Está difícil conciliar a gastança de Lula com um ajuste fiscal
6 de novembro de 2026 § 3 Comentários


Com um grupo rachado, sem saber o que fazer para equilibrar a conta do que gastaram nos últimos quatro anos, com o acréscimo do que se comprometeu na campanha para assegurar a reeleição, o governo Lula não chegou a um acordo sobre medidas fiscais na reunião com ministros, ex-ministros e economistas aliados.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, cotado para ser o próximo presidente do Banco Central, reconheceu que ainda não é o momento de detalhar propostas.
Disse apenas que um plano do que muitos já temem ser um “golpe econômico” será apresentado a Lula em 16 de novembro.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), principal nome apontado para assumir o Ministério da Fazenda, não estava no encontro.
Participaram da reunião de ontem o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros e ex-ministros Dario Durigan, Bruno Moretti, Fernando Haddad e Miriam Belchior, além de economistas como Guido Mantega, Luciano Coutinho, Esther Dweck, Aloizio Mercadante, Eduardo Moreira e Laura Carvalho.

Proposta
de Lara Resende
descartada
Aparentemente, a proposta do economista André Lara Resende, de tabelar a taxa de juros e as metas fiscais, foi descartada por ser considerada de alto risco.
Além disso, parece que houve convergência na ideia de que não há “fórmulas mágicas” e que o governo deve preservar compromissos fiscais e garantir superávits nos próximos anos.
Durigan defendeu manter e fortalecer o arcabouço fiscal vigente, ainda que, na prática, ele não exista, tem sido atropelado ano a ano.
A ladainha é que vai haver melhora do resultado primário a cada ano e cumprimento da trajetória prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Assim como o fez em relação a muitas promessas de campanha que já começaram a ser descumpridas, Lula sinalizou disposição de adotar um ajuste fiscal e alinhou seu discurso com as propostas vagas de Durigan.
Ele deve fazer pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV neste domingo (8), com mensagem genérica sobre responsabilidade fiscal, evidentemente, sem anunciar medidas concretas.
A crise
que arma no
horizonte
Enquanto o governo patina para tentar moldar a realidade à sua ficção, longe de um ajuste fiscal de verdade, o Brasil pode enfrentar uma crise de crédito, com juros mais altos, restrição de empréstimos e dificuldade para empresas e famílias se financiarem, dizem os economistas.
A dívida pública bruta chegou a 82,9% do PIB em agosto de 2026, e a IFI do Senado projeta que pode ultrapassar 100% do PIB até 2030.
Mais de 90% das despesas da União são obrigatórias, o que limita a margem do governo para cortar gastos e dificulta o ajuste.
O Orçamento de 2027 prevê superávit primário de R$ 18,6 bilhões, mas a IFI estima déficit de R$ 86,1 bilhões, uma diferença de R$ 104,7 bilhões.
O governo também herdará entre R$ 70 bilhões e R$ 90 bilhões em novos gastos e desonerações prometidos na campanha
Ansioso prá ver esse matemático do pt, o tal Fonteles em ação. Lembrando que o cruzamento da matemática com pt é coisa impossível. É como tentar botar fogo num copo cheio d’água. É como que tentar rodar o Gemini num PC286.
Tradução: Uma grande recessão está se aproximando e quem vai pagar a conta somos nós, você, eu e os brasileiros que trabalham honestamente e pagam seus impostos …
A propósito desse cogitado ministro da fazenda, ocorreu-me a arguta constatação de um amigo já falecido acerca dos dois menores livros escritos até hoje: “Delícias da Culinária Inglesa” e “Quem é Quem no Piauí”.