“Manifestante” é o cacete!

15 de agosto de 2013 § 3 Comentários

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Com toda a crise em que anda ainda é a imprensa profissional quem pauta o país, como já se mostrou aqui no Vespeiro por diferentes evidências.

Se você quiser antecipar, por exemplo, como é que os políticos e as autoridades constituídas vão reagir amanhã aos acontecimentos de hoje basta prestar atenção aos jornais da noite das televisões.

Ontem, por exemplo, elas passaram o dia mostrando como três ou quatro desses grupelhos que, dia após dia desde as manifestações de junho escolhem um alvo ligado aos governos de São Paulo ou do Rio de Janeiro, as praças que o PT jurou conquistar custe o que custar, para destruir junto com tudo que estiver nas redondezas, especialmente lojas e bancos, se prepararam para executar o que tinham anunciado que fariam no dia anterior. À noite lá veio o show prometido.

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Não é preciso “supor” nada, com é praxe fazer em todo texto jornalístico hoje em dia. É tudo oficial e explícito. Ontem, como já tinham anunciado os jornais do dia anterior, eram o Movimento Passe Livre, o primeiro a sentar obedientemente na mesa da Dilma depois das manifestações de junho e declarar que estivera nelas por engano, a CUT, nossa velha conhecida, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, idem, e o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, um dos filiados à CUT e, como ela, assalariado do imposto sindical que o governo distribui, que iam invadir e destruir a Câmara Municipal de São Paulo aos gritos de “Fora Alckmin”, a pretexto de exigir “um outro padrão de transporte” que estaria sendo negado ao povo em função do conluio entre as empresas que se organizaram em cartel para construir o metrô de São Paulo e o PSDB.

Tudo isso estava estampado em todos os jornais do Rio e de São Paulo do dia anterior.

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Na véspera, para agravar o dolo, O Estado de S. Paulo, numa espécie de lapso excepcional em relação à costumeira falta de curiosidade geral das redações, tinha ido ouvir a promotora Karen Kahn, do Ministério Publico Federal, uma das negociadoras do “pacto de leniência” com a Siemens que levou à revelação da falcatrua, que explicou ao Brasil porque o governo federal impediu por 15 dias, até ser obrigado a ceder por ordem judicial, que o Cade abrisse ao governo de São Paulo e à imprensa o inquérito que continha as acusações contra o PSDB dos vivos e dos mortos.

Foi porque o mesmo inquérito traz provas das mesmíssimas falcatruas perpetradas com as mesmíssimas empresas e nas mesmíssimas datas pela CBTU, o órgão do Ministério das Cidades tanto de Dilma quanto de Lula, não em uma mas em pelo menos três outras capitais do país, Belo Horizonte, Recife e a Porto Alegre natal da senhora “presidenta”, onde os metrôs são obras federais!

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Não seria necessário esse acrescentamento para se saber que esses grupinhos de 200/300 trogloditas que diariamente escolhem um alvo para depredar, desde que de alguma forma ele esteja ligado aos partidos que o PT jurou derrotar na próxima eleição, não passam de reedições dos fasci di combattimento ou esquadrões de combate que, por esses mesmíssimos métodos, plantaram o fascismo (foi daí que veio o nome) na Itália, modelo que se baseava no controle e no aparelhamento dos sindicatos pelo Estado para o exercício da violência física contra qualquer oposição e que foi, logo adiante, copiado por Getúlio Vargas e implantado no Brasil.

É o sistema que gerou o esquema de poder que o PT controla hoje, enfim.

Mas mesmo diante dessa prova adicional de má fé, se é que se pode chamar um golpe desse nível, para o qual concorreu do ministro da Justiça de Dilma (que foi quem trancou o inquérito do Cade) para baixo, por adjetivo tão brando, a imprensa continua chamando esse pessoal de “manifestantes”, a mesma expressão usada para designar o povo que saiu às ruas em junho, e de “manifestações” os pogroms a que eles se têm dedicado noite após noite escondendo o rosto, por vezes, mas sempre portando as bandeiras do partido ao qual pertencem, aquelas mesmas que foram sistematicamente expulsas das manifestações de junho.

Cerca de 300 manifestantes que se concentraram nas escadarias da Câmara Municipal do Rio, na Cinelândia, no Centro, fizeram um ato para reclamar do aumento da passagem de ônibus nesta segunda-feira (10). O protesto se estendeu pelas Avenidas Rio Branco, A

Nenhum dos outros grandes jornais do Rio e de São Paulo voltou à promotora Kahn ou foi procurar as provas oferecidas pela mesma Siemens do metrô de São Paulo dos vícios dos contratos para os metrôs das três capitais citadas assinadas com o governo federal que ela nos informou que constam dos documentos escondidos pelo ministro da Justiça.

O próprio O Estado de S. Paulo, no dia seguinte, já tinha esquecido seu “furo“, e seus títulos e “investigações” (de segunda mão) voltaram a se concentrar exclusivamente em Alckmin.

Não é atoa, portanto, que os vereadores agredidos ontem estivessem na Globo News na manhã de hoje, dizendo que “respeitam os manifestantes” e vão recebê-los nos próximos dias, agora como convidados de honra da instituição que agrediram e cujos estabelecimentos depredaram, e que a cada nova depredação siga-se outra, com redobrada violência.

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Pois se a imprensa não diferencia os fasci di combattimento de hoje dos manifestantes autênticos de ontem, nem essas depredações endereçadas daquelas passeatas, nem os gritos de “Não nos representam!” e a miscelânea de cartazes daqueles dias das bandeiras da mesma cor e das disciplinadas palavras de ordem de hoje, nenhum dado da realidade poderá fazer com que ela não venha a chamar de “violência policial gratuita” e de “surdez à voz das ruas” por parte de quem vive de votos qualquer reação, por tênue que seja, aos crimes desses criminosos.

E por esse ralo que quem abriu e pelo qual quem zela é a imprensa profissional, ultimo bastião da nossa periclitante democracia, se esvai, desmoralizada e deliberadamente confundida com o avesso de si mesma, a força do movimento que podia vir a mudar o Brasil.

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De onde saiu esse plebiscito?

1 de julho de 2013 § 8 Comentários

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É como na história da namorada, depois esposa, depois ex-esposa:

Quer testar um “guerrilheiro da democracia” dos “Anos de Chumbo”? Ponha ele no poder. Quer conhecê-lo de fato? Ameace tirá-lo do poder.

Eu sempre soube que o Brasil só conheceria o PT real na hora em que ele estivesse realmente ameaçado de perder o poder.

Agora ele está.

De 70 e tantos para 57% e daí para 30% em menos de quatro semanas é um trambolhão de que será difícil levantar. Ainda mais a Dilma que está mais perdida que cego em quarto escuro procurando um gato preto que não está lá.

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Sempre tem o Lula, é verdade. E seria até bem feito se fosse ele que tivesse de descascar o abacaxi peludo que a Dilma vai deixar em vez de passar o resto dos seus dias no bem bom agora que enricou.

Isso seria o definitivo “reforço” da vacina anti populismo que o povo brasileiro está começando a tomar agora e ainda vai doer muito, mas muito mesmo.

Mas um pálido consolo porque quem vai descascar esse abacaxi pra valer como sempre somos nós mesmo.

De qualquer jeito, o momento é dos mais perigosos. Quando gente como o Rui Falcão começa a salivar incontidamente é porque a liberdade e a democracia estão seriamente ameaçadas de tomar uma mordida potencialmente fatal.

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Em primeiro lugar, pense bem: de onde foi que saiu essa ideia de plebiscito?

Da “voz das ruas” é que não foi. Eu não vi nenhum cartaz pedindo “Plebiscito já!” Os que eu tenho visto, aliás, falam de coisas que não requerem reforma nenhuma. O que se pede, no mais das vezes, é só que se cumpra as leis existentes e que elas valham para todos.

Acabar com a impunidade dos dois tipos de criminosos que nos infernizam a vida, hospital melhor, escola melhor, menos rapinagem no uso do dinheiro publico, etc., nada disso precisa de plebiscito nem de mexida na Constituição.

É só começar. Por os 80% de sócios que o governo tem no Congresso votando as coisas certas.

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Em vez disso dona Dilma tira um plebiscito da cartola e começa a chamar, dia após dia, todos os “movimentos sociais” que foram explicitamente escorraçados de todas as manifestações que tentaram usurpar com suas bandeiras vermelhas para sentarem à mesa onde o PT pretende elaborar a pauta do “seu” plebiscito.

Impossível não pensar que “aí tem”, ainda que esteja claro pra qualquer pessoa com um pingo de juízo que se esses malucos golpistas prevalecerem arriscam levar o país a uma guerra civil.

A questão espinhosa, porém, é que o problema real que dona Dilma foi construindo com sua arrogância e sua incompetência autoritárias é de um tamanho e de uma profundidade tais que já não tem conserto. E ninguém sabe melhor disso do que eles. A economia vai chegar em frangalhos a outubro de 2014. Tem uma metade do país – mais os estrangeiros todos que bateram asas, coisa que vai acelerar muito esse processo – que já se deu conta do que vem vindo aí. E essa metade, que está nas ruas, já deixou claro que está perdida pro PT.

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O risco de perder o poder e ter a verdadeira “caixa preta” aberta pro país inteiro saber o quanto é pouco o que ele já sabe e o indigna tanto, coisa que levaria muita gente boa pra trás das grades, é real.

Assim, estão jogando para esse Congresso marrom e cúmplice que o Lula criou a alternativa de aderir ao golpe para salvar a pele ou se apresentar ao público como “surdos à voz das ruas”.

Essa sinuca de bico é a lenha ideal pra fogueira de um plebiscito envenenado.

A aposta, portanto, parece ser a de que, com um plebiscito, o outro Brasil sem internet também virá às urnas insuflado por discursos sabor “luta de classes”, podendo a “Primavera Brasileira” sofrer o mesmo destino das “Primaveras Árabes” que começaram com a classe média ilustrada e conectada pedindo liberdade nas ruas e acabaram com as multidões penduradas nas “bolsas” lá dos fundões aprovando governos islâmicos mais duros que os que tinham sido derrubados.

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Taí, pra não me deixar mentir, o Egito chamando o exército pra ver se sai da encalacrada.

Uma reforma política mais ampla via plebiscito, poderia até ser uma resposta, já que não se pode esperar muito do Congresso Nacional que temos em matéria de reformas a nosso favor.

Mas para se provar honesta, ela teria de começar pelo afastamento da hipótese golpista pelo expediente simples de definir, desde já, que o que o plebiscito decidir só vale pra 2016. E então começar a procurar com calma caminhos para montar uma pauta honesta para ele.

Em vez disso, a senhora “presidenta” que não pode nem mostrar a cara no Maracanã, convoca a cada dia um dos “Não nos representa!” para “representar o povo” na mesa de negociações do “seu” plebiscito.

Se for por esse caminho vamos mal…

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Chega!

1 de julho de 2013 § Deixe um comentário

A rebelião dos desprezados

24 de junho de 2013 § 6 Comentários

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Pier Paolo Pasolini, cineasta italiano assassinado em 1975, época em que o mundo estava em convulsão e as manifestações violentas eram uma epidemia global, era um contestador radical e um homossexual assumido quando essas duas coisas davam cadeia (hoje dão prêmio) e, como tal, um ídolo da esquerda revolucionária do seu tempo.

Mas, para desgosto das facções do seu fã clube que acreditavam que a santidade era um atributo exclusivo do proletariado do qual os manifestantes de então pretendiam ser “a vanguarda”, dizia que “quando a polícia e os estudantes se confrontam nas ruas a polícia é que é o povo”.

Foi o que me veio à lembrança quinta-feira passada quando constatei, digamos assim, o “protagonismo” com que a polícia espancava manifestantes quase dentro de um hospital do Rio.

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Não estavam seguindo ordens. Aquela fúria, que eu já tinha assinalado com arrepios de incômodo em vários outros episódios pelo Brasil afora nos últimos 14 dias, era tão “espontânea” quanto esta edição brasileira da “manifestação em rede” que guarda não poucas similaridades com as que têm pipocado pelo mundo afora.

Com a esquerda daquela época no poder hoje neste Brasil de onde não se vê o Muro de Berlin, o que mudou em relação aos tempos de Pasolini foi a roupagem ideológica da contestação dos estudantes e o entendimento geral de que “o povo” tanto pode encarnar deus quanto o diabo.

Mas a questão de classe simbolizada nos confrontos continua a mesma. É por isso que, se me entusiasmam e enchem de esperança quando as avalio só com um olhar brasileiro, essas manifestações não me animam tanto quando as coloco num contexto mais amplo.

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Quem está nas ruas puxando essa parada (na qual tomam carona incendiários, saqueadores e pitbull’s de todas as vertentes da psicopatia) não é a classe dos excluídos da economia, é a classe dos desprezados da política nas democracias de massa.

Aquela em nome de quem nenhum partido fala e para a qual nenhum partido apela. Aquela que só é chamada para pagar a conta da festa das classes eleitoralmente significativas – entre as quais incluo a dos muito ricos – a quem os governos não se cansam de fazer afagos e todos os outros partidos cortejam, às custas do presente e do futuro dessa classe média que se tornou classe média por esforço próprio.

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Espremida entre os “ganhos de produtividade” do infindável tsunami das fusões e aquisições e os impostos e a inflação que sustentam o “welfare state” lá fora ou a “rede de proteção” dos sem nada mas cheios de “bolsas” aqui dentro, esta não é bom negócio representar quando o que se tem em vista são eleições.

Não nos representa! Não nos representa!” é o refrão mais repetido dentro da cacofonia de pleitos dos cartazes das manifestações. Mas, lido pelo avesso, mais que um grito de guerra ou um esgar de rejeição, ele soa como um pedido de socorro: “Ninguém me ama, ninguém me quer”…

A última eleição registrou quase 29% de votos brancos, nulos (9,85%) e abstenções (19,1%) em todo o país. São estes os desprezados que os caçadores de votos ignoram. É deles que os governos tomam 34% do PIB que não viram nada senão suborno eleitoral ou presentes do BNDES para os outros 71%.

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Roubados agora; roubados do seu futuro pelo buraco que se vai cavando por baixo da sucatada infraestrutura que deveria sustentar as suas condições de trabalho mais adiante. E tudo só para dar aos donos de tetas mais tempo como donos das tetas.

No país da bunda de fora tudo é mais explícito e mais ofensivo, é verdade. Mas o fenômeno é universal.

Num mundo de especialistas em pedacinhos da realidade, a política não poderia ficar de fora. A democracia de massa leva obrigatoriamente à especialização na caça ao voto, mesmo para os mais bem intencionados. Sem isso não se chega ao poder mesmo se a intenção for usá-lo para o bem.

É isso que põe em risco a sobrevivência da democracia, a forma menos ruim de se estruturar o poder.

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A democracia que conhecemos foi inventada para estabilizar uma sociedade homogênea, a única tão homogênea assim no ponto de partida que uma série improvável de acidentes históricos produziu. Uma sociedade de pequenos proprietários alfabetizados que não tinham tido tempo para cavar grandes fossos de desigualdade uns entre os outros.

A regra de maioria só não oprime quando o fosso não é muito amplo nem muito fundo e, portanto, os interesses são próximos e não excludentes entre si.

Só assim o sonho da tolerância pôde descer dos devaneios dos filósofos e se instalar no panteão dos fundamentos de uma ordem social concreta.

Mas o fosso está se ampliando e afundando mesmo na sociedade que inventou a democracia moderna. No apogeu da sua trajetória rumo à igualdade de oportunidades ela trombou de frente com a única contribuição concreta do socialismo real além dos monopólios estatais que foi a legião de miseráveis sem nenhum direito que ele criou e que, derramados pela internet sobre o mercado globalizado, está empurrando o mundo inteiro de volta para o capitalismo selvagem.

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As classes médias urbanas educadas e conectadas, a tal “burguesia” que o PT odeia e que, em todos os cantos do mundo, não tem quem fale por ela e reage como pode, via internet, é, onde quer que se olhe, a vítima empobrecida dos “campeões nacionais”, dos “too big to fail”, dos monopólios estatais ou seja lá que nome lhes deem os governos que os patrocinam e tornam indecentemente ricos e que, em troca, financiam as vastas operações de compra de votos para seus patrocinadores via a promoção de miseráveis para “miseráveis-e-um-pouco” e de desempregados para “meio-empregados” que estão em curso no planeta inteiro.

Eles são os primeiros emigrantes para o Novo Mundo da Aldeia Global lá do futuro onde, então em escala planetária, haverão de ser reeditadas um dia reformas como as da “Progressive Era” (1870-1920) com que os americanos ensinaram o mundo a domar e opor uma à outra as feras do Capital e do Estado, o que permitiu que quatro ou cinco gerações de privilegiados que os imitaram em diferentes rincões do planeta tivessem um gostinho antecipado do que ainda ha de ser a sociedade global de amanhã.

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Vai parar?

14 de junho de 2013 § 3 Comentários

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Todo mundo perdeu, por aqui, a oportunidade de tirar lições da Turquia.

Os brasileiros em geral, até aqui excluídos apenas os homossexuais, a de que em se exigindo com veemência suficiente colhe-se o que quer que se queira da autoridade constituída, mesmo da mais surda e mais arrogante.

Dona Dilma a de que popularidade alta nas pesquisas não autoriza o governante a viajar na maionese, se agrandar e sair dizendo e fazendo o que bem entender como se todos os ouvidos que agride estivessem colados em cabeças de jumentos. Recep Edorgan tinha 73% de aprovação, tratou os turcos como idiotas e olha onde é que ele foi parar.

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Alkmin e Haddad a de que conforme a dose da pancadaria ela se transforma na razão suficiente para a próxima pancadaria. É o “efeito Oriente Médio”: rola uma espiral que ninguém se lembra onde começou e ninguém sabe onde vai parar…

Mas como para nós deus só escreve mesmo por linhas tortas, acabou valendo a forçada de barra dos partidecos da esquerda radical em cima daqueles 20 centavos pros quais ninguém, a começar por eles próprios, está ligando a mínima.

Os ventos da incompetência sopraram a brasinha deles e agora a fogueira acendeu.

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Como, neste país da roubalheira desenfreada, do tiro na cabeça ao vivo pela televisão, do doente chutado pro chão dos hospitais, das multidões empanturradas de carros mas sem estradas, da inflação comendo solta mas tratada como o sexo dos anjos, da mentira institucionalizada e da putaria sem limites dos políticos que não têm um minuto a perder com nada disso porque estão em imersão profunda no “agarre o que puder enquanto é tempo” todo mundo tem pelo menos 100 motivos pra chutar o balde, a moda tem tudo pra pegar.

O Brasil da Casa da Dilma Melhor pode ser que continue dormindo.

Mas a molecada urbana pós-impeachment, que frequenta a rede e carrega lá no fundo a má consciência da sua atitude bundona, parece que está achando que chegou a vez dela pular pra dentro do bonde da História.

E quando a fera acorda…

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