Fidel, Pinochet y otras cositas mas
22 de agosto de 2013 § 7 Comentários
Blá, blá, blá, e pau! Foi…
Vão enfiar 4 mil “médicos” cubanos no Norte e no Nordeste, os bastiões que o PT ainda segura bem a golpes de “bolsas”. O salário vai ser pago diretamente ao governo cubano o que formal e precisamente caracteriza “trabalho escravo” na legislação brasileira, tipificação de crime que, em grande parte é obra do PT. Quem será que vai mandar nesses caras, o Ministério da Saúde ou os velhotes lá de Cuba a quem eles terão de estender a mão todos os meses pra recuperar um pedacinho do que estaremos lhes pagando?
Agora, divertido mesmo é imaginar o que faria o PT se o governo brasileiro da época resolvesse importar médicos chilenos e pagar o salário deles ao general Pinochet…
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O PMDB atua em relação aos governos que “apoia” (e ele apoia rigorosamente todos) com a mesma abordagem de um especulador profissional da Bolsa. Não lhe interessa a mínima se o governo ou o país estão indo para cima ou despencando para o inferno. Tudo que ele tem a fazer é colocar-se sempre na contramão de modo a ganhar tanto “na alta” quanto “na baixa”.
Dilma enfraqueceu? A economia vai mal? Ameaça ficar fora de controle?
Ótimo! Toca ameaçar derrubar os vetos da Presidência que podem agravar essa situação. Chove dinheiro! (As emendas parlamentares saltaram de R$ 1,4 bilhão nos sete meses anteriores para R$ 1,2 bilhão nos primeiros nove dias de agosto).
O PT elegeu um “poste“? É preciso fincá-lo forte?
Ótimo! Quanto foi que custou a maré de alta até aquele pico de mais de 70%?
Pra frente ou pra trás, o PMDB “se enche” sempre, e tanto mais quanto maiores forem as oscilações. Sobretudo se bastantes para por o país em pânico.
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Flagraram o Renan comprando uma casa de R$ 2 milhões em Brasília. Salário de senador, é claro, não dá pra isso e nós estamos carecas de saber que não é atrás dele que corre quem se lança àquelas alturas. Mas cabe especular: será que ele já está gastando por conta da “supersafra” de desgraças?
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Desde que se iniciou a sequência de marolinhas vindas da expectativa de mudança da política de expansão monetária dos Estados Unidos, por aqui é um tsunami atrás do outro.
Fomos, em ritmo de cavalo-de-pau, do dedo na cara do mundo para o dedo no…
O real foi a moeda que mais se desvalorizou no planeta, o que vale dizer que o governo do PT é, neste momento, o mais desacreditado do mundo.
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O crescimento do emprego está minguando em todos os setores da economia. Nas capitais já está andando 11 mil pra trás pela primeira vez desde 2003.
No comércio, onde a situação é a pior de todas, as contratações decresceram 93%.
A agricultura, onde governo não chega, é como sempre quem segura as pontas. Ainda está contratando forte.
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Na contramão, continuam crescendo exponencialmente os gatos de dólares por brasileiros no exterior.
Não vai parar.
A camada mais alta da “nova classe média” descobriu, lá fora, quanto custa essa nossa tão festejada malandragem; esse sistema de corrupção socializada onde não ha quem não desfrute – pessoa, categoria ou classe – de pelo menos um privilegiozinho concedido por algum político.
Tudo, lá em Nova York ou Miami onde não tem privilégio nem “legislação super avançada” pra “beneficiar” ninguém, do luxo ao lixo, custa 1/3 do que custa aqui. De modo que o dolar pode subir tres vezes antes que começe a ser mau negócio comprar lá e não aqui.
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O “bolsa-empresário” do BNDES dividido entre aquela dúzia e meia de “campeões nacionais” escolhidos a dedo entre os amigos do presidente custa, entre subsídios e custos das dívidas que os sustentam, 24 bi por ano, exatamente o mesmo que custa a “bolsa família”, dividida entre 11 milhões de lares com uma média de quatro miseráveis em cada um.
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Não dá mais pra segurar. Ou a gasolina sobe ou a Petrobrás explode. Daqui a pouco o povo vai ter de pagar pra se livrar do carro que ganhou da Dilma.
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E no meio desse tiroteio todo só mesmo a nossa boa Marta Suplicy, vanguarda do proletariado e da libertação sexual, continua impávida, zelando pelos interesses nacionais. Ela acaba de liberar R$ 2,8 milhões da Lei Rouanet de apoio à cultura para o estilista Pedro Lourenço fazer desfiles de moda em Paris.
“Isso fortalece a imagem do Brasil no exterior”.
Governos também: só com medo da polícia
28 de maio de 2013 § 3 Comentários
Na mesma semana em que desaparecem Ruy Mesquita e Roberto Civita – cada um no seu estilo, dois dos mais intransigentes baluartes da liberdade de expressão ainda em postos de comando na já muito rarefeita imprensa independente brasileira – a Argentina de Cristina Kirshner abria mais uma frente de agressão ao que resta da imprensa livre naquele país.
Tudo começou com a Lei de Medios que, resumidamente, transforma a propriedade privada de meios de comunicação num favor do Estado reservado a quem a Presidência da Republica escolher agraciar com ele.
Seguiu com os cercos sucessivos dos leões de chácara dos sindicatos peronistas para cassar na marra edições inteiras dos diários de oposição na boca das rotativas.
Depois veio o cerco dos fiscais da receita primeiro aos jornais (200 invadiram o Clarín de uma só vez ha um par de anos) e agora a jornalistas individualmente, que têm tido suas casas invadidas no meio da noite pelos bate-paus de Cristina.
A manipulação da publicidade oficial era desde sempre o pano de fundo de todas essas agressões mas depois veio somar-se a ela a proibição da publicação de anúncios de supermercados e lojas de eletrodomésticos com os preços de suas ofertas em jornais.
Vieram, então, as alterações na Lei de Mercado de Capitais para permitir que acionistas minoritários – como o governo argentino é dos jornais visados – decretem intervenção nas empresas jornalísticas.
Agora a senhora Kirshner brande a estatização da única fábrica de papel de imprensa do país, pertencente a um pool de empresas jornalísticas, como golpe de misericórdia, reeditando o esquema inventado pelo grande patrono da decadência argentina, Juan Domingo Perón, que deixou os jornais de oposição de seu tempo reduzidos a seis páginas por dia.
Entre uma e outra dessas brutalidades Cristina Kirshner perpetrou todas as agressões que pôde contra empresas e produtos brasileiros produzindo ou sendo vendidos na Argentina.
Mas nada disso demoveu o PT e dona Dilma Roussef de fazer-lhe visitas cerimoniais e lamber-lhe as botas.
Nada que surpreenda posto que a Venezuela já vai bem mais longe que a Argentina na senda do banditismo pseudo-ideológico que mistura política com tráfico de drogas e tudo mais que vai pelo meio, fechando televisões, exilando jornalistas e armando “milícias populares” para dar o devido tratamento à metade descontente dos venezuelanos e nem por isso dona Dilma e seus correligionários viram nesses acontecimentos qualquer jaça “à mais perfeita e legítima democracia” que identificam na Venezuela bolivariana que só perde, em matéria de respeito aos direitos humanos, para a Cuba dos irmãos Castro que é para onde olham como fonte de inspiração todos os membros honorários do Clube dos Cafajestes em que se transformou o Mercosul.
No quesito demolição do Poder Judiciário, a Argentina também é, entre os que têm assento de honra no Foro de São Paulo (sim, esta nossa São Paulo), criação conjunta de Lula e de Fidel Castro, o mais atrasado, descontado o Brasil.
Ainda há um Judiciário em pé por lá, coisa que na Venezuela nem há mais, mas ele fala fino. Está impedido por lei de dar liminares em ações contra o Estado, teve o Conselho da Magistratura que nomeia ou destitui juízes inflado com novos membros nomeados pelo governo até que lhe ficasse garantida uma maioria confortável e hoje vive sob a ameaça de “julgamentos disciplinares” a juízes mal comportados.
Nada que abale a confiança de Dilma na legitimidade da democracia argentina, é claro…
Além de tentar lançar processos semelhantes no Congresso Nacional semana sim, semana não, o PT e Dilma têm em comum com a senhora Kirshner o fato de também estarem perdendo o controle sobre a economia, a inflação e a corrupção que grassa à sua volta, além do vezo de responder a tudo isso com decretos para baixar a coluna de mercúrio dos termômetros que medem a doença que se insinua e discursos irados contra “os que torcem contra o Brasil” que, naturalmente, na cabeça dela, “c’est moi”.
Enfim, parecenças…

No front planetário, enquanto Colômbia, Peru, México e Chile, agora com Paraguai, Uruguai, Costa Rica e outros quatro sul-americanos entrando na fila para se juntar à Aliança do Pacífico, trabalham a sintonização de suas legislações pró-mercado e o crescimento de sua presença no comércio internacional com regras claras e pouca burocracia, o Brasil de Dilma e do PT segue criando barreiras protecionistas e fazendo leis exclusivas para amigos do governo enquanto multiplica embaixadas, distribui dinheiro fácil e proporciona a ditadores e genocidas do “baixo clero” da África, da Ásia e da Oceania negociatas com os seus empresários amestrados a ver se conquista a “governabilidade” de organismos multinacionais moribundos do século passado do mesmo jeito que aprendeu a fazer por aqui.
Quem ainda quiser seguir sonhando com dias róseos pela frente que o faça. Mas uma coisa é preciso ter clara. Ainda muito mais que as pessoas individualmente, também os governos só se mantêm minimamente civilizados por medo da polícia, sem a qual regridem ao estado feral e fazem estragos proporcionais ao seu peso e ao seu alcance dentro das sociedades. E a polícia dos governos é a combinação de uma imprensa livre com um Judiciário independente.

Imagine os adesistas!
10 de maio de 2013 § 7 Comentários
Ja deve fazer bem uns 10 anos eu estava hospedado em casa de uma amiga em Mar Grande e, depois de alguma resistência, tomamos um barco de aluguel e, superadas as peripécias imagináveis para atravessar uma cidade conflagrada, fomos parar num desses camarotes patrocinados do carnaval de Salvador.
Era um ambiente enorme, cheio de praças diferentes que se distribuiam em desníveis ligados por escadarias precárias de variadas inclinações, até chegar ao grande salão, lá em cima, que dava visão para a rua e para aquela folia frenética e violenta que caracteriza essa festa na capital da Bahia.
A estrutura apoiava-se numa encosta de modo que víamos o povo pulando como que dois ou tres andares abaixo. Os trios elétricos, quando passavam por ali, alinhavam o teto em cima do qual iam os cantores e as bandas quase exatamente com o assoalho desse salão.
Ficava-se literalmente cara-a-cara com eles no momento da passagem.
Artistas, autoridades, socialites, “famosos”, garçons-equilibristas se esgueirando com suas bandejas carregadas lá no alto, “gostosas”, “porras-loucas”, traficantes…
O povo do costume nesses eventos misturava-se e confraternizava daquele jeito de que só brasileiro é capaz.
No centro exato desse grande terraço, cercado dos puxa-sacos do costume, o governador da Bahia em pessoa e sua primeira-dama presidiam a esbórnia.
Para qualquer momento, corria o zum-zum pelo camarote, esperava-se a chegada do rei da Suécia e sua rainha brasileira.
E bebida. Muita bebida em cima…
De repente, o burburinho foi subindo, junto com uma agitação que empurrava a boiada toda para o fundo em direção à escada que desembocava no salão principal do camarote:

_ O rei chegou! O rei chegou!
Um desavisado ao meu lado, forte sotaque baiano, pergunta:
_ Que rei, ACM?
_ Não, um outro aí; um mané… retruco-lhe, divertido.
Alarme falso.
E as caipirinhas rolando…
O som do trio elétrico vai subindo. É o de Gilberto Gil que se aproxima.
O camarote trepida. Lá embaixo é um frenesi dos blocos dos abadás, que compram o direito de pular junto aos carros.
O monstrengo, despejando seus milhões de decibéis, já está alinhado com o canto final do camarote e o mundo parece estar vindo abaixo. Ele avança mais um pouco e o governador e sua entourage soltam a franga.
Estão frente a frente; o camarote ferve e …
De repente a música estanca!
Surpreso, começo a procurar. É briga? É pane?
Gilberto Gil resolve a minha dúvida.
Cara-a-cara com o governador, ele se desfaz numa mesura…
_ Eu queria aqui saudar o nosso governador que tão gentilmente, etc, etc, etc…
O povo lá embaixo parado, esperando. A festa nacional foi interrompida mas não há nenhuma reação dos foliões.
Nem uma vaia. Nem mesmo um “Óóóhh!”
Mais uns tantos rapapés e o dilúvio de som recomeça. Segue a festa como se não tivesse havido nada.
Aquilo foi um choque!
Afinal, eu sou de Sampa, de onde não se vê quem sobe ou desce a rampa!
Dei parte do meu escândalo aos meus anfitriões, mas vá lá. Abafa o caso…
Vai daqui, vai dali, mais umas tantas caipirinhas pra dentro e lá vem outro trio elétrico.
Não me lembro se era o dele ou se ele vinha lá em cima de convidado, mas este carregava ninguém menos que Caetano Veloso, o revolucionário das palavras e dos sons do português de minha tamanha admiração.
Caí das nuvens! Não é que ele repete o ritual de Gil!
_ Boa noite, excelência. Eu queria comprimentar aqui o senhor governador que tanto tem feito pela Bahia… (e lero, lero, lero…)
Não me segurei mais. As caipirinhas “bateram” todas de uma vez.
Com gestos de estadista em palanque e pra lá de “torto“, abri o verbo, carregando no sotaque baiano.
_ E estes, senhoras e senhores, são os révolucionarios! Imaginem os adesistas!

Não parei mais. Indignação e álcol são uma mistura perigosa. Estava de uma inconveniência tal que meus constrangidos anfitriões tiveram de me levar de lá para fora, enquanto eu seguia gesticulando para trás e vociferando para sua excelência ouvir.
E assim segui torturando os meus queridos amigos baianos durante toda a travessia até Mar Grande, onde fui curtir a minha ressaca e, no dia seguinte, a minha vergonha monstro.
Hoje de manhã, quando vi a foto de Guilherme Afif Domingos, o nosso sôfrego vice-governador e ministro, encolhidinho, beijando as mãos de Dilma Roussef na capa dos jornais, tão sóbrio quanto no dia em que nasci, foi essa a história que veio-me à cabeça.
_ E esta, senhoras e senhores, é a oposição! Imaginem os adesistas! E segui com o meu indignado discurso imaginário: Dos flagelados do Bolsa Família ao Jorge Gerdau todo mundo se vende neste país! O que varia é só o preço…
Deixa pra lá. Abafa o caso.
Resolvi que esta noite vou tomar umas, à saúde dos poucos de nós, coitados, que não temos preço.


































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