Oi! Está lá?
8 de outubro de 2013 § 2 Comentários
Houve quem dissesse por aí que o esboroamento da Oi (aquela que o Lula criou e que, agradecida, criou o Lulinha) e sua incorporação pela Portugal Telecom foi “o fracasso de um sonho de grandeza”.
Nem tanto…
Conta-se aqui no Vespeiro (neste link) como foi que os socialistas portugueses, como todo socialista no poder associados aos banqueiros portugueses, deram o golpe que os tornou meio donos da Portugal Telecom em cujas costas montaram todos para criar um esquema de poder nos territórios “lusófonos”, incluindo Brasil, Ásia e África.
Conta-se, também, como foi que, lá nos albores do Mensalão, a cobra mordeu o rabo e foram flagrados na mesma sala, em pleno Palácio do Planalto, o próprio presidente Lula, o banqueiro português “dono” da tele, o diretor geral da Portugal Telecom, o carequinha Marcos Valério, o Zé Dirceu e mais o tesoureiro do PTB do Roberto Jefferson para um acerto em que o banco levava 600 milhões do Instituto de Resseguros do Brasil e o PT e o PTB liquidavam haveres mútuos valendo 60 milhões.
Foi assim que tudo começou.
Depois, contei também como o testa de ferro da Portugal Telecom, Nuno Vasconcellos, sob os auspícios de don Dirceu, veio abrir jornais neste “Brasil Econômico” onde trabalha, como diretora de marketing, ninguém menos que a esposa oficial do homem por cuja impunidade imolou-se sem um gemido o Supremo Tribunal Federal da Republica Federativa do Brasil.
Agora, na dificuldade, eles se jogam, de novo, nos braços um do outro, enquanto o capo di tutti capi, don Lula da Silva, roda a África, especialmente a portuguesa, como emissário das nossas empreiteiras de obras públicas, vendendo obras gigantes financiadas pelo BNDES que ninguém nunca saberá se chegaram de fato a ser construídas, enquanto angaria votos daqueles governos filo-criminosos para ocupar o lugar que cobiça nos organismos internacionais.
E – atenção muita atenção! – no meio desse imbroglio de ex-presidentes, bancos portugueses, atuais empreiteiros e genocidas africanos, misturam-se as pegadas cheirando a morte dos “diamantes de sangue” e – pasme-se! – até o aliado mais discreto de don Lula, ninguém menos que o “bispo” Macedo que, por mais que se lave nesse mesmo banco e cresça em praças africanas, jamais conseguirá ficar mesmo limpo.
O fim de cada sonho é só o começo do próximo, ó santa ingenuidade!
Fica a dica…
$$$
A propósito, a tarifa de celular mais cara do mundo – 5 xs o que se cobra na Espanha – só compra a 62a posição (em 160) no ranking mundial de desenvolvimento de telefonia, acesso à internet e serviços telefônicos em geral.
Não fizeram a conta do resto da infraestrutura – e telefonia e internet hoje são a infraestrutura da infraestrutura – onde esse multiplicador certamente iria à estratosfera.
É assim que se paga por tudo que o governo “dá”: a marca registrada de povos “espertos” que gostam de levar vantagem em tudo, onde todo mundo tem um deputado particular para cavar uma tetinha, um empregozinho sem trabalho, uma bolsazinha, uma isençãozinha de imposto, uma aposentadoriazinha privilegiada, é pagar preço de ouro por merda.
Tudo isso, aliás, faz parte dessa nossa pétrea cultura da negação do mérito e da responsabilidade individual. Por mais que nos esfolem, todo mundo aqui continua achando que “não enxergando a mão do ladrão entrando diretamente no meu bolso, mas apenas no do alheio, não fui eu quem pagou a conta”.
Porque o Google pode e Murdoch não?
19 de fevereiro de 2013 § 1 comentário
Correspondentes do NY Times em Londres informavam, na semana passada, que mais seis jornalistas que trabalham para The Sun ou trabalhavam para The News of the World, dois dos tablóides sensacionalistas de Rupert Murdoch, foram presos e tiveram suas casas devassadas, ainda com relação às investigações de escutas telefônicas, hackeamento de computadores, interceptação de mensagens e suborno de policiais nos anos de 2005 e 2006 para conseguir informações sobre celebridades ou crimes e publicá-las em primeira mão.
Mais de 100 repórteres, editores, policiais e funcionários públicos já foram presos nessa investigação. Rupert Murdoch sentiu-se obrigado a fechar o The News of the World, o mais lucrativo dos seus tabloides em junho de 2011 para tentar aplacar a indignação do público que ameaçava contaminar todos seus títulos em papel, na TV ou em bits, 169 vítimas desses atos de invasão de privacidade entraram com processos e 144 já foram indenizadas em valores em torno de US$ 1 milhão cada.
Perfeito! É o mínimo que tem de acontecer com picaretas desse naipe num país civilizado.
Agora, o que possivelmente ficará para os historiadores explicarem a nossos filhos é porque invasões de privacidade, bisbilhotagem, arapongagem e roubo de informações para proporcionar lucro fácil a quem se entrega a essas práticas é punida de forma proporcional à ofensa e ao prejuízo produzido quando praticados pela “old mídia” e até pelas companhias telefônicas mas não apenas é permitido como, até, é saudado como um paradigma de autêntica ação democrática em favor do bem comum quando praticada pelos donos dos meios modernos de comunicação online como o Google, o Facebook e todas as famigeradas “third parties” a quem todo mundo que possui algum “hub” ou ponto de trafego de alguma significância na internet encarrega de espionar seus clientes e usuários para vender legalmente as informações assim obtidas a qualquer um que queira pagar por elas.
Qual a diferença entre subornar um policial que prega o seu grampo no telefone de uma ou outra celebridade para obter as informações e pagar pelas que a legião de programadores ultra-especializados dos senhores Page ou Zuckergberg arranca de todos nós, celebridades ou não, abrangendo todas as nossas movimentações físicas e financeiras, nossas perambulações pela rede, nossas conversas, nossas intimidades e até as fotografias que trocamos com os amigos, senão a solerte afirmação deles próprios de que não fazem isso pelas dezenas de bilhões de dolares que isto lhes rende por mês, coisa de somenos, mas sim pelo bem da humanidade?
Por que razão deixar ir adiante esse tipo de espionagem interessa a governos é uma pergunta cuja resposta não exige muito tirocínio. Por que isso interessa a partidos totalitários e a inimigos da democracia como os apedrejadores das yoanis sanchez da vida, menos ainda.
É multimilenar a luta dessa gente pelo controle e o esmagamento do indivíduo. É proverbial a sua ânsia de espionar.
Mas, mais que tudo, o que lhes espicaça o apetite neste momento particular é a ameaça mortal que decorre do roubo sistematico de informações para o jornalismo independente, seu inimigo figadal desde sempre. Sobretudo em países de instituições periclitantes como o Brasil onde a imprensa professional e livre é o ultimo obstáculo entre eles e o poder absoluto.
Agora por que uma massa enorme de intelectuais, cientistas e pessoas geralmente bem intencionadas sanciona e aplaude os “big brothers” que invadem nossas vidas por todos os lados hoje em dia é algo mais difícil de responder, embora também não seja novidade.
Não existe caso na História de ditadura ou de opressão totalitária que tenha conseguido se instalar no poder sem o concurso decisivo desse tipo especial de imbecil cujo cérebro entra em curto-circuito à menção de certas palavras mágicas, que é quem de fato arma a mão dos genocídas e só acorda para a realidade quando já é tarde demais.
Isso quando não é posto para dormir para sempre pelos próprios “heróis” pelos quais costumava babar…
Porque não podemos usar celular em aviões?
18 de dezembro de 2012 § 2 Comentários
A Economist desta semana publica uma matéria quilométrica (aqui) para responder uma pergunta que todos os habitantes do planeta que alguma vez pegaram um avião já se fizeram: “Porque é proibido usar telefones celulares e outros equipamentos com conexão de internet em aviões?”
A resposta supostamente óbvia – “Porque eles interferem com os equipamentos eletrônicos de vôo” – não é a correta.
A principal razão pela qual a FCC (Federal Comunications Comission dos EUA) mantém a proibição é resguardar o interesse das companhias telefônicas uma vez que, lá de cima, celulares e equipamentos com conexão wi-fi captariam várias torres de retransmissão ao mesmo tempo, o que criaria grandes confusões no sistema. As torres de hoje, feitas para serem conectadas do chão, têm padrões diferentes entre si segundo a proximidade uma da outra de modo a que cada equipamento em uso capte o sinal apenas da mais próxima, mas repetem os mesmos padrões conforme se vai distanciando. É isso que permite que elas reconheçam cada equipamento que as contata e, assim, processem as cobranças.
Em milhares de testes feitos ao longo dos últimos mais de 20 anos jamais se comprovou que um desses aparelhos em uso dentro de um avião tivesse provocado interferências capazes de alterar a precisão dos equipamentos de navegação e controle de vôo embora tais interferências sejam teoricamente possíveis.
Diante das pressões pela liberação do uso, o FCC, recentemente, se dispôs a rever essas normas desde que as companhias de aviação testassem e homologassem cada tipo de aparelho em uso no mercado global. As companhias, obviamente, declinaram, em função do custo absurdo da empreitada e até da impossibilidade de fazer isso num mercado em constante ebulição de novos lançamentos.
A Economist, a propósito, declara posição contrária à liberação do uso de celulares em aviões lembrando que, num mundo cada vez mais mal educado, eles são hoje verdadeiras ilhas de paz onde um sujeito pode desfrutar o prazer de não ter o imbecil sentado ao seu lado falando sem parar num telefone, como acontece em todos os outros lugares onde se possa por os pés no planeta hoje.
Estou com ela e não abro.
A mãe da crise de liderança
2 de julho de 2012 § Deixe um comentário
Na edição de domingo, 23/6, do New York Times, Thomas Friedman tratou por dois ângulos interessantes – o geracional e o tecnológico – de um assunto muito caro aqui ao Vespeiro, que é o da crise de liderança que se tornou epidêmica no mundo e explica o aprofundamento aparentemente sem limites da crise que se tornou aguda a partir de 2007.
Estou publicando o texto traduzido aí embaixo pra vocês conferirem.
Não ha propriamente novidade quanto a essência do processo na forma como ele o descreve. Mas ha pormenores interessantes no modo como ele nos leva a enxergar como o uso das novas tecnologias de comunicação pelos políticos e pelos agentes das suas campanhas eleitorais levam o “Popularismo, a ideologia onipresente do nosso tempo” que eu já chamei aqui de “Efeito Google” (neste texto) e de “síndrome do É proibido proibir” (nestes dois outros de janeiro e agosto de 2011) a contaminar irremediavelmente as relações entre representantes e representados nas democracias.
O que posso acrescentar ao artigo de Friedman é a observação de que a generalização do uso das novas ferramentas de comunicação pela massa dos eleitores no mesmo momento em que as eleições nas democracias se entregaram totalmente às técnicas do marketing de produtos comercializáveis foi uma coincidência infeliz que transformou a demagogia numa ciência e pôs os estadistas num canto.
Com o tempo isso pode matar a democracia.
A título de consolo, reafirmo, junto com Friedman e o escritor que ele cita, a minha crença de que a diluição da função do jornalismo, especialidade da qual um ferramental ético tecnicamente constituído é um elemento imprescindível que, de maneira nenhuma, vem de graça junto com a capacidade de registrar e difundir acontecimentos que a rede mundial pôs, indiscriminadamente, ao alcance de todos, é um fenômeno passageiro e de vida curta.
O jornalismo profissional, que foi o parteiro da democracia (o momento essencial dessa história está registrado aqui), continua sendo a principal condição da sobrevivência dela. A vida precisa de edição. E um trabalho de edição digno de ter “seguidores” requer gente tecnicamente capacitada para buscar a verdade dentro de regras estabelecidas e critérios identificáveis, um conjunto de processos e conhecimentos que exige um longo aprendizado em regime de dedicação integral e o empenho de toda uma vida como qualquer outro ramo especializado do conhecimento humano.
Se “circulação paga” deixou de ser, como foi até ha pouco tempo, um aval altamente democrático e eficiente da qualidade das regras com que se baliza essa busca, o mundo logo encontrará outros meios de expressar a certeza que já tem – e premente! – de que a mera capacidade de fazer um grito alcançar os quatro cantos do mundo, que hoje é de todos e de qualquer um, acompanhado do registro do numero de pessoas que foi alcançado por esse grito não é tudo que se requer – muito ao contrário – para se definir a qualidade do que é gritado e o interesse de se perder tempo em ouvir e entender cada barulho produzido.
Vamos a ele:
A ascensão do Popularismo
por Thomas L. Friedman
Saí de uma viagem por vários países da Europa na semana passada com a impressão de que toda conversa hoje em dia acaba com alguma variação deste tema: porque não existem mais líderes capazes de inspirar seus povos a enfrentar os grandes desafios do nosso tempo? Existem muitas explicações para o déficit global de lideranças mas eu vou focar apenas duas: uma é geracional, a outra é tecnológica.
Vamos começar com a tecnológica. Em 1965, Gordon Moore, co-fundador da Intel, formulou aquilo que ficou conhecido como a Lei de Moore, que estipulava que a capacidade de processamento de um único microship dobraria, daí por diante, a cada 18 a 24 meses. A teoria vem sendo confirmada pelos fatos desde então.
Observando a luta dos líderes europeus, árabes e americanos com suas respectivas crises eu me pergunto se não existe um corolário político para a Lei de Moore: a qualidade das lideranças políticas deteriora-se mais um ponto a cada 100 milhões de novas adesões ao Facebook e ao Twitter.
A conexão do mundo pelas mídias sociais e pelos celulares com internet está mudando a natureza da conversa entre lideranças e liderados em toda a parte. Estamos indo de conversas de mão única de cima para baixo para conversas de mão dupla que vão de baixo para cima e de cima para baixo. Ha várias vantagens no novo modelo: mais participação, mais inovação e mais transparência. Mas não estaria havendo também um excesso de participação – isto é, lideranças atentas a tantas vozes o tempo todo e tão preocupadas em monitorar todas as tendências que elas acabam se tornando prisioneiras?
Veja essa frase que estava numa matéria do site Politico na semana passada: “As campanhas de Romney e Obama passam o dia correndo uma atrás da outra no Twitter, enquanto se queixam de que ninguém gasta um minuto para discutir qualquer assunto sério. Mas todas as vezes que elas têm a oportunidade de escolher serem grandes, elas acabam optando por continuar sendo pequenas“.
Eu ouvi uma nova palavra em Londres na semana passada que define isso tudo com precisão: “Popularismo“. O Popularismo é a ideologia onipresente do nosso tempo. Leia as pesquisas, monitore os blogs, acompanhe os feeds do Twitter e do Facebook e vá precisamente para onde as pessoas estão e não para onde você acha que elas deveriam estar. E, a propósito, se todo mundo está “seguindo“, quem está liderando?
Por cima disso ha, ainda, o problema da exposição. Qualquer um com um celular nas mãos, hoje, é um paparazzi; qualquer um com uma conta no Twitter é um repórter; qualquer um com acesso ao Youtube é um cinegrafista. E quando todo mundo é paparazzi, repórter e cinegrafista, todos os outros são figuras públicas.
Agora, se você for realmente uma figura pública – um político, por exemplo – a vigilância constante pode se tornar algo tão insuportável que a vida pública passa a ser algo a ser evitado a qualquer custo. Alexander Downer, ex-primeiro-ministro da Austrália, me disse o seguinte, faz pouco tempo: “As lideranças políticas estão sendo submetidas a um massacre fiscalizatório como nunca houve antes. Isso não chega a desencorajar os melhores entre eles, mas a sensação de ridículo e a interação constante com o público está tornando cada vez mais difícil tomar decisões bem pensadas e corajosas“.
Quanto à mudança geracional, nós passamos de uma geração que acreditava em investir no futuro para a geração os Baby Boomers que acredita em se endividar para gastar hoje. Basta comparar os Bush pai e filho. O pai se apresentou como voluntário para a 2a Guerra Mundial assim que acabou o bombardeio de Pearl Harbour e temperou o seu caráter na Guerra Fria – uma época perigosa em que os políticos não podiam apenas seguir as pesquisas. E como presidente aumentou os impostos quando o equilíbrio fiscal assim o exigiu. O seu filho da geração Baby Boomer simplesmente rasgou esse figurino e se tornou o primeiro presidente da história dos Estados Unidos a cortar impostos no meio, não apenas de uma, mas de duas guerras.
Quando você vive cercado de tecnologias que favorecem e valorizam os julgamentos e as respostas de curto prazo e de pessoas acostumadas a usa-las para ter a sensação de satisfação imediata de qualquer desejo, mas vive mergulhado em problemas cuja solução exige processos longos e difíceis como são as crises globais de crédito e emprego ou a necessidade de reconstruir países como os do Mundo Árabe, de alto a baixo – você tem um problema sério de descompasso e afinação e um enorme desafio de liderança.
No mundo de hoje, todas as lideranças estão precisando pedir aos seus povos que aceitem mais deveres e não apenas que dividam mais benefícios; que estudem e trabalhem mais apenas para não andar para trás. E isso exige uma tremenda capacidade de liderança que começa pela disposição de dizer a verdade ao povo.
Dov Seideman, autor do livro “Como” e que é dono da empresa LRN especializada em treinar CEO’s em matéria de liderança, vem ha tempos argumentando que “nada inspira mais as pessoas que a verdade“. A maioria dos líderes políticos pensa que dizer a verdade ao povo vai deixá-los vulneráveis em relação aos seus adversários. Eles estão errados.
“A melhor coisa de se dizer a verdade é que ela cria um laço concreto entre você e as pessoas“, diz Seideman, “porque quando você prova às pessoas que confia nelas dizendo-lhes a verdade fica mais fácil elas confiarem em você também“. Disfarçar os problemas torna muito mais difícil sair deles. “Dar a verdade às pessoas é como dar-lhes um chão firme em que pisar. Isso por si só já empurra para a ação. Quando todos estão apoiados numa verdade compartilhada, você começa a resolver junto os problemas. E esse é o primeiro passo para se encontrar um caminho novo e melhor“.
Mas não é o que temos visto acontecer, seja na América, seja no Mundo Árabe, seja na Europa de hoje. Fico imaginando se apenas um deles, unzinho só, agarrasse a oportunidade de por o seu povo diante da verdade: dizer-lhes claramente o que estão enfrentando, do que eles são capazes, que plano é preciso por em prática para sair da enrascada e qual a contribuição que se requer de cada um para chegar a um novo caminho.
O primeiro que fizer isso será o primeiro que terá “seguidores” e “amigos” de verdade, e não apenas os “seguidores” e “amigos” virtuais de hoje.




















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