Veja de onde saiu o decreto da Dilma
5 de junho de 2014 § 10 Comentários
Esta entrevista em que o jurista e constitucionalista Ives Gandra Martins disseca o Plano Nacional de Direitos Humanos – 3 (versão 3) que o PT ja tentou emplacar duas vezes antes sem sucesso por causa da mobilização da imprensa, é anterior à edição do Decreto 8.243 por Dilma Rousseff na segunda-feira da semana passada, 26/05, dia seguinte do Encontro Nacional do PT que a imprensa mal noticiou.
Se ela conseguir substituir a democracia brasileira pelos seus “Conselhos” formados pelos seus “movimentos sociais” amestrados e entregar a eles as funções que hoje são do Congresso Nacional, que é o que esse decreto manda o Brasil fazer, o PT terá conseguido os meios para aprovar tudo que Ives Gandra descreve aqui.
O PT escolheu a véspera da Copa para jogar essa bomba na rua porque só haverá seis sessões completas do Congresso Nacional nos meses de junho e julho somados graças aos feriados e aos fins de semana de quatro dias dos deputados e senadores e talvez assim, distraido com o futebol, o país engula esse prato envenenado que a imprensa esta ajudando a esconder.
Não deixe! Espalhe! Dê o alarme! Mobilize a sua rede!
País rico é país de falsos problemas
22 de janeiro de 2014 § 5 Comentários
O Brasil é o paraíso deles. Não resolve nenhum dos verdadeiros quase sempre porque não dá tempo de discuti-los no meio do infindável blá-blá-blá em torno dos falsos.
Veja os “rolezinhos”.
Se o “rolezeiro” é preto, branco, japonês ou índio, pobre ou rico, é um falso problema. Encher shopping center de gente então, mais ainda.
Eu aposto o meu braço direito que a maioria dos jornalistas, sociólogos, “especialistas” e “movimentos sociais” que transformaram essa discussão nisso estariam pedindo pra polícia dar porrada se os “rolezinhos” estivessem sendo organizados, “só pra zoar”, por playboys endinheirados dos jardins.
Os lojistas, então, estes rezam todos os dias pra ver os shoppings lotados. Mas “rolezinho” não é isso.

“Rolezinho” é uma turba, convocada como turba para agir como turba, constrangendo e intimidando os outros com correria, com gritaria e, se deixar, até com saque às lojas.
Têm de ser coibidos pelo fato simples de que a liberdade de cada um acaba onde começa a do próximo.
É só olhar para o problema por esse lado que ele fica simplérrimo de resolver.
Se continuar sendo tratado como o que não é, veremos nascer mais uma indústria neste “país rico“: a da ocupação de shoppings e, se derem mais tempo, a da “desapropriação” do recheio das lojas por um futuro MSN, um movimento dos sem nada de araque como todos os similares.
A “questão” do Sistema Prisional é outro.
A cada vez que a coisa explode a gente vê as mesmas velhas figuras de sempre dizendo que prender não é a solução, a solução é soltar, etc., etc. e tal.

Soltar quem, cara-pálida? Assassino? Estuprador de criança? Ou a metade que nunca foi condenada ou já cumpriu a pena inteira mas continua lá?
Sobre essa parte ninguém discorda.
Só que os juristas e advogados que vivem gritando contra prender – assim, genérica, ampla e irrestritamente como se não tivessem filhos, não tivessem mães, não tivessem cu – nunca lembram que é o sindicato deles, essa mesma OAB que já teve seus dias de glória, que proíbe a advocacia de graça (é isso mesmo que você leu: proibiu, pôs fora da lei a advocacia “pro bono”) que podia resolver essa metade do problema que torna a outra metade insolúvel já que, na base de tudo, está a superlotação. Não abrem mão do seu rico dinheirinho. Querem que o Estado os pague pra isso, mesmo cientes de que tudo que cai nas mãos do Estado vira o que vira.
Nunca lembram de mencionar, também, os seus inalienáveis “direitos adquiridos” que são a causa de tudo isso porque, essencialmente, o problema das prisões no Brasil tem a mesma raiz de quase todos os outros: falta de democracia.
Nossas prisões são como são ha 500 anos porque ha 500 anos há uma lei pra bacana, pra politico e pra funcionário publico e outra pro resto; uma prisão especial pra eles e as que a gente conhece pro resto.
O único jeito de arrumar isso é, primeiro, ter uma lei só valendo pra todo mundo; segundo, garantir que todo mundo que mijar fora do pinico vai preso e, terceiro, deixar claro que todo mundo que for preso vai preso na mesma prisão.
Se politico ladrão, ladrão rico e advogado criminoso fosse preso, e fosse preso na mesma prisão de todo mundo você ia ver eles arrumarem o sistema prisional inteiro num zás-tras, como que por milagre.
Mas enquanto houver dois Brasis, o dos que mandam e fazem leis mas não vão presos e o dos que obedecem e vão, dane-se o deles.
É assim que é.
A arte da biografia não vivida
19 de novembro de 2013 § 1 comentário
Enquanto a minoria ilustrada, eleitoralmente insignificante, gasta o seu latim discutindo apaixonadamente o direito ou não de se publicar biografias não autorizadas, o PT trata de empurrar goela abaixo das massas as biografias nunca vividas que ele cria e recria “ao seu pesar ou seu contentamento” e impõe a todas as escolas do Brasil.
Não vou longe porque ao fim de 10 anos desse “esqueça o que eu escrevi”, “o que eu disse”, “o que eu fiz”, “o que eu acabei de dizer”, “o que eu acabei de fazer” em que não paramos mais de avançar, muito menos que meia palavra basta.
Fiquemos só com a última semana.
Negar o crime e jurar inocência, vá lá. É proverbial. É o padrão, de Hollywood para cima. Agora, tentar transformar suborno, roubalheira e abuso de poder em atos de “heroísmo cívico”, péra lá!
Mas chocar não choca.
Desde que está pacificamente aceito e estabelecido que Dilma, Genoíno, Dirceu e cia. ltda. pegaram em armas “para lutar pela democracia brasileira” desde Cuba, que continua hoje como estava ha 56 anos, só que mais mansa, tudo mais que vier cola.
O PT, por exemplo, “não privatiza” nem no minuto mesmo em que bate o martelo e sai pro abraço da maior venda de poços de petróleo do século. E o Mensalão, nem por ter, subitamente, se tornado heroico, deixou de nunca ter existido.
Brasileirices…
Agora vem essa segunda morte de João Goulart.
Não vou entrar no mérito sobre se foi envenenado ou não foi envenenado pois parece que isto ainda se vai aferir cientificamente se é que ainda não entramos no estágio da falsificação de cadáveres.
Tentaram a mesma coisa com o JK, que nem era da tribo, e quanto pano pra manga rolou até que se confirmasse que o tiro dos “assassinos” na cabeça do motorista do ex-presidente não era senão o prego descuidado do coveiro mão-de-paca do cemitério São João Batista!
Pois o Getúlio Vargas, que saudava Hitler como “uma nova aurora para a humanidade” e nos legou o peleguismo fascista que Jango queria ver mandando na República não virou herói da esquerda brasileira?
Então quiéquitem querer fazer do vice do Jânio um fura-paredes que chegou “lá” nos ombros da classe operária e só saiu depois de muito resistir?
Como lembrou bem o Élio Gaspari neste fim-de-semana, a verdade verdadeira é que o Jango ouviu mais barulho com a salva de 21 tiros de canhão desta sua volta triunfal à Brasília petista do que os que foram disparados em todo o golpe militar que o pôs para correr antes da hora e mais os 21 anos inteiros da ditadura que se seguiu.
Coisa totalmente irrelevante, aliás. Porque aqui o que importa, cada vez mais, é só a versão.





















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