Até o amor verdadeiro…

10 de abril de 2015 § 12 Comentários

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A JBS preparou uma estratégia de ação na internet para melhorar a imagem de sua marca entre os consumidores e se livrar da lenda urbana de ‘empresa do filho do Lula’.

Em dezembro de 2014, das 59.749 menções à empresa dos irmãos Batista em Facebook, Twitter, YouTube e blogs, nada menos que 48.184, ou 80,7%, eram negativas. Apenas 1.206 foram positivas (2%) e 10.359 consideradas neutras (17,3%), ou seja, a chamada ‘saúde da marca’ era de 19%.

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A partir de fevereiro, a JBS passou a responder a cada uma das menções nas redes sociais e blogs, a desmentir boatos e a gerar conteúdos informativos para suas páginas diariamente. Nesse mês, das 68.634 vezes em que foi citada, a empresa teve 34.969 menções negativas (51%), 4.461 positivas (6,5%) e 29.204 neutras (42,5%). A saúde da marca chegou, portanto, a 49%.

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Mencionada 74.429 vezes em março, a dona da Friboi foi tema de 26.410 postagens negativas (35,5%), 16.069 positivas (21,5%) e 31.950 neutras (43%), e a saúde de sua marca chegou a 64,5% na internet.

Fazendo as contas entre dezembro e março, a tática da JBS na internet fez as citações negativas caírem 46%, as positivas aumentarem 1.232% e as neutras crescerem 208%. Além disso, a imagem de sua marca melhorou 315% entre os internautas”.

A nota é de Lauro Jardim. E prova, como queria o Nelson Rodrigues, que “o dinheiro compra até o amor verdadeiro”…$3

E se a gente demitisse a Dilma?

4 de fevereiro de 2015 § 13 Comentários

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Demitiram a Graça Foster e o resto da corja da diretoria da Petrobras e a ação da companhia subiu 15% em um único pregão só em cima do boato sobre a boa nova. Com a confirmação hoje a alta deve continuar e se puserem mesmo gente profissional e sem nenhuma ligação com os assaltantes pra tocar aquilo a ação explode.

Se demitissem a Dilma e o resto da corja da presidência do Brasil acontecia a mesma coisa com a economia nacional como um todo.

Desde o “ficam os ladrões” de setembro passado até agora a Petrobras tinha perdido R$ 205 bi de valor nas bolsas. Mas esse foi o menor prejuízo. Quando o mundo, assombrado, viu ao vivo e em cores a Dilma dar aquele formidável murro bem na ponta da faca afiada tudo aquilo de que dependemos para sobreviver passou a não valer mais nada: o dólar disparou, o preço dos juros é outra vez recorde mundial, o risco país, só de novembro para cá, passou de 250 pontos acima da taxa básica, para 324 pontos mais do que custa o dinheiro internacional para gente séria.

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Nada disso teria sequer começado a acontecer não fosse o fato da Petrobras ter hoje um monte de proprietários protegidos pela legislação americana. É um velho hábito. O Brasil só concede abrir mão dos seus “modelos econômicos” e métodos “soberanos” de gestão da coisa pública, como o da escravidão entre outros, quando frotas estrangeiras bloqueiam nossos portos e o mundo nos obriga a dar um passinho na direção da modernidade. Ficamos devendo mais uma ao Fernando Henrique, portanto, pela decisão de emitir ADRs da Petrobras e colocá-las à venda na Bolsa de Nova York.

Resta saber, agora, se essa “virada” da Dilma corresponde, como estão dizendo em Brasília, à “irritação” da senhora “presidenta” por Graça ter “confessado” que o rombo da ladroagem é igual ou possivelmente maior que R$ 80 bilhões, e não ao fato do rombo ser maior que R$ 80 bilhões, ou se é o PT que está forçando a mão pra fazer a Dilma deixar de ser Dilma.

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No caso de ser mesmo ela virando café-com-leite, terá chegado o momento de sabermos quanto o PT – aquele partido que quando a gente pensa em relaxar um pouco nos manda uma prova de que ainda leva o Mangabeira Unger a sério – está disposto, ele próprio, a fazer de concessões à realidade.

A Dilma já tinha dito que, por ela, “nem um milímetro”. Agora é a hora de sabermos do PT: vem a melhor pessoa do mercado para a diretoria da Petrobras para estancar a maciça hemorragia da credibilidade do Brasil, ou vem só um daqueles economistas amestrados que o partido saca da prateleira das conveniências pra acalmar as “criancinhas” quando elas começam a entrar em pânico com os sinistros palhaços que compõem os reais “quadros” dessa nossa delirante pantomima?

Em outras palavras, vem um Joaquim Levy ou só um Henrique Meirelles?

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Da sabedoria dessa decisão, ainda que seja inspirada exclusivamente pelo pragmatismo, sairá a real medida do nabo ainda por ser introduzido no anus nacional em função do cataclisma Dilma.

Por cima do que já veio na última conta o governo manda avisar que vêm outros 26% de aumento na conta de luz. Vai chegando, por enquanto, a 60% o aumento que estamos pagando por aqueles “20% de redução” chacoalhados na frente do nariz dos eleitores mais idiotas.

Essa porrada no alicerce central da economia nacional, que é a energia que a move, é só o começo. Os aumentos de impostos outros até agora anunciados são milho pros pintos. Você, agora, virou peteca. Quem só começou a raciocinar depois da bendida “herança maldita” do FHC que o PT tanto apedrejou não sabe o que é isso. Mas quem está por aí ha mais tempo sabe bem o que vem vindo pela proa. Funciona assim: o desgarroteamento das tarifas de comprar voto tornam tudo imediatamente mais caro com efeito mecânico na inflação que, por sua vez, come o resultado das elétricas (e do resto das empresas), que precisam, então, de novo aumento da tarifa ou, no caso de bens essenciais como energia, de complementação por injeção direta de dinheiro do Tesouro Nacional na veia, o que provoca mais inflação pra todo mundo e … “da cappo”.

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Quer dizer, a Dilma, em sua irrefreável pesporrência, resgatou das profundezas, junto com os Renan Calheiros da vida, aqueles moto continuos descendentes de sabor argentino, à José Sarney, que só podem ser detidos com paradas cardíacas induzidas da economia como um todo, seguidas de choques para a sua reanimação que, quando dão certo, custam só a devastação da poupança de toda uma geração de brasileiros, podendo o resultado ser pior dependendo da destreza de quem aplica esse remédio extremo.

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Grafeno, a próxima revolução

12 de dezembro de 2014 § 11 Comentários

Para conseguir legendas traduzidas em português:

1 – clique no símbolo da engrenagem no canto inferior direito da tela;

2 – clique em “inglês (legendas automáticas)”;

3 – quando as legendas aparecerem clique novamente sobre “inglês” e então sobre “traduzir legendas”.

4 – role a lista ate português

Vídeo enviado por Carlo Gancia

Indústria automobilística: a grande trapaça

2 de agosto de 2014 § 5 Comentários

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O desastre que vem vindo por aí no setor automobilístico – o “berço” da formação política e do aprendizado das noções básicas do jogo econômico de ninguém menos que Lula, “o intuitivo”, em pessoa – é de proporções assustadoras.

É nele que se entrecruzam, anabolizando-se mutuamente, todos os erros, todos os vícios e todas as falcatruas do PT cujos efeitos estão prestes a surgir nus e crus, em todos os seus 500 tons, todos de cinza, diante dos olhos da Nação.

A coisa vem rápido e vem forte como mostra este primeiro tropeço depois de esgotado o efeito dos anabolizantes que vinham mantendo em pé esse boneco de vento, de 36,3% de queda nas vendas de um ano para o outro.

A verdade dolorida é que não ha surpresa nenhuma nisso, especialmente para as supostas “vítimas” do “engodo”. E isto porque as montadoras internacionais que compõem a lista das que entulharam este país com a absurda quantidade de 25 fábricas de automóveis e caminhões prontas ou quase prontas para produzir – e literalmente todas as existentes no mundo estão nessa lista – nunca se enganaram, por um minuto que fosse, sobre as reais condições do Brasil com os seus mundialmente famosos handicaps em materia de custo e qualidade de mão de obra, oferta de infraestrutura e seguranca juridica para trabalhar, de se transformar num polo mundial competitivo de exportação de produtos automotivos.

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Nem quem tenha reais condições de se-lo, alias, tem quaquer coisa que chegue perto desse numero de fábricas.

O que teria acontecido então? O que teria desviado o olhar dos mais antigos, calejados e experimentados macacos velhos da indústria automobilística mundial dessas irremovíveis realidades brasileiras, para fazê-los vir enterrar tanto dinheiro bom em terreno tão obviamente incapaz de absorvê-lo e multiplica-lo com vantagens competitivas reais?

Nada, é a resposta simples e direta.

Eles vieram para cá porque foram entre convidados e forçados a montar – com o nosso dinheiro e não o deles, evidentemente – as suas fábricas em território brasileiro embolsando lucros polpudos antes mesmo da produção do primeiro automóvel. Eles foram os atores coadjuvantes da pantomima eleitoreira iniciada em Brasília mas docemente coadjuvada por governos estaduais e municipais pelo Brasil afora sequiosos de votos de eleitores mal alertados para a falcatrua por uma imprensa em crise aguda de liderança e de identidade que ajudou a compor a tempestade perfeita em que o Brasil está prestes a se conflagrar.

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O primeiro lance da armação foi erguer uma barreira de 30% contra a importação de automóveis de marcas sem fábricas no Brasil exatamente no período agudo da crise mundial em que as “medidas anticíclicas” de Lula subsidiando o consumo com dinheiro do Tesouro Nacional repassado a juros menores que os que custava para tomá-los à “nova classe media”, faziam o Brasil parecer o ultimo rincão do planeta onde “em se oferecendo o que quer que seja à praça, vende-se”.

Junto com essa barreira veio a oferta de generosos aportes do BNDES a quem se dispusesse a abrir uma fábrica de sua marca por aqui.

Como os impostos estaduais e municipais pesam muito na composição do preço de um automóvel, estados e municípios acoplaram-se à corrida, disputando a peso de ouro o destino final dos candidatos arrastados pelas ofertas federais. Dezenas de bilhões em impostos futuros que financiariam a educação, a saúde e a segurança públicas nos Estados e nos municípios, foram oferecidos em condições de pai para filho até aos fabricantes de carros de luxo pouquíssimo consumidos no Brasil até então. E assim, dezenas de prefeitos do Brasil, ao lado do pai de todos os pobres, puderam afirmar ao seu eleitorado que estavam disputando uma fábrica de automóveis, com toda a sua extensa cadeia produtiva, para tirar o seu município de uma vez para sempre da idade da pedra, no país emergente “mais procurado pelos investidores internacionais” num mundo em decadência.

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Porque não aceitar tais mimos se, para os fabricantes internacionais de automóveis de todos os continentes, a conta final parecia ainda mais generosa que a que sustentou por anos o dito “cinema nacional” com subsidios de tal monta que diretores e produtores lucravam tão ricamente antes do filme ficar pronto que ninguém se preocupava, depois, em vende-lo ao publico, etapa que se tornava dispensável ao bom fechamento da conta econômica do “empreendimento”?

Para coroar esse brilhante conjunto de políticas, a crescente prevalência do Itamaraty marcoaureliano na definição de todas as formas de relacionamento internacional do Brasil, inclusive os comerciais, houve por bem amarrar-nos exclusivamente aos falidos “parceiros comerciais” bolivario-brickianos a que hoje estamos circunscritos.

E eis aí o Brasil, esgotado o efeito anabolizante das sucessivas injeções na veia de isenções de IPI e outras promoções para empurrar as coisas além do outubro eleitoral, com suas 25 fábricas de automóveis e caminhões cuja cadeia produtiva, na presente fase de sucateamento geral da indústria nacional pesam, segundo alguns economistas, mais de 25% do PIB industrial, com a Argentina inadimplente, ex-maior compradora dos automóveis brasileiros, o lumpen bolivariano, a África do Sul e a Rússia embargada de Putin como seus únicos parceiros comerciais.

Pra começar a ficar ruim, vai ter de melhorar muito…

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Atenção companhias aéreas!

25 de abril de 2014 § 2 Comentários

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Peter Smart é um designer inglês que se propõe solucionar problemas do dia a dia com o concurso da sua especialidade.

Ele mantém um site onde apresenta suas propostas (aqui), dá conferências nos mais prestigiados eventos envolvendo temas como inovação e informática e consultorias a diversas empresas internacionais de ponta.

Esta proposta de como transformar o (horrível) problema que são os cartões de embarque em todos os aeroportos e companhias aéreas do mundo numa solução boa para todos os interessados é um bom exemplo do tipo de trabalho que ele desenvolve.

Sigo praticamente traduzindo a matéria que ele apresenta neste link.

“É hora de

 repensar os cartões de embarque”

 

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Dê uma olhada no seu cartão de embarque.

O que ele precisa te informar é onde você tem de chegar, a que horas e como fazer para chegar lá.

O problema é que ele não ajuda nada a encontrar essas informações. Em geral os cartões de embarque resumem-se a um monte de números e abreviaturas espalhados meio a esmo por um pedaço de papel que exigem um considerável esforço para serem decifrados, especialmente num ambiente estressante como são os aeroportos onde todo mundo sempre está cansado e com pressa.

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O primeiro defeito evidente é o formato.

Você tenta manter o cartão dentro do seu passaporte mas fica sobrando papel dos dois lados. Assim quando você procura checar mais uma vez qual é o seu portão de embarque e o seu vôo, o papel fica enroscado na sua roupa ou acaba caindo do bolso externo da sua maleta de cabine.

O resumo é que ainda que seja imprescindível que o cartão de embarque seja guardado com segurança o formato atual torna isso praticamente impossível.

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Para começara resolver o problema é preciso lembrar que o cartão de embarque é feito para ser usado por três tipos de usuário:

  1. o passageiro;
  2. o pessoal da companhia aérea;
  3. as máquinas de leitura e processamento

Logo a boa solução não pode estar focada na satisfação das necessidades apenas dos passageiros. O novo desenho deve respeitar três limitações básicas:

  1. todas as informações constantes dos cartões atuais têm de estar no novo;
  2. as dimensões têm de ser as mesmas dos cartões que as máquinas lêem hoje;
  3. tudo tem de ser impresso apenas com tinta preta para evitar gastos e complicações adicionais com renovação dos equipamentos existentes.

A resposta é esta aqui:

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Vamos aos detalhes:

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Tem de haver uma hierarquia clara na tipologia para que você encontre imediatamente as informações mais importantes.

O usuário tem de tomar decisões rápidas e com confiança mas, para isso, as informações essenciais têm de estar bem distribuídas e dispostas de forma muito clara.

Os textos têm de ser simples e bem estruturados.

Quanto ao formato, a idéia é posicionar a linha tracejada a ser destacada no momento do embarque…

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…numa altura que facilite guardar o cartão dentro do passaporte mas, ainda assim, mantendo o acesso às informações essenciais.

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Só mudou, portanto, a orientação do cartão; não suas medidas.

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Mas dentro das mesmas medidas nós conseguimos…

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…não apenas uma hierarquia lógica mas também cronológica das informações…

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…informar o passageiro se ele vai ou não ter necessidade de ter o seu agasalho à mão e quantas horas terá de adiantar ou atrasar no seu relógio…

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…e ainda manter nas mãos dele todas as informações necessárias quando ele já estiver na sua cadeira só com o “canhoto””.

De modo que pras companhias aéreas brasileiras fica a dica: estou com Peter Smart e não abro!

 

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