernão sempre diz: o controle do poder tem que estar na mão do povo. Mas quando se levantou a bandeira do controle externo do judiciário eles fizeram um lobby fortíssimo para que o controle ficasse nas mãos deles mesmos. É essa corrupção que o deputado fala e que foi responsável por criar o CNJ do jeito que é hoje. E saibam. O CNJ ainda que funciona bem (kkk), pois o CNMP, que é o controle externo do MP, é inútil, pois tomado por um corporativismo titânico. Os imbecís dos deputados e senadores – covardes que são – pensavam que os juízes e promotores vão aliviar para eles se eles atendessem os pedidos deles. Kkkk. Deu no que deu. Bem feito.

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      • Fernando Lencioni disse:

        “Iriam aliviar”

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      • Fernão disse:

        é isso aí, fernando.
        o Brasil está sob uma ditadura de uma minoria, que como toda ditadura de minorias, vive de vender privilégios a outras minorias.
        faz isso porque pode, porque fica impune, porque ninguém de fora do esquema tem o poder de afeta-la.
        só pondo um “patrão” com poder de demitir esses ditadores esse esquema começa a ruir e se pode pensar em outro que passe a jogar a favor de quem pode demiti-lo para evitar perder o “emprego”.

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  • José Silverio Vasconcelos Miranda disse:

    A maioria se esquece que a ” Constituição Cidadã ” foi escrita por parlamentares e senadores com mandato e dizem a boca pequena que
    cobravam um mínimo de US$200 mil para inclusão de artigos que trouxessem benefícios a corporações. No fim e ao cabo, estamos à mercê de três poderes, todos eles comandados por interesse de grupos e interesses corporativos. Quanto ao judiciário , basta perguntar quantas
    punições foram feitas aos seus membros pelo CNJ. Pouquíssimas e ridículas. O CNMP também não pune seus membros. Sequer existem
    críticas quando o assunto é falar contra os iguais. O mesmo se dá com a Imprensa, com a OAB, todos os Conselhos Federais de classe, sem
    exceção. A entidades de empresários são comandadas pelos mesmos nomes, ” Ad aeternum “. O mesmo se dá com as entidades de operários e funcionários públicos. O legislativo e o executivo são ” casas de compadrio”. O mesmo se dá nos tribunais superiores. Dizer que o povo é melhor e não merece o que tem, é discurso cansado e batido. Infelizmente, moramos e vivemos em um País onde a maioria, se puder,
    aceitaria sem nenhum pudor a oferta de um benefício ou de uma “boquinha “. Vamos malhar o ferro frio. Aliás , antes da invenção dos altos-fornos, nas forjas catalãs, malhava-se o minério para tirar as impurezas. Com o ferro, moldava-se ferramentas de trabalho. Vamos
    malhar. Quem sabe possamos encontrar eco.

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  • Carlos Taquari disse:

    A insuspeita Eliana Calmon já havia manifestado sua estranheza diante da ausência de nomes do Judiciário na Operação Lava Jato.
    Não há como se surpreender, também, com o fato de que as filhas de dois ministros do STF se tornaram desembargadoras apenas 30 e poucos anos…..

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  • Marcelo Schunn Diniz Junqueira disse:

    Para saber do que o sistema é capaz, leiam “A Revolta de Atlas”. Um clássico que falta na biblioteca de Brasília.

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  • Fernando Camargo disse:

    Como jâ foi dito aqui.
    O problema é EXTRUTURAL!!!!!!!!!

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