Como você é rapinado

1 de maio de 2015 § 18 Comentários

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    1.72 Para captar US$ 202,8 BILHÕES, ao câmbio de R$ 1,80, do “Investidor B”, para o Tesouro Nacional repassar esses recursos ao BNDES, o Brasil arca com três custos, descritos nas tabelas, em anexo, constantes da planilha intitulada “Juros pagos pelo Brasil a investidores – BNDES.xls” ou nos arquivos, em anexo, intitulados “Juros Pagos Pelo Brasil ao Investidor A.jpeg”, “Juros Pagos Pelo Brasil ao Investidor B.jpeg”, “Juros Recebidos pelo Brasil.jpeg” e “Bonus Cambial.jpeg”:

    a) Primeiro Custo-Primeira Operação-Primeira Taxa Selic-“Investidor A” (Investidores Coletivos): venda de títulos públicos federais, para obter R$ 365.200.000.000,00 (TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS). Para que esse dinheiro, Senhor Analista, que vai ser captado pelo Tesouro Nacional? Esses recursos são captados de diversos investidores, no Brasil, em reais, para que o Brasil faça o câmbio para o “Investidor B” (donos dos US$ 202,8 BILHÕES), já que o Brasil não obtêm esses recursos do caixa do Tesouro Nacional para transformar os dólares dos investidores em reais:

    Ano Valor do Capital-R$ Selic Juros Pagos-R$ Saldo Devedor-R$

    1º 365.000.000.000,00 9% 32.850.000.000,00 397.850.000.000,00

    2º 397.850.000.000,00 9% 35.806.500.000,00 433.656.500.000,00

    3º 433.656.500.000,00 9% 39.029.085.000,00 472.685.585.000,00

    4º 472.685.585.000,00 9% 42.541.702.650,00 515.227.287.650,00

    Observação: Na tabela acima fica fácil de compreender que, apenas, para fazer o câmbio, e captar US$ 202,8 BILHÕES, o Brasil pagará R$ 150.227.287.650,00 (Cento e Cinquenta Bilhões, Duzentos e Vinte e Sete Milhões, Duzentos e Oitenta e Sete Mil e Seiscentos e Cinquenta Reais), em 04 (quatro anos), à taxa de juros Selic de 9%, ao “INVESTIDOR A” (Diversos investidores que compraram títulos públicos federais, no valor de R$ 365.200.000.000,00 (TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS).

    b) Segundo Custo – Segunda Operação – Segunda Taxa Selic-“Investidor B” (Donos dos US$ 202,8 BILHÕES): aplicam R$ 365.200.000.000,00 (TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS) em títulos públicos federais que, finalmente, são entregues ao Tesouro Nacional, que os repassa ao BNDES:

    Ano Valor do Capital-R$ Selic Juros Pagos-R$ Saldo Devedor-R$

    1º 365.000.000.000,00 9% 32.850.000.000,00 397.850.000.000,00

    2º 397.850.000.000,00 9% 35.806.500.000,00 433.656.500.000,00

    3º 433.656.500.000,00 9% 39.029.085.000,00 472.685.585.000,00

    4º 472.685.585.000,00 9% 42.541.702.650,00 515.227.287.650,00

    c) Terceiro Custo – Bônus Cambial: É a diferença de câmbio, entre o momento “A”, quando os investidores trazem recursos em dólares, para o Brasil, e o momento “B”, quando os investidores levam seus recursos, em dólares, para fora do Brasil. É um conceito fácil de entender, conforme o exemplo abaixo (Vide aba “Juros e Bonus Cambial Total” ou arquivo “Juros e Bonus Cambial Total.jpeg”, em anexo):

    Ano Capital – R$ Taxa (*) Juros – R$ Capital + Juros

    1º* 486.933.333.333,34 9% 43.824.000.000,00 530.757.333.333,34

    2º 530.757.333.333,34 9% 47.768.160.000,00 578.525.493.333,34

    3º 578.525.493.333,34 9% 52.067.294.400,00 630.592.787.733,34

    4º 630.592.787.733,34 9% 56.753.350.896,00 687.346.138.629,34

    Total Dos Juros Pagos Pelo Brasil ao “INVESTIDOR B”: R$ 200.412.805.296,00

    * Taxa de Juros (Selic), na forma anual, paga pelo Brasil a compradores de títulos públicos federais

    Capital Inicial em US$: 202.888.888.888,89

    Câmbio: R$ 2,40

    I. Digamos que você, como investidor, trouxe US$ 202.888.888.888,89, para o Brasil, ao câmbio de R$ 2,40, recebe R$ 486.933.333.333,33, aplica esses reais em títulos públicos federais, e quatro anos depois, leva os juros (R$ 200.412.805.296,00) mais o capital inicial, em reais (R$ 486.933.333.333,33), convertidos, para dólar (US$ 270.518.518.518,52), ao câmbio de R$ 1,80, para fora do Brasil;

    II. O leitor percebeu que trouxe US$ 202.888.888.888,89, para o Brasil, e quatro anos depois vai levar US$ 270.518.518.518,52, para o exterior. Essa diferença de US$ 67.629.629.629,63 é o bônus cambial;

    III. Neste exemplo, o bônus cambial de US$ 67.629.629.629,63 representou um ganho, para você, como investidor, de 33,33% sobre o capital, inicial, em dólares, trazido ao Brasil (US$ 202.888.888.888,89), mais os juros, em reais, de R$ 200.412.805.296,00;

    IV. Convertendo o bônus cambial (US$ 67.629.629.629,63), para reais, ao câmbio de R$ 2,40, obtemos R$ 162.311.111.111,11, o que representa ganho, para o investidor, de 33,33% relativamente ao capital original de R$ 486.933.333.333,33;

    V. Os juros de R$ 200.412.805.296,00 representam ganho, para o investidor, de 41,16% relativamente ao capital original de R$ 486.933.333.333,33.

    1.73 Nas tabelas acima fica fácil de compreender que os R$ 365.200.000.000,00 (TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS) que o Tesouro Nacional captou, para repassar, ao BNDES, tem custos, relativos a juros de R$ 150.227.287.650,00 (Cento e Cinquenta Bilhões, Duzentos e Vinte e Sete Milhões, Duzentos e Oitenta e Sete Mil e Seiscentos e Cinquenta Reais), em 04 (quatro anos), à taxa de juros Selic de 9% a.a., que o Brasil pagou ao “INVESTIDOR A” (Diversos investidores que compraram títulos públicos federais para o Brasil fazer o câmbio, no valor de R$ 365.200.000.000,00 — TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS — e poder internalizar US$ 202,8 BILHÕES, pertencentes ao “INVESTIDOR B”, MAIS CUSTOS, relativos a juros de R$ 150.227.287.650,00 (Cento e Cinquenta Bilhões, Duzentos e Vinte e Sete Milhões, Duzentos e Oitenta e Sete Mil e Seiscentos e Cinquenta Reais), em 04 (quatro anos), à taxa de juros Selic de 9% a.a., que o Brasil pagou ao “INVESTIDOR B” (Diversos investidores que são donos dos US$ 202,8 BILHÕES e que compraram títulos públicos federais, no valor de R$ 365.200.000.000,00 (TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS) QUE, FINALMENTE SÃO ENTREGUES AO TESOURO NACIONAL QUE OS REPASSE AO BNDES.

    1.74 Um momento Senhor Analista, antes de prosseguirmos! Pelo que entendi, em uma operação de captação, externa, de US$ 202,8 BILHÕES, ao câmbio de R$ 1,80, o Brasil paga, em 04 anos, juros de R$ 150.227.287.650,00 (Cento e Cinquenta Bilhões, Duzentos e Vinte e Sete Milhões, Duzentos e Oitenta e Sete Mil e Seiscentos e Cinquenta Reais), que corresponde a uma taxa Selic de 9% a.a., ao “INVESTIDOR A” e, também, paga MAIS R$ 150.227.287.650,00 (Cento e Cinquenta Bilhões, Duzentos e Vinte e Sete Milhões, Duzentos e Oitenta e Sete Mil e Seiscentos e Cinquenta Reais), que corresponde a uma taxa Selic de 9% a.a, ao “INVESTIDOR B”, correto? Correto!

    1.75 Essas duas operações, sucessivas, significam que o total de juros pagos, pelo Brasil, ao “INVESTIDOR A” e ao “INVESTIDOR B”, é de R$ 300.454.575.300,00 (Trezentos Bilhões, Quatrocentos e Cinquenta e Quatro Milhões, Quinhentos e Setenta e Cinco Mil e Trezentos reais), em quatro anos? Correto? Correto!

    1.76 Para o Tesouro Nacional repassar R$ 365.200.000.000,00 (TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS) ao BNDES, o Brasil faz uma dívida de R$ 365.200.000.000,00 (TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS) junto ao “INVESTIDOR A”, no PRIMEIRO MOMENTO, e, NO SEGUNDO MOMENTO, faz MAIS OUTRA DÍVIDA de R$ 365.200.000.000,00 (TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS) junto ao “INVESTIDOR B”, ao custo de R$ 300.454.575.300,00 (Trezentos Bilhões, Quatrocentos e Cinquenta e Quatro Milhões, Quinhentos e Setenta e Cinco Mil e Trezentos reais), em 04 anos, com taxa Selic de 18% a.a. ou 9% a.a. em cada uma das duas operações citadas anteriormente. Senhor Analista, estou surpreso! Nunca li ou vi nenhuma análise com essa abrangência e profundidade na imprensa brasileira! Pois é! Eu também fiquei surpreso quando fui investigar, sozinho, algumas verdades que a política, os políticos, os empresários e a imprensa não dizem, por que não sabem ou, talvez, em alguns poucos casos, não dizem a verdade, sabendo da verdade, por que interessa ao “Sistema Espoliativo do Povo Brasileiro” ocultar essas verdades! O FATO É QUE, SE ALGUMAS VERDADES NÃO COMEÇAREM A SER DITAS, O BRASIL VAI É QUEBRAR DE VERDE E AMARELO, COM ORDEM E COM PROGRESSO!

    1.77 Entretanto, não podemos nos esquecer das RECEITAS. Que receitas Senhor Analista? Os US$ 202,8 BILHÕES, captados do “INVESTIDOR B”, entram para as reservas, em dólares, do Brasil, e são aplicados, pelo Banco Central do Brasil-Bacen, em títulos do Governo dos EUA, por 04 (quatro anos), a uma taxa de juros de 0,5% a.a., gerando receitas de US$ 7.358.962.828,25 que, ao câmbio de R$ 1,80, se transformam em receitas de R$ 13.246.133.090,85 (Treze Bilhões, Duzentos e Quarenta e Seis Milhões, Cento e Trinta e Três mil Reais e Noventa Reais e Oitenta e Cinco Centavos), em quatro anos.

    1.78 Para o Tesouro Nacional repassar R$ 365.200.000.000,00 (TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS) ao BNDES, o Brasil faz uma dívida de R$ 365.200.000.000,00 (TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS) junto ao “INVESTIDOR A”, no PRIMEIRO MOMENTO, o que gera custo, com pagamento de juros, provenientes da taxa Selic de 9% a.a., em 04 anos, de R$ 150.227.287.650,00 (Cento e Cinquenta Bilhões, Duzentos e Vinte e Sete Milhões, Duzentos e Oitenta e Sete Mil e Seiscentos e Cinquenta Reais) e, no SEGUNDO MOMENTO, FAZ MAIS OUTRA DÍVIDA de R$ 365.200.000.000,00 (TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS) junto ao “INVESTIDOR B”, o que gera custo, com pagamento de juros, provenientes da taxa Selic de 9% a.a., em 04 anos, de R$ 150.227.287.650,00 (Cento e Cinquenta Bilhões, Duzentos e Vinte e Sete Milhões, Duzentos e Oitenta e Sete Mil e Seiscentos e Cinquenta Reais).

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    1.79 Em outras palavras, resumindo, para o Tesouro Nacional repassar R$ 365.200.000.000,00 (TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS) ao BNDES, o Brasil faz dívidas, TOTAIS, de R$ 730.400.000.000,00 (SETECENTOS E TRINTA BILHÕES E QUATROCENTOS MILHÕES DE REAIS), junto ao “INVESTIDOR A” e junto ao “INVESTIDOR B”, o que gera CUSTO, TOTAL, COM PAGAMENTO DE JUROS, provenientes de DUAS taxa Selic de 9% a.a., em 04 anos, de R$ 300.454.575.300,00 (Trezentos Bilhões, Quatrocentos e Cinquenta e Quatro Milhões, Quinhentos e Setenta e Cinco mil e Trezentos reais), mais RECEITAS de R$ 13.246.133.090,85 (Treze Bilhões, Duzentos e Quarenta e Seis Milhões, Cento e Trinta e Três mil Reais e Noventa Reais e Oitenta e Cinco Centavos), em quatro anos, decorrentes de aplicação de recursos, em dólares, em títulos públicos federais e, SIMPLESMENTE, TODO ESSE PROCESSO DE ENDIVIDAMENTO, VERTIGINOSO, ACONTECE SEM NENHUM TIPO DE FISCALIZAÇÃO DA SOCIEDADE, POR MEIO DO CONGRESSO NACIONAL, QUE PAGA IMPOSTOS PARA SUSTENTAR ESSA “FARRA COM DINHEIRO DO CONTRIBUINTE”. ISTO É INCRÍVEL!

    1.80 Para o Tesouro Nacional capitar R$ 365.200.000.000,00 (TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS), para repassar para o BNDES, o Brasil incorre nos custos e nas receitas abaixo:

    a) Custo de 18% (duas taxas Selic de 9% a.a.) nas duas operações, consecutivas, com o “INVESTIDOR A” e com o “INVESTIDOR B”;

    b) Custo do bônus cambial de 33,3%;

    c) Receita de 0,5% a.a. com aplicação de recursos das reservas brasileiras, em dólares, em títulos do Governo dos EUA.

    1.81 Em resumo, para o Tesouro Nacional capitar R$ 365.200.000.000,00 (TREZENTOS E SESSENTA E CINCO BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES DE REAIS), para repassar para o BNDES, o “Investidor A” e o “Investidor B” incorrem nos custos e nas receitas descritas abaixo:

    a) Embolsam receita de 18% a.a. (duas taxas Selic de 9% a.a.) nas duas operações, consecutivas, com o “INVESTIDOR A” e com o “INVESTIDOR B”;

    b) Embolsam receita proveniente do bônus cambial de 33,3%, perfazendo total, de receitas, finais, de 42,3% (18% a.a. das duas Selic + 33,3% de bônus cambial);

    c) Incorrem nos custos com pagamento de impostos incidentes sobre os ganhos com aplicações financeiras;

    d) Se você, como investidor, pagar 30% de Imposto de Renda e IOF, incidentes sobre o total de juros recebidos (R$ 200.412.805.296,00), em 04 anos, no valor de R$ 60.123.841.588,80, fará com que seus ganhos, em relação ao capital inicial (R$ 486.933.333.333,33), diminuam de 41,2% para 28,5%.

    1.82 Dessa forma, no final, o ganho do investidor, será o bônus cambial de 33,3% + 28,5% (Juros recebidos depois de pagos impostos), perfazendo total, final, de ganho, de 61,8% em relação ao capital, original (R$ 486.933.333.333,33), quatro anos depois.

    1.83 Se você, como investidor, EMPRESTOU US$ 202.888.888.888,89, NO EXTERIOR, para trazer para o Brasil, e está pagando juros de 3% a.a., para algum banco estrangeiro, que lhe emprestou esse dinheiro, em dólares, ainda assim estaria lucrando 58,8% nessa operação de emprestar dinheiro, em dólares, no exterior, para aplicar, em reais, no Brasil, em títulos públicos federais, recebendo uma taxa Selic de 9% a.a., mais bônus cambial de 33,3%, menos 30% de impostos (Imposto de Renda e IOF), incidentes sobre os ganhos financeiros), o que o mercado denomina de “carry trade”. O “carry trade” é um dos grandes problemas de competitividade do Brasil! Por quê o “carry trade” é um dos grandes problemas de competitividade do Brasil? Qual é o empresário que podendo ganhar 58,8% em uma operação de “carry trade” (ESPECULAÇÃO FINANCEIRA) vai investir recursos nos fatores de produção da empresa pela qual é responsável?

    1.84 Dessa forma, caros cidadãos, brasileiros, contribuintes que pagam impostos para manter essa verdadeira farra, irresponsável, com o dinheiro público, no Brasil, nota-se que o Tesouro Nacional, juntamente com o BNDES, criaram uma forma, bastante, criativa, perigosa e muito cara, financeiramente, de burlar o controle de endividamento público, no Brasil, pois o Congresso Nacional não autoriza esses gastos exorbitantes do Tesouro Nacional, mediante repasses ao BNDES e, na prática, o Governo Federal, está gastando muito mais do que foi autorizado a gastar, quando da aprovação do Orçamento Anual de Gastos Públicos Federais, pelo Congresso Nacional. Eu diria que se encontrou uma FORMA CRIATIVA DE BURLA DO CONTROLE DE GASTOS PÚBLICOS, NO BRASIL, e jogando fora, de uma vez por todas, a responsabilidade fiscal, contida na Lei de Responsabilidade Fiscal, que continua existindo, mas na prática, está sendo burlada com a concordância, tácita, do Congresso Nacional, da Controladoria Geral da União, do Tribunal de Contas da União, do Ministério Público Federal e, por fim, de toda a sociedade brasileira. Isto é incrível!

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    1.85 Início

    Serra critica custo fiscal de swaps e da política monetária

    Ribamar Oliveira e Alex Ribeiro – De Brasília

    Senador defende fim da obrigatoriedade de a Petrobras participar de todos projetos do pré-sal

    Fonte – Link http://www.valor.com.br/brasil/4024148/serra-critica-custo-fiscal-de-swaps-e-da-politica-monetaria

    O senador José Serra (PSDB-SP) vê dois pesos e duas medidas nas críticas feitas ao subsídio implícito nos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas que poupam os custos fiscais do programa de swaps cambiais e da alta dos juros básicos.

    Defensor do modelo das Concessões para o pré-sal, Serra diz que hoje seria muito difícil extinguir o sistema de partilha para destravar o setor. Para ele, boa parte do problema já seria resolvido se a Petrobras fosse desobrigada de ter uma participação mínima de 30% em todos empreendimentos de extração de petróleo. Ele defende uma reestruturação da estatal.

    Em entrevista ao Valor, cujos principais trechos são reproduzidos abaixo, Serra se mostra cético sobre as chances de sucesso da fórmula do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para retomar o crescimento da economia, que inclui integrar as cadeiras produtivas e equalizar taxas de juros. “Se for isso, estamos roubados”, disse.

    Valor: Como o senhor vê a atual crise brasileira?

    José Serra: A raiz da crise está no segundo mandato do Lula. Em 2008, o Brasil já tinha a maior taxa de juros do mundo, inclusive em termos de diferencial. Depois da queda do Lehman Brothers, o Brasil demorou cinco meses para mexer nos juros. O mundo inteiro reduzindo. Depois houve uma desvalorização, com o dólar chegando a R$ 3. O Brasil manteve disparado o maior diferencial de juros para ser aproveitado pelo capital internacional especulativo. Isso resultou em uma sobrevalorização cambial monstruosa, em um contexto de aumento de demanda por causa de outras políticas, de crédito, fiscal etc.

    Valor: E qual a consequência disso?

    Serra: Boa parte dessa demanda foi jogada para os produtos importados. As importações substituíram a produção doméstica. Esse foi um golpe decisivo na indústria brasileira, cujo nível de produção hoje deve ser 10%, 15% inferior a 2008. A indústria nunca mais se recuperou. Essa variável é crítica. Isso tem a ver com o atual déficit em conta corrente e com a queda do investimento. O segundo problema é que o gasto público compensatório, que é normal em uma situação de crise. Mas o aumento do gasto que eles fizeram foi da forma mais perversa.

    Valor: Como assim?

    Serra: Eles aumentaram os gastos permanentes. Mais ainda, os setores mais bem remunerados do funcionalismo, criando uma rigidez fiscal descomunal. Não estou aqui para absolver o período de governo da Dilma, até porque ela foi corresponsável pelo que se fez no segundo governo Lula. Mas não foi ela que deu o nó fiscal. O nó fiscal foi dado pelos aumentos anteriores. Uma terceira variável foi o governo federal não ter aproveitado o enorme potencial que existe para investimentos em Infraestrutura.

    Valor: E o primeiro governo Dilma?

    Serra: Ela devia ter feito um plano, que era turbinar a economia em três setores: Infraestrutura, Comércio Exterior e petróleo. Mas eles atrasaram as Concessões, não avançaram nos acordos comerciais, pois ficaram atrelados ao Mercosul e, na área do petróleo, eles deram nó em pingo de óleo. Eles vieram com o método da partilha de produção, que foi feito por motivações eleitorais. O método da partilha atrasou investimentos.

    Valor: Mas a presidente Dilma criou a nova matriz econômica…

    Serra: Sim, mas isso são palavras.

    Valor: Mas o governo não reduziu os juros, promoveu uma desvalorização cambial, fez desonerações tributárias e ampliou os recursos do BNDES para investimentos?

    Serra: Mas o câmbio, na média, ficou muito atrasado. Na verdade, veja a herança que ela recebeu do Lula, ou do governo Lula-Dilma. A pior coisa que um governo pode receber de outro é câmbio hipervalorizado, pois não tem margem de manobra. O Lula recebeu do Fernando Henrique Cardoso um câmbio hiperdesvalorizado, graças ao “efeito Lula”. Ou seja, com um raio de manobra tremendo para controlar a inflação.

    Valor: O senhor está fazendo uma crítica diferente ao primeiro governo Dilma…

    Serra: Claro que estou. Explicar que o governo Dilma deu errado porque ela baixou os juros um pouquinho, acho um absurdo.

    Valor: A narrativa que a gente ouve é que ela baixou os juros de forma artificial, fez uma tentativa de desvalorizar o câmbio em 2012, ampliou o gasto público…

    Serra: Com déficit na Balança Comercial e, sobretudo, com déficit em conta corrente, é só deixar [o câmbio desvalorizar]. O consenso de Washington pregava câmbio realista e de repente vem a moda de que a ortodoxia é câmbio megavalorizado. Isso é conversa. Ela não tinha raio de manobra para desvalorizar por causa da inflação. Em uma economia que estava sem potencial de crescimento, que estava diante de um quadro de queda dos preços das commodities, era difícil desvalorizar.

    Valor: Mas como era possível ter baixado os juros no governo Lula se a inflação chegou em quase 6% em 2010?

    Serra: Há certo ideologismo nisso… Em geral, bons economistas preferem não tratar o período [ex-presidente do BC, Henrique] Meirelles em suas análises, a política monetária no segundo mandato do Lula. É uma espécie de pacto de silêncio. Em conversas, todos concordam. Eu já conversei com gente, que são bons economistas, e que nunca disseram em público, mas concordam comigo: foi o maior erro de política econômica.

    “Não estou aqui para absolver o governo Dilma, mas não foi ela quem deu o nó fiscal, que veio com aumentos anteriores”

    Valor: De qualquer forma, o BC baixou os juros para 8,75% ao ano, percentual mais baixo da história até aquele momento…

    Serra: Não, não. Estou me referindo ao diferencial de juros. Não estou interessado só no nível. Quero saber quanto era no resto do mundo. No início de 2008, o diferencial de juros do Brasil em relação aos Estados Unidos era de 7%. Em setembro de 2008, quando já tinha crise, foi para 11,75%. No fim de 2008, foi para 12,75%. Isso é um disparate. No fim de 2009, quando o governo já tinha baixado os juros, foi para 8,75%. Com esses juros, querer ter uma economia com um desenvolvimento estável é impossível.

    Valor: Por que os investimentos não reagiram no governo Dilma?

    Serra: Alguns dizem que o governo desonerou e que os empresários não investiram. Claro que não. Eu posso te dar tudo o que você quiser em matéria de subsídio e mesmo assim você não investe, se achar que vai perder dinheiro. O exemplo é o trem-bala. Eles ficaram procurando atrair capitais para o trem-bala. Chegaram a oferecer praticamente juros negativos, garantia de demanda. O pessoal não investiu, porque pagar o principal em um mau negócio, já é um péssimo negócio. O fato é que o câmbio esteve longe de chegar a um nível de competitividade [no primeiro mandato de Dilma]. Não foi suficiente para criar oportunidades para a indústria, que perdeu competitividade.

    Valor: O problema é só esse?

    Serra: A estabilização exige, para dar certo, que você dê um horizonte de médio e longo prazos para a economia. É importante isso. A presidente Dilma não deu isso no primeiro mandato, quando o centro da política não era a estabilização, e não está dando isso agora. Tem uma questão que é crucial, o custo Brasil, que piorou. Em uma entrevista ao Valor, logo que tomou posse, o ministro Joaquim Levy [da Fazenda] disse que para a economia crescer no médio e longo prazo é preciso integrar as cadeias produtivas e equalizar as taxas de juros. Se for isso, e depender disso, nós estamos roubados.

    Valor: Por quê?

    Serra: Porque integrar a CADEIA PRODUTIVA, quem é contra? Isso é supor o problema resolvido. Tese: preciso resolver o problema brasileiro. Hipótese: o problema está resolvido. Não integra porque é caro. Tem o custo Brasil no meio. Será que alguém é contra fazer CADEIA PRODUTIVA no Brasil? Os índices de proteção tarifária são baixos, inclusive no Brasil. Hoje as barreiras não comerciais são essenciais.

    Valor: E como se chega lá?

    Serra: Tem que reduzir o custo Brasil e fazer entendimentos comerciais, aproveitar o tamanho da importação brasileira. Vou propor que o Brasil faça um acordo bilateral de comércio com os Estados Unidos. Bilateral. Não multilateral, não com o Mercosul, isso e aquilo. Vamos fazer um acordo com os americanos. É muito mais vantagem. O Brasil tem tamanho para isso. Não tem que ficar arrastando outros países. Eu vivo repetindo isso há décadas: o Mercosul é uma trava.

    Valor: E sobre a equalização das taxas de juros proposta por Levy?

    Serra: Qual é a explicação agora? O juro básico é alto porque tem subsídio nessa taxa. Uma ova. Não é por causa disso que subiram a taxa de juros. Ah, diminuiu a potência da política monetária! Isso é conversa. Agora, nivelar taxa de juros implica inclusive você pegar o fundo de desenvolvimento do Norte, do Nordeste e do Centro Oeste, que tem R$ 10 bilhões a mais por ano, e botar na taxa de juros Selic. Essa suposta taxa Selic menor. Quero ver quem vai fazer isso.

    Valor: Mas não é um problema esse subsídio não orçamentário do BNDES e os aportes de recursos que pressionam a dívida bruta?

    Serra: Claro, como tem também outras operações. Por exemplo, os swaps cambiais. Quem pagou isso? Isso não está no Orçamento. Já viu alguém reclamando disso? Ninguém reclama. Por que só o BNDES? Eu quero que esteja no Orçamento. O Brasil é o país onde a política de metas de inflação tem mais implicações fiscais. Em geral, essa é uma política de sintonia fina, de ajustes na margem. Esse fenômeno não é, em geral, considerado. No Brasil, isso tem um aspecto central. A conta que eu fiz é que, neste ano, com a despesa decorrente do aumento de juros pós-reeleição e mais as perdas com as operações de swaps, chega-se a R$ 87 bilhões. São R$ 21 bilhões a mais do que a meta de superávit primário para o setor público (fixada em R$ 66,3 bilhões). E R$ 32 bilhões a mais do que a meta do governo federal. Vejo pouca discussão em torno disso.

    Valor: É um tema que o sr. tem levantado no Senado.

    Serra: Quando o Tombini [Alexandre Tombini, presidente do Banco Central] esteve aqui na CAE [Comissão de Assuntos Econômicos], eu perguntei a ele, como fiz também ao Levy, qual era a razão para o aumento dos juros. Se temos no Brasil queda de demanda, produção caindo e uma inflação de preços administrados, por que subir os juros? Isso é uma autotelia, que é um fenômeno cuja causa é ele próprio. É assim, porque é assim. Na verdade, eles não deram uma explicação. O argumento é que é para acalmar as expectativas. Mas temos que confrontar isso com os efeitos fiscais. No Brasil, não se leva em conta esses efeitos. Eu tenho dever, como parlamentar, de levantar essas questões.

    Valor: Se o impacto fiscal dos swaps está também errado, isso não torna o impacto fiscal do BNDES certo…

    Serra: Também acho. O FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador] quem colocou fui eu, na Constituição. O PIS e o PASEP já existiam. Mas nós pusemos nas disposições constitucionais transitórias que 40% dos recursos do FAT iriam para o BNDES aplicar. E o FAT passou a ser um dinheiro mais barato. A moda era subsídio. Subsídio uma ova. Estou arrecadando, o custo é de arrecadação, eu estou pagando o custo de arrecadação. Mas o FAT secou. E o FAT não secou apenas, embora isso seja importante, por causa das fraudes do seguro-desemprego. O elemento básico é o salário mínimo, que duplicou. No fundo, essa linha de financiamento [empréstimos do Tesouro ao BNDES] veio substituir o FAT. Agora, aí você tem um problema mais grave que é a inexistência de financiamento de longo prazo privado no Brasil. Que não depende só de incentivos não, porque a Selic acaba sendo o piso. E ninguém vai investir para pegar um dinheiro para um investimento de 10 anos ou 15 anos com a taxa Selic. Tira o cavalinho da chuva.

    Valor: Então as novas Concessões vão ter que ter financiamento favorecido?

    Serra: Vão ter financiamento favorecido. Não tem jeito. Agora, o Levy pode inventar um subsídio, que é não tributar…

    Valor: Algo tem que mudar no modelo do BNDES?

    Serra: Você pode dizer, evidentemente, que faltam critérios e prioridade aos empréstimos do BNDES. Aí estou inteiramente de acordo. Ouço falar de grupos econômicos sólidos, até competentes, que tem crédito até para se expandir no exterior. Eu não daria o menor incentivo. O Brasil é um país que precisa de capitais, não de exportar capitais. Não é que vou discriminar contra exportar capitais. Mas não vou subsidiar. Não tem cabimento isso. Nesse sentido falta uma política. Agora, a culpa não é do Luciano Coutinho [presidente do BNDES]. Quem tem que fixar prioridades é o governo. Certamente não é fusão… Eu teria a lista do que não pode ser. Seria um avanço.

    Valor: Feito o ajuste fiscal, o Brasil volta a crescer?

    Serra: Não necessariamente. A União Europeia está há cinco anos fazendo o ajuste, e crescer que é bom… Todo ajuste tende a ser um tanto desajustado. Com o perdão pelo oximoro. O nosso ajuste tende a ser mais desajustado do que o de costume, não só por causa do tamanho dos desequilíbrios, mas porque não é um ajuste que veio em cima de uma economia bombando. Suponha que a economia está bombando, inflação lá em cima, demanda explodindo, e você vai lá e põe o pé no freio.

    “Tenho um projeto que é tirar a obrigatoriedade da Petrobras participar de todos os investimentos”

    Valor: Mas o senhor está de qualquer forma preocupado com o descontrole fiscal, tanto que está apresentando um projeto sobre um certo controle sobre a dívida.

    Serra: Acho que ajuda o Brasil no curto prazo, embora seja uma medida de longo prazo. A ideia é ter também tetos e limites de endividamento para a União. Já existe para Estados e municípios, tem que ter também para a União. Outra questão que precisa ser corrigida é que, hoje, não há uma gestão conjunta da dívida entre o Tesouro e o Banco Central. Cada um apita para o seu lado. O Tesouro se livrou dos papéis pós-indexados, que agora são usados pelo BC nas operações compromissadas. Essa falta de gestão conjunta encarece a administração da dívida.

    Valor: O que mais precisa ser feito?

    Serra: Vou também ser nomeado relator de outra proposta que cria o Conselho de Gestão Fiscal. Na verdade, o que eu quero é pelo menos padronizar, harmonizar procedimentos contábeis, até para resolver dúvidas. Você terá um conselho que não é bem de controle, como o TCU, no sentido que interfere, manda fazer isso e aquilo. Mas ele produz um material que vai servir, incluindo para imprensa e o governo, as autoridades econômicas.

    Valor: A crise política dificulta o ajuste?

    Serra: Eu me fio muito numa matéria do Valor, mostrando que o que passa pelo Congresso é 20% ou 25% do ajuste. Eu acho realista isso. O problema do governo não é o Congresso, não é a oposição. O problema do governo é o próprio governo. Um governo fraco. A instabilidade vem da fraqueza do governo. Não vem do Congresso nem da oposição, que estão longe de ser radicais. O que pode se esperar do Congresso é que não aprove loucura fiscal. Se já fizer isso, está de bom tamanho.

    Valor: Como tirar a Petrobras do buraco em que está?

    Serra: O setor de petróleo tem que ser reestruturado. Acho que tem que criar uma holding, mas com empresas independentes. Não como é hoje, quando o Conselho da Petrobras manda em tudo. É preciso ter empresas independentes. Pode tudo chamar Petrobras. Temos a área de prospecção e extração. Teríamos que abrir o capital. Por exemplo, a Transpetro e a Gaspetro tinham que abrir o capital. Inclusive pode vender o controle para o setor privado. Como fez o Banco DO BRASIL com seguro e Cartão de Crédito. Foi um processo muito bem-sucedido, ele ganhou uma nota. Acho que na área de seguro tem 70%, sem o controle. E fica faturando. Essas duas áreas podem dar uma nota. Tem um potencial, pode dar uns R$ 100 bilhões se for bem estruturado e colocado para funcionar. E deixa a área privada tocar. Qual é o problema? Como o BB fez e não teve nenhuma gritaria.

    Valor: A discussão sobre a partilha vai voltar?

    Serra: Tenho um projeto que é tirar a obrigatoriedade da Petrobras participar de todos os empreendimentos. Não sou contra acabar a partilha, mas aí é uma luta. Já tem, já tem uma área, então deixa lá. Mas tira a obrigatoriedade da Petrobras entrar em tudo e por 30%. Quando for bom negócio, pode entrar, quando não… Tirar pelo menos isso. Que acho que seria outra coisa boa. Mudar o sinal. Tem aí varias coisas que mudam expectativas, que o governo não faz. É uma coisa incrível. Aí entra a coisa da inépcia, de visão, de tudo mais.

    Fim

    Continua

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  • Fabio de Araujo disse:

    É uma análise complexa, mas mostra que as operações realizadas pelo do Tesouro Nacional não são transparentes. Haja dinheiro oriundo dos impostos que a sociedade paga para viabilizar todas essas operações desvantajosas ao país. É uma transferência de renda brutal da sociedade brasileira como um todo para grupos econômicos que emprestam do BNDES a custo mais baixo do que se paga aos investidores (funding). O BNDES vai alegar que a diferença será a renda criada por essas empresas ao investir em seus negócios. Alguém já fez essa conta? Desconheço.

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  • honorio sergio disse:

    A sociedade Brasileira em vez de fiscalizar o que acontece com seu dinheiro saqueado através de impostos, prefere assistir novelas,futebol ou algum culto religioso!

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  • De forma singela em todos os atos praticados somos vítimas da fúria fiscal e ou de seus agentes formais ou daqueles informais através de:

    furto latrocínio pilhagem rapacidade rapina abafamento gatunice rapinagem rapto ratonice roubo subtraçao avidea eobiça rapagem gatunagem ……………….completem a vontade.

    Sinônimos de rapinagem são tantos e para todos os tipos na vitimologia.

    Antônimos, ao caso não são cabíveis.

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    • Luiz Barros disse:

      E matreirice… como neste caso paulista que agora se propõe à nação: caçar o cpf do sujeito até na compra de uma simples barra de chocolate, oferecendo pontos promocionais para redução de ínfima parcela de seus impostos — e induzindo o iludido contribuinte a atuar como fiscal de renda dos estabelecimentos comerciais, envolvendo-o por meio de prêmios em loterias. Mesclar tributação explicitamente com jogos de azar é o fim; seguramente esta arapuca é inconstitucional, se bem analisada. E o sujeito ainda se acha.

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  • Luiz Barros disse:

    Nota Fiscal Paulista

    http://www.nfp.fazenda.sp.gov.br/

    A homepage só não informa o valor arrecadado.

    • Em cada compra, o consumidor informa seu CPF/CNPJ e solicita sua Nota Fiscal/Cupom Fiscal ou Nota Fiscal on-line
    • O vendedor registra o CPF/CNPJ do comprador. Ele emite o Cupom Fiscal, a Nota Fiscal Tradicional ou gera, no site, a Nota on-line
    • Após o recolhimento do ICMS pelo estabelecimento, a Secretaria da Fazenda creditará ao consumidor a parcela do imposto a que ele tem direito, proporcional ao valor da compra.
    • O crédito poderá, dentro de cinco anos, ser utilizado para reduzir o valor do débito do IPVA, transferido para conta corrente ou poupança..

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    • Luiz
      No começo acreditei tratar-se de armação do IR à verificar do consumo, entendido como de aquisição de objetos produtos caros, a checarem no IR diante de “sinais aparentes de riqueza”

      Hoje nem sei mais tamanha a bagunça nos controles mais federais que estaduais, claro, levando em conta os volumes físicos de informações.

      Nos EUA e isso vivi aos menores sinais aparentes de riqueza o fisco detecta desde notícias sociais, digamos, festas , peles, viagens, carros, barcos- se bem que até determinado tamanho que não me lembro são considerados residências aos que moram nas costas e como elas financiados

      Sou testemunha de que eles iam e continuam indo seja em lojas e ou fabricantes de casacos de pelo saber quem comprou e quanto custou!!, um casaco meia boca custa no mínimo US$ 8/10 mil o que pra eles é dinheiro, afinal são pobres….e o Lula poderia doar algo como fez com a Gasbol e o contrato de fornecimento de gás.

      O que importa é que: eles tem “retorno” em benefícios da rapinagem. Aqui pagamos até pra rapinarem mais ainda.

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      • Luiz Barros disse:

        Marito,

        Alguma dúvida de que todos esses cadastros se intercomunicam?

        Ainda sou do tempo em que na faculdade discutíamos o perigo do número único de identificação de um cidadão, pelo excessivo poder de controle que isto possibilitaria ao Estado e pela possibilidade de total invasão da privacidade. Os computadores de então ainda eram aqueles gigantescos mainframes abastecidos por cartões e perfuradoras. Essa discussão hoje se fez ultrapassada: o número único prevaleceu.

        Mas, pelo que me dizem os filmes de Hollywood, se isto estiver certo, todos os filmes policiais mostram, o número de identificação universal dos cidadãos americanos é o Social Security Number, ou seja, o número que serviria a identificar os benefícios a que as pessoas tem direito. Enquanto aqui o CPF transformou-se no número universal de identificação e é exatamente o oposto: é o número que identifica os deveres financeiros do cidadão frente ao Estado, salvo distorções, e as há em quantidade.

        São muitas as arapucas. O Cadastro Positivo é outro dentre os recentes. Dá para acreditar que o comércio e os bancos precisavam disto para análise de crédito? Então banqueiros não sabiam avaliar risco e, por conta de um insuspeito sentido de altruísmo passariam a baixar juros para quem se voluntariasse a consentir que seus dados fossem vitaminados para novo incentivo ilusório ao consumo? Esses dados aliás já anteriormente existentes em bancos de dados, que constitucionalmente deveriam ser preservados, mas sempre foram compartilhados. Hoje é legal, porém creio segue sendo inconstitucional, o troca troca de informações pessoais sigilosas na praça. Então o cidadão pode assim abrir mão de direitos constitucionais invioláveis, ao simplesmente clicar com o mouse num botão de adesão? Sempre aprendi com meus professores de direito que contratos de adesão, por princípio, podem ser simplesmente invalidados se contiverem cláusulas leoninas.

        Há longo tempo li, não sei se confere, que em virtude das bolsas distribuídas à população, sob o pretexto de controle, crianças de colo já necessitam que seus pais lhes providenciem o CPF. É verdade? Se for, veja o absurdo… A mãe chega com a criança numa repartição e o sujeito pergunta: qual o seu CPF, senhora? Muito bem, e qual o CPF do nenê?

        Enquanto isto, o mais básico documento de identificação dos cidadãos brasileiros, aquele que inclusive melhor serventia haveria de ter para a Segurança Pública, este capenga… Não existe ainda o RG integrado. Cada unidade da federação emite um documento, que é estadual, e aqui parece que os cadastros não batem.

        Voltando aos impostos: perdi algum capítulo da novela?, ou o que aconteceu com a lei que obrigaria que nas notas fiscais ao consumidor fosse indicado com destaque o valor do imposto. Sou meio distraído, se isto foi implementado deve ter sido com letra de bula de remédio, bem diferente do que se vê noutros países em letras garrafais nas vitrines e nos cupons fiscais: Price x plus Tax y.

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      • Luiz
        “São muitas as arapucas. O Cadastro Positivo é outro dentre os recentes. Dá para acreditar que o comércio e os bancos precisavam disto para análise de crédito? Então banqueiros não sabiam avaliar risco e, por conta de um insuspeito sentido de altruísmo passariam a baixar juros para quem se voluntariasse a consentir que seus dados fossem vitaminados para novo incentivo ilusório ao consumo? ”

        Vc está coberto de razão. È tudo de caso pensado ao orçamento fiscal ou algo que o valha. Se fosse pra fiscalizar tem outras prioridades, por exemplo devedores macomunados com ” advogado$” do estado que deixam prescrever ações!! E não são poucas prescritas em tantas demandas fiscais que se somados os débitos darão um número absurdo.

        Tem momentos em que vc deixa de acreditar na possibilidade de futuro digno, isso pros netos. Tudo só piora começando com a dignidade daqueles sectários que tem o poder de decisão.

        A fúria fiscal já nem me incomoda tanto diante da realidade. Podem aumentar os impostos que logo logo estaremos naquele momento de Dionísio o maior vilão de Siracusa, segundo Plutarco, e que cobrando cada vez mais impostos chegou ao momento em que ninguém mais reclamou e riam pros coletores, porque não tinham mais nada como pagar.

        A grande resposável ainda é a sociedade e sem querer pregar desobediência cívica ao mesmo tempo cobrando algo equivalente ou a própria.

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  • Carmen Leibovici disse:

    Muito bom este vídeo!
    Os brasileiros aceitam lixo porque pensam que não pagam impostos.Não se dão conta de que em tudo está embutido impostos.E também não se dão conta de que esses políticos que posam de grande coisa,não são nada sem os nossos votos e o vidão de luxo ,cheio de desperdício, que eles vivem é devido ao dinheiro do pobre brasileiro que “pasta”para eles viverem como nababos.
    É um absurdo,mesmo!

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    • Carmen,
      Cada qual vive como quer mas responsabilize-se pelos resultados. Seja vidão ou vidinha não importa com o que é seu.

      Se de origem pública temos ou deveríamos ter que disso fosse atrás à punição.

      Todos tem o direito de usar de seus recursos como achar melhor. É uma decisão pessoal e não há normas nem parâmetros que determine o que fazer dentro da lei,.

      Se políticos, então não votem porque ” depois de ocorrido” não adianta lamentar. Informações não faltam e a sociedade acaba tendo o que merece. Quem procura encontra.

      Vc tem dúvidas? O que é Câmara e o Senado se não amostragem da sociedade que os elege.

      Não adianta reclamar de “leite derramado” que só aflige e não tem nenhuma eficiência.

      Como sou cético em relação a classe política não é isso que me incomoda, e sim o todo institucional.

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  • Carmen Leibovici disse:

    Esse site seria uma excelente ideia,mas parece que está muito incompleto no sentido de informações…

    Curtido por 1 pessoa

  • Lu Ciana disse:

    Esse site “ranking dos políticos” seria uma ideia fantástica, mas na real é uma piada, a Gleisi Hoffmann tá em sexto lugar no PR, a mulher é um parasita… E por que o Jean Willys está antes do Bolsonaro no RJ? Vocês avaliam políticos fazendo continhas de somar? Ideologia não vale nada? O Jean é um imbecil sem noção (e isso nada tem a ver com o fato dele ser gay por favor, o cara é um lunático independentemente desse fato)
    Só a primeira parte do vídeo vale a pena (que explica uma PEQUENA parcela da roubalheira fiscal). Agora pensa… depois de vc pagar imposto sobre absolutamente tudo, no final do ano vc paga IR do que sobrou daquilo que esse monte de impostos não comeu. (e continuam chamando os empregadores de opressores). Daí depois de pagar imposto sobre absolutamente tudo e IR todos os anos da sua vida… vc deixa herança para seus filhos e eles tem que pagar imposto sobre herança (??), como se fosse um IR, sendo que aquilo já tributado até o último centavo! ah vá!

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