Ôbaaa! O Brasil vai reduzir seus gases!

11 de dezembro de 2010 § 1 comentário

Terminou hoje (10/12) com o costumeiro e inevitável fracasso mais uma Conferencia das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, desta vez no aprazível balneário de Cancun, no México, para onde acorreram centenas de afortunados funcionários de governantes bem intencionados, sustentados por contribuintes como você e eu pelo mundo afora.

Discutiu-se, desta vez, “a ampliação do Protocolo de Kyoto (que ninguém nunca cumpriu) para alem de 2012 e o uso de um método comum para mensurar, reportar e verificar as reduções de emissões (que ninguém nunca implementou, entre outros motivos pela razão simples de que, como se vê por esse item, nem sobre como medi-la existe um acordo ou um método estabelecido).

Não obstante essa pequena dificuldade irrelevante, Cancun pretendia emitir um documento incluindo “decisões” nas seguintes áreas, segundo a notícia do site do Estadão (e aqui os parênteses são do jornal): “mitigação (corte de emissões de gases estufa), adaptação às mudanças climáticas (preparação para as alterações inevitáveis que ocorrerão no mundo); financiamento (para permitir que países em desenvolvimento cortem as emissões e se adaptem), transferência de tecnologia; definição de um mecanismo de redução das emissões por desmatamento e degradação florestal (Redd, da sigla em inglês) e mais a extensão do protocolo de Kyoto”.

A Venezuela do coronel Chavez e o Brasil de Lula foram citados na matéria como estando entre os países mais preocupados com a salvação do planeta. Tanto é que o Brasil anunciou na plenária de quinta-feira, dia 9, a assinatura de um decreto que regulamenta a Política Nacional de Mudanças Climáticas, fixando a meta “de 36 a 39% de corte nas emissões até 2020, comparado ao que seria emitido se nada fosse feito”.

Nem 35%, nem 40%. De “36 a 39% do que seria emitido se nada fosse feito”, relevado o pormenor de que não se sabe exatamente como medir, nem as emissões de hoje, nem as de amanhã.

Ainda nos jornais de hoje (10/12), na sequência das “revelações” de obviedades ululantes dos relatórios diplomáticos americanos vazados no Wikileaks, constava que na reunião que precedeu a de Cancun, em Copenhaguen, “os Estados Unidos e a China conspiraram juntos pelo fracasso do encontro”.

Malvados! Não fosse isso o planeta estava salvo!

Pelo amor dos meus netinhos, diria o Silvio Luis! Poupem a minha paciência!

Basta dizer as palavras mágicas – “aquecimento global” – que o desconfiômetro dos jornalistas desliga?! Vale escrever qualquer absurdo; alinhar contradições e incongruências numa mesma frase sem que ninguem – reporter, copy, editor e até leitor – se toque?!

Eu não! Tô fora!

Cada dia me convenço mais que essa obsessão com o aquecimento global só prova mesmo uma coisa: que não ha segmento da humanidade isento de corrupção. É só jogar a carniça que a urubuzada aparece, seja onde for, seja em que meio for. Cientistas ou políticos, tanto faz. Como aliás comprova a sucessão de escândalos que a grande mídia sempre hesita em divulgar, mas que insistem em vir à tona a cada vez que alguém disposto a fazer perguntas obvias resolve levantar o tapete em que se refestela a multidão de “cientistas” que se encostou na sombra desse inesgotável maná.

Nem é culpa deles, aliás. É puro Pavlov combinado com Darwin. Adaptação ao ambiente criado pelos políticos. Survival of the fittest: se o cara apresenta um projeto de pesquisa que tem por objetivo comprovar o aquecimento global, por mais absurdo que seja, ainda que combine a pretensão de medir a volumetria dos gases expelidos nos peidos de todas as vacas da Terra com as oscilações das orbitas de Saturno, chove dinheiro; se faz o contrario, chove porrada.

Mas, afinal de contas, se vamos todos morrer afogados na nossa própria sujeira, vitimas da eliminação da diversidade sem a qual a vida na Terra não se sustenta, que diferença faz se isso vai acontecer com mais ou com menos dois graus de temperatura (a cada século)?

Porque, para atender ao que se classifica como uma urgência (que de fato é), insistir em coordenar a humanidade inteira se ela se distingue por não conseguir produzir dois irmãos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe criados na mesma casa e partilhando a mesma cultura, capazes de se entender sobre as questões mais comezinhas? Porque se atirar exclusivamente à missão impossível de reformular cada ato do viver e do sobreviver de cada homem, cada mulher e cada criança de cada raça e cada religião das que se confrontam ha milênios na Terra, e ignorar totalmente a questão essencial e a unica cura possivel para a doença do Planeta que, é claro como água ja foi um dia, é apenas e tão somente reduzir o numero de filhos que pomos no mundo?

Ou alguém acredita honestamente que é possível sustentar 7 bilhões de seres humanos sem agro industria, adubos e defensivos artificiais, produção industrial e consumo em escalas insustentáveis, ocupação de espaços cada vez maiores tomados às outras espécies vivas, poluição cada vez mais avassaladora?

Trocar todo o petróleo que nos sustenta por biodiesel? Que implicação isso teria para a biodiversidade? Que área seria necessária? Sobraria Amazonia alguma? Pulmão do mundo?

Com essa população é claro que não. Se parar onde chegamos já é tarde. Se todos os chineses andassem de carro e comessem três refeições por dia o mundo já não agüentava hoje. Nem precisava incluir os hindus.

O caso é simples, portanto. É preciso fazer uma sistemática campanha mundial para as pessoas terem menos filhos.

Qualquer analfabeto entende isso.

Mas acontece que fazer campanha pras pessoas terem menos filhos não elege nem enriquece ninguém. Apedrejar os países ricos, sim. Bradar contra “o Império” (no momento se arrastando, coitado!), mais ainda.

Armar farsas como essa do milimétrico programa brasileiro de controle de emissões pelo governo que não controla nem os seus próprios aloprados, nem mesmo a roubalheira da ministra que se senta na sala ao lado da do presidente que baixou o tal decreto que pretende reformular todos os aspectos da vida de cada um de nós, não é um esporte popular somente nesta pátria amada da mentira institucionalizada. É assim tambem em toda a nossa vizinhança bolivariana e onde mais interessar vender à patuléia embasbacada, para distrair a fome que é filha da corrupção, a idéia de um mundo dividido entre “nós” e “eles”; “O Bem” e “O Mal”; os “culpados” (pelos nossos fracassos) e os “inocentes”.

Aquecimento global, ou não, é uma curiosidade cientifica a respeito dos mais distantes efeitos colaterais da doença do Planeta Terra, que se chama Humanidade. Mas, com certeza absoluta sintética, não é o meio mais prático e nem, muito menos, o mais honesto de tratá-la.

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