Dilma e a desgraça da Graça

11 de agosto de 2014 § 5 Comentários

a1Êpa!

Agora que a chuvarada virou direto pra cima da amiga Graça Foster, dona Dilma se abespinhou: “Isso é tudo factóide político (…) tem que ter sentido de Estado, de nação e de país (…) não se deve misturar a maior empresa de petróleo do país com a eleição”.

Paulo Roberto Costa diz que é o contrário; que se o abandonarem à chuva e ele contar tudo que sabe “não vai ter eleição”…

Tá difícil, mesmo, fazer as pessoas descrerem do que têm visto.

Primeiro porque não tem político nenhum nessa história, a produzir “factóides“, a não ser aqueles com quem o ex “diretor de Abastecimento” (nunca houve título que viesse tanto a calhar) da Petrobras que a Justiça insistiu em manter recolhido a uma penitenciária mesmo depois do último ministro nomeado por Dilma para o STF ter conseguido libertá-lo uma vez, mais o companheiro Alberto Youssef, “doleiro” de profissão, transacionavam “malas e malas de dinheiro” segundo afirmações da contadora deste último, Meire Bonfim Poza à revista Veja deste fim-de-semana. E estes eram os “políticos” do costume: figuras graduadas do PT, do PMDB, do PP e etc. donos de caudalosas folhas corridas na crônica policial brasiliense tais como Luis Argolo, o inefável Andre Vargas que desafiava Joaquim Barbosa em plenário, Candido Vaccarezza, o menino dos recados amorosos, Fernando Collor de Mello e suas duas Ferraris, variados réus do “mensalão“, et sucia

a6Queridas!

Nessa “virada” da chuva ácida pra cima da amiga Graça Foster o que parece ter havido foi só uma armadilha do destino mesmo.

Embora o ex-presidente Lula e o Advogado Geral da União, Luis Ignácio Adams, antevendo o calibre do que vinha vindo lá dos intestinos da “maior empresa do Brasil”, tivessem tentado barrar a investigação fazendo embaixadas públicas junto ao TCU, não deu para freá-la. Mas ficou combinado aquele esquema de sempre: fogo nos peixes menores; nos chefões, não.

O resultado foi que o TCU bloqueou os bens de todos os diretores envolvidos com a compra de Pasadena, incluindo na lista Ildo Sauer, um velho e competente tecnocrata que tem história que chegue no estudo das questões envolvendo energia no Brasil. A amiga Graça Foster foi poupada e dona Dilma deu-se por satisfeita. Mas logo descobriu-se que ela não foi incluída na lista “por uma falha na relação de diretores do ano de 2008 fornecida pela Petrobras”.

a7O nome certo no cargo errado

Acontece que Ildo Sauer já não estava na diretoria que lhe era atribuida em 2008 naquela listagem. Graça Foster era a verdadeira ocupante do cargo! E por isso o TCU foi obrigado a rever não a decisão de bloquear contas que tinha sido acatada por todos, mas a quem, de fato, ela se aplicava.

O mais chato é que ninguém tinha levantado um dedo por Ildo, o único da lista dos bloqueados totalmente insuspeito de estar onde estava por indicação política. mas se Ildo fora bloqueado por engano, Graça deveria ser bloqueada por acerto. E se bloqueada fosse, completava o ministro Jose Jorge, do TCU, não poderia continuar sendo a presidente da Petrobras.

Imediatamente o que antes tinha sido aceito como fato já tragado e digerido por dona Dilma, passou a ser “factóide”.

E tome decreto, como é do gosto de madame: “Para o governo Graça Foster não cometeu nenhuma irregularidade e não ha contra ela nenhum processo” (dane-se o ministro Jose Jorge), não passando de “apelação política” também a volta ao palco dos 45 contratos, 20 dos quais sem concorrência, assinados entre a Petrobras sob a direção de Graça Foster e a empresa do seu amantíssimo esposo, Colin Foster, único proprietário da Colin Foster Serviços e Equipamentos que vive exclusivamente dos que presta e aluga à empresa presidida por sua cônjuge.

a12Colin

Dona Dilma, que semanas antes fora dispensada de qualquer responsabilidade pela compra de Pasadena embora fosse a presidente do Conselho de Administração da Petrobras, a única entidade com poder para aprovar essa mesma compra na época em que ela ocorreu, contiua cega e surda a todos os fatos, mas deixou de ser muda assim que os fatos passaram a falar por si mesmos. Para negá-los: “Acho um absurdo colocar as diretorias da Petrobras submetidas a esse tipo de procedimento“.

Os fatos antes aceitos por Dilma transformam-se em “factóides”, acrescente-se, uma semana depois de ter vindo à luz o vídeo gravado por um dos participantes de uma reunião na sala de reuniões privativa de dona Graça Foster entre advogados dos réus, assessores da Presidência da República e senadores do PT titulares da CPI da Petrobras em que perguntas e respostas a serem apresentadas aos “investigados” pela compra de Pasadena foram passadas aos próprios para serem decoradas e recitadas diante das Câmeras da TV Senado, que estrela a dita CPI. O filme – que filme é e portanto incontestável – fez daquilo que foi tramado como uma farsa uma fratura exposta.

É mais um “factóide” de que não participa um único membro da oposição ou qualquer pessoa de fora da lista dos amigos e assessores da maior confiança e intimidade de Dilma Rousseff, de Graça Foster e do PT.

a8Intimidades

Tudo isso derrama-se, finalmente, por cima do fato “infactoidável” da Petrobras, “a maior empresa de petróleo do país” que incidentalmente teve seu valor de mercado dividido por dois e seu endividamento multiplicado por quatro durante a Era PT, manter nada menos que 1.832 contas bancárias da empresa (!!!!) em nome do encarcerado “diretor de Abastacimento”, Paulo Roberto Costa, sócio de Alberto Youssef, o “doleiro”, dando voltas pelos mais mal afamados paraísos fiscais e lavanderias internacionais de dinheiro sujo – da Suiça ao Panamá – 90% das quais (exatas 1.726) partindo do Banco do Brasil, segundo investigação do Banco Central do PT, aquele que sabe ate a hora em que vai ao banheiro todo brasileiro que emite uma vez na vida qualquer cheque maior que R$ 5 mil, e tem poderes para bloquear, via internet, qualquer conta de quem não tenha costas quentes e que exibam sem maiores pudores “sinais evidentes de riqueza” não justificada ou até menos que isso.

E, no entanto, enquanto essa dinheirama circulava pra lá e pra cá debaixo dos olhos de lince dos supercomputadores da Receita Federal, Paulo Roberto e sua mulher Marici, que são desse tipo muito consciente de que a vida é uma só, iam comprando para consumo próprio carros de R$ 200 mil, mansões em Petrópolis, barcos de milhão, praias em Mangaratiba (R$ 3,2 mi), e guardando “trocos” em casa, para o gasto, como o milhão e duzentos mil dolares e euros que a polícia apreendeu no apartamento em que ele foi preso.

a14O doleiro Youssef (já solto)

Mesmo assim, até hoje – pasme-se – várias dessas contas continuam em nome de Paulo Roberto Costa que foi preso destruindo provas no dia 20 de março passado, tres dias depois da Policia Federal ter posto em marcha a Operação Lava Jato que investiga movimentações ilegais de mais de R$ 10 bilhões entre este senhor, Alberto Youssef, réus do Mensalão e outras figuras de escol da República petista, embora ele continue encarcerado e esteja há dois anos fora do cargo que teve na Petrobras!

É esta a gente em cuja defesa se levanta indignada a presidente da Republica dita “faxineira”, bradando em nome da preservação “do Estado, da Nação e do país”.

Se ha algum “factóide político” nessa mixórdia toda, portanto, ele vem dos intestinos do próprio PT e, segundo as provas até agora tornadas publicas, do próprio Palácio do Planalto, aquele de cujos computadores saem também os falsos perfis acrescentados à Wikipédia para denegrir jornalistas que incomodam.

a10Todos

Volta Lula?! Mas ele nunca saiu!

29 de abril de 2014 § 8 Comentários

CHUVA/PALACIO DO PLANALTO

Tudo que tem de ruim neste governo do PT emana diretamente dele. E a maior parte do que teve de bom rolou à sua revelia: era o “efeito China/commodities” que punha mais água na banheira do que já estava saindo pelo ralo.

Até no Brasil ilustrado ouço gente achando que com ele melhora. Melhora nada!

O “poste”, quando piora as coisas, piora porque é menos desonesta que ele. Porque mente pior, tem menos cara de pau e, por cima disso tudo, é pesporrenta, mistura de coisas que num governo que vive de enganação é das piores possíveis.

Ela não faz nada certo mas a podridão mesmo quem plantou foi ele. O gabarito que faz com que cada fio que se puxe acabe sempre nos cupins que roem a Petrobras, nos “Pad” e nos André Vargas da vida; nessa horda que recheia os dutos do doleiro Youssef para os paraísos fiscais e que, quando flagrada na bandalheira, roubando saude de pobre, engrossa a voz, ameaça a imprensa, dá socos no ar, desafia o Poder Judiciário e sai reclamando que isso ainda dê cadeia neste país; esse gabarito foi ele que deu e é ele que o reaperta cada vez que as coisas ameaçam deslassar; cada vez que alguém ameaça desviar a rota.

Cerimônia de inauguração do navio Dragão do Mar do Estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape

Que é ele quem comanda esse baile não tem dúvida nenhuma. Mas não é dessa última fase que estou falando.

O Lula vem nos arrebentando desde o tempo dos generais.

Olhem o que está acontecendo com a indústria nacional. O Valor de hoje reporta o massacre da competitividade brasileira medido por um estudo do Boston Consulting Group envolvendo os 25 maiores exportadores do mundo, responsáveis por perto de 90% do comércio mundial nos últimos 10 anos. O Brasil foi quem mais andou pra traz. Em 2004 produzir aqui era 3% mais barato que nos Estados Unidos e já era pouco demais. Hoje é 23% mais caro!

Os salários mais que dobraram nessa década. Mas o câmbio valorizou 20%, o custo da eletricidade industrial aumentou 90%, o do gas natural 60%.

E a produtividade? 3% em 10 anos contra 27% nos Estados Unidos.

Resultado: a industria nacional, a base concreta sobre a qual se assenta o processo de criação de riquezas de qualquer economia, acabou. E a pá de cal é essa brilhante “estratégia” de só vender pra bolivariano caloteiro com financiamento do BNDES.

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras. Costa é suspeito de envolvimento com integrantes de uma quadrilha de lavagem de dinheiro. Pelas informações da polícia, ele foi p

O mergulho da produtividade brasileira é metade falta de escola, metade aumento arbitrário de salário pra comprar eleições. O resto é tempero. E o que é que o PT faz a respeito?

Quando ameaça estourar; quando os páteos das montadoras ficam abarrotados e as demissões ameaçam começar lá vem mais um pacotezinho de “incentivo” ao consumo de automóveis, eletrodomésticos e “casas próprias”  à custa de redução temporária de impostos (aumento de dívida pública), subsídio à gasolina e financiamento dos bancos oficiais ao consumo. Tudo cheque nominal e com exigência de recibo de quem concede pra quem recebe, olho no olho.

Assim que alivia retoma-se o buraco um pouco mais de baixo a cada vez.

Pois esse quadro é um classico “Lula”. Um “Lula vintage”. Foi exatamente assim que ele se fez na vida: negociando com os militares sinal verde pras multinacionais reduzirem a qualidade das carroças que nos vendiam, cobrar preço de Rolls Royce por elas e o Brasil fechar os portos à importação pra ele manter os metalúrgicos fora das ruas bem gordinhos, jogando seu dominó, enquanto a inflação, que começava sempre exatamente aí, ferrava a multidão dos trabalhadores brasileiros sem voz.

CERVERO/CAMARA

Continua igualzinho só que com os tempêros de hoje.

Aumenta-se a massa salarial por decreto. Pior, descola-se o salário até do ato de trabalhar. 70 milhões de cheques todo mês. Cria-se uma competição desleal pela mão de obra entre o ócio e a produção. Exporta-se grãos, minérios e a industrialização dessas matérias primas para a China e infla-se o setor de serviços com esse “excedente salarial” feito de nada. E a roda gira em cima dos ossos da indústria. Salário de um lado imposto do outro.

No limite, pacotes de socorro pras industrias grandes o suficiente pra render manchetes quando demitem, que são as multinacionais de sempre. Aqui ninguém consegue crescer desse tanto a não ser os “barões do BNDES” e os tubarões das obras públicas. Pra esses nunca tem crise.

Mas tratar de fazer o Brasil ganhar competitividade pra valer – políticas de educação, enxugamento do gasto e aumento do investimento público, reforma tributária – melhorar o meio ambiente para criar riquezas aqui dentro não é com eles. Nem uma única medida que não fosse a mais rasteira tapeação em 12 anos.

Você nunca ouviu ninguém no PT falar em queda da produtividade do trabalho. O Ministério do Trabalho, alias, é o que abre a lista dos ministérios fajutos que estão aí só pra serem atirados à alcatéia dos vendedores de governabilidade.

BRASILIA/NEVOEIRO

O ministro do Trabalho é esse preposto do Lupi, aquele pego no pulo roubando os trabalhadores com o “pé-de-cabra” de nada menos que 26 ONGs de fachada e que ameaçava puxar o revolver e resistir à tiros pra que não lhe tirassem o osso. Lembranças dos tempos de “eleições” sindicais “por aclamação” que é o modelo que o Plano Nacional de Direitos Humanos do PT quer implantar em escala nacional. Essas sempre foram decididas na bala e velhos hábitos demoram para morrer…

Nunca nenhum deles falou em preparar melhor a mão de obra brasileira; pleiteou o que é necessário pra ensina-los a pescar em vez de seguir dando-lhes peixe de boca em boca. Ao contrário. A única vez em que esse regra três do Lupi de que ninguém sabe nem o nome saiu do seu gabinete foi agora, para vir a SP apoiar o despejo de refugiados do Haiti pelo governo do Acre aqui. Estamos importando mais desqualificação mas os impostos continuam subindo. Batendo recordes: R$ 86,6 bi em um mês; R$ 293,4 bi, ⅓ de trilhão, em um trimestre. É 2,1% a mais que no ano passado por cima dos 6,5% de inflação e do pibinho do Mantega.

É isso que o Lula sabe fazer. É isso que o Lula sempre fez. Comprar eleições queimando os músculos da Nação.

Fazia isso antes no sindicato. Faz isso agora no país inteiro. Vai dar o mesmo resultado que sempre deu multiplicado pelo tamanho do Brasil 2014 comparado ao do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo 1970.

Mas — de novo — não é da velocidade com que a economia vai escorregar que estou falando. O Brasil está por um fio. Essa horda acabou com todas as nossas instituições, destruiu o sistema imunológico da Nação, concentrou todos os poderes e todo o dinheiro no Poder Executivo, montou uma máquina de chantagem econômica disfarçada de Receita Federal. Nós estamos pendentes de um ou outro indivíduo que ainda resiste no Poder Legislativo destruído e no Poder Judiciário sitiado. Se não tirar essa gente daí agora, no voto, não tem mais volta. Entramos num ralo argentino: 100 anos de queda livre. Isso se não saltarmos direto pra Venezuela pra cortar caminho…

 

b0

 

E segue o baile…

17 de abril de 2014 § 5 Comentários

a1

Nada resiste à esculhambação do Congresso Nacional.

La onde “crime” é “malfeito” e “assassinato” vira “ato infracional“, nenhuma surpresa em chamar “negócio” ao ato de transformar US$ 42 milhões em US$ 1,2 bilhão em menos de 12 meses e depois ficar discutindo sobre se isso foi “um bom ou um mau negócio“.

É claro que, no fundo, é tudo uma questão de ponto de vista, dependendo, a conclusão dessa momentosa questão, de se a pergunta é feita a quem possuia o bilhão e duzentos antes e ficou sem eles (nós os contribuintes) ou a quem se tornou proprietário deles depois do “negócio” feito…

O Congresso Nacional falava, supostamente, em nosso nome e, portanto, não deveria haver duvida nenhuma. Mas como naquele bosque de caras de variados paus vale tudo, formaram-se logo dois partidos em torno dessa nova “configuração” dada à falcatrua de Pasadena que ja antecipa onde vai chegar esta “investigação” das “excelências“.

a2

Um desses partidos é de linha, digamos assim, mais “lulista“: nega até o fim mesmo aquele tipo de evidência que resplandece ofuscantemente ao sol e fere estes 200 milhões de pares de olhos que a terra ha de comer.

O outro tem uma linha mais “dilmista“: admite eventualmente suas cagadas mas põe a culpa delas nos outros e, o que é muito pior, não limpa a sujeira feita.

Alinham-se ao primeiro grupo Nestor Cerveró e Sergio Gabrielli, entre outros, e ao segundo Dilma Roussef e Graça Foster, atrizes sabidamente faltas de imaginação e capacidade de improvisação que, pelo andar da carruagem vão ficar sozinhas nesse lado do picadeiro pois a nata das “excelências” já se manifestou agradavelmente surpreendida com a versão mais “lulista” que, confessadamente, nem eles próprios tinham, alguma vez, imaginado possível.

a2

A surpresa com a cara-dura dessa versão foi tanta que até mesmo Andre Vargas, aquele que pretendeu dar-se ares de ideólogo da bandalheira à Zé Dirceu e Genoíno mas logo depois foi flagrado lavando dinheiro em jatos, recolheu o seu pedido de renuncia. É que o seu apurado faro para oportunidades já lhe deu a entender que o processo de descriminalização da roubalheira em curso ha 12 anos está à beira de avançar mais um passo decisivo e resolveu pagar para ver.

A grande incógnita, agora, são os próximos passos do doleiro Alberto Youssef, “amigo de 30 anos” de André, e seu outro comparsa Paulo Roberto Costa tirado de circulação junto com ele.

Não ha sinais, até o momento, de que esteja iminente a prisão dos policiais federais que os prenderam. Mas a ser seguido o precedente aberto com o caso do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Mensalão, é provavel que cassem ao menos os seus chefes, obviamente os mandantes do crime, digo, da prisão dos criminosos, colocando no lugar deles outros que se comprometam antecipadamente a ser menos “exagerados” com esse negocio de prender ladrões de dinheiro publico do lado errado, principalmente em ano eleitoral.

Afinal o Brasil é o “país de todos“, isto é, de todos “eles“, a começar pelos que têm sido injustamente presos quando na verdade merecem mais são indenizações por todo o bem que nos têm feito.

a2

Batendo na porta do paraíso

14 de abril de 2014 § 5 Comentários

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Fernando Cavendish, o ubíquo “campeão do PAC” da “faxineira” Dilma que, semana sim semana não, tem suas empresas declaradas “inidôneas” para fazer negócios com o poder público mas, rápido no gatilho que é, troca o nome delas e, assim, continua merecendo a confiança da “presidenta”; Fernando Collor de Mello, o “linchado redimido” (“amigos, amigos: negócios aparte…”) e seu afilhado Pedro Paulo Leoni Ramos cujas falcatruas na Petrobras são velhas de antes do impeachment; Renan Calheiros, o “relator” da CPI “X-tudo” instalada para “investigar” as roubalheiras cujo produto é “lavado-em-jatos” pelo doleiro Alberto Youssef, o amigo de 30 anos de André Vargas, o gorducho que mente pela gorja um pouquinho mais a cada novo palmo de bunda que lhe fica exposto; não ha nome infame da crônica do baixo lenocínio político brasileiro, enfim, que não tenha um ferrão fincado nesta Petrobras que o PT conseguiu empurrar até à beira da falência.

a8

Cada dia fica-se sabendo uma nova.

Todos os ladrões de sucesso da Republica, aliás, têm o “seu” funcionário de alto nível amestrado da Petrobras. Só pé-de-chinelo é que não tem um “pet” desses em Brasília. É que como ha áreas e “projetos técnicos” para todos os gostos e mais de 220 bilhões de dólares no orçamento de “investimentos” da “nossa” petroleira até 2018, é uma vírgula estrategicamente colocada num contrato e – bingo! – está conquistada a “independência financeira” de mais um André Vargas com o seu doleiro ao pé.

Até salafrários internacionais, como o tal “barão” belga de Pasadena já conhecem o macete: um “técnico” com 20 anos de Petrobras intermediou a “venda”, por 277 vezes o valor pago um ano antes, aprovada por dona Dilma e pelo tal Nestor Cerveró, este que foi severamente “afastado”, doa a quem doer, com 13 anos de atraso, daquela bela refinaria em Pasadena, Texas, incapaz de processar os óleos extraídos em solo brasileiro.

a10

Renan Calheiros, o chefe da investigação das falcatruas na Petrobras em pessoa, por exemplo, é o “dono”, pela interposta pessoa do “funcionário especializado” Sérgio Machado, da Transpetro, que tem o monopólio do transporte de todo o petróleo importado pela Petrobras.

Já o doleiro Aberto Youssef e o “diretor de Abastecimento”, Paulo Roberto Costa representam toda uma rede de roubalhões. Só falam em bilhões.

Este nobre senhor Youssef até viaja nas comitivas presidenciais que andam pelo mundo, de ditador em ditador, distribuindo “obras” financiadas pelo BNDES para donos de ilhas do Caribe, genocidas africanos e outros tipos de ilibada reputação e notório conhecimento na companhia dos quais o nosso Lula pretende transplantar para os grandes foros internacionais, como a ONU, os esquemas de “governabilidade” e articulação de “baixos cleros” em que é mestre, para ensinar ao mundo a dor e a delícia de se lidar com a natureza humana.

a4

Outro dia foi flagrado na lista de convidados do governo para uma visita ao último bastião do socialismo no Ocidente, a Cuba dos Castro, onde a Petrobras “fura poços de petróleo” e todos nós, das palafitas de Belém do Pará para baixo, contribuímos para a construção de um porto pra Eike Batista nenhum botar defeito.

Não tem mixaria na caridade internacional do PT. É o momento em que brota do nada tudo que falta nas escolas e nos hospitais aqui no Brasil para ser investido em “obras” que ninguém nunca saberá sequer se chegaram a ser iniciadas um dia, já que se os nosso tribunais de contas não conseguem saber nem o que se passa debaixo do seu nariz aqui onde têm poder de polícia, que dirá pelo mundo afora.

Por isso, acreditam alguns, é que têm surgido nas anotações do nosso meticuloso doleiro, “comissões” de 50% do valor dessas “obras” que nenhum brasileiro jamais fiscalizará. É possível que se esteja “rachando” o valor inteiro da empreitada.

a2

Inovação é o nome do jogo!

O que está acontecendo na Petrobras, enfim, é exatamente o mesmo que tem acontecido no Brasil como um todo. Já não se “aparelha” mais o órgão, a instituição, a empresa pública, naquele sentido ideológico de antigamente, para colocá-lo subrepticiamente a serviço de um projeto de poder. Loteia-se explicitamente cada um deles, em negociações “cobertas” pela imprensa, entre os “companheiros” e os “aliados”, segundo o volume de dinheiro movimentado por cada um deles.

Daí por diante é roubalheira de um lado e gestão temerária do outro anabolizando-se mutuamente.

Quando as falcatruas são eventualmente “descobertas”, reencena-se o “espetáculo da impunidade”.

a11A primeira providência é a tentativa de matar o mensageiro. Acionam-se as brigadas da internet que iniciarão campanha maciça de difamação do acusador e de apedrejamento da “imprensa golpista”.

A seu tempo o Ministério da Justiça e seus órgãos auxiliares – como o Cade e cia.ltda. – “darão acesso” a jornais e televisões a denúncias, dossiês e documentos “envolvendo” governos da oposição em episódios suspeitos de corrupção. Não importa se a denuncia incluir 25 governos petistas e/ou aliados e um da oposição, é só às falcatruas deste que será “dado acesso” à imprensa que, assim como dona Dilma com relação à inidoneidade da Delta Construções e seus “aliases”, não desconfiará de nada e publicará só o que seu mestre lhe mostrar para provar que é “equânime” nas denuncias que faz.

Se nada disso baixar a fervura chamar-se-á Lula em pessoa para coordenar a “limpeza” da porcaria, começando por uma ou duas reuniões públicas com os principais acusados para um par de coques e cascudos de reprimenda e a instrução púbica a respeito do que podem ou não podem dizer na frente da polícia.

a3

Se nada disso funcionar, eventualmente tudo terminará com a desmontagem ao vivo e a cores da instituição encarregada de punir aquele “malfeito”, não importa o que isso possa vir a custar ao país. Desmonta-se o que for necessário, seja o IBGE porque publicou uma estatística julgada inconveniente para o momento eleitoral, seja o Supremo Tribunal Federal se tiver ousado condenar um petista segundo as provas constantes dos autos.

De qualquer maneira, estamos batendo nas portas do paraíso. A “caixa preta” da Petrobras – isso já é mais do que evidente – é grande o suficiente para levar para o fundo este governo inteiro, senão até mais que ele. Não ha nada maior nem mais alto para ser posto a nu, mas tudo dependerá exclusivamente da imprensa…

Da Petrobras em diante, é reto pra Venezuela.

 

a7

 

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