Lei Rouanet bate recorde de captação em ano de reeleição

5 de novembro de 2026 § 1 comentário

Justamente no ano em que Lula foi reeleito pela segunda vez, a Lei Rouanet registrou 25.650 projetos culturais e alcançou R$ 1,67 bilhão em captação nos dez primeiros meses do ano, maior valor desde a criação do mecanismo, em 1991.

O número de projetos aprovados cresceu 11,6% em relação a 2025, quando foram registrados 22.990, enquanto a captação subiu 3,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo o Ministério da Cultura, o avanço está ligado à ampliação de programas voltados a públicos e territórios historicamente menos atendidos e politicamente importantes para Lula, como Rouanet Norte, Nordeste, Centro-Oeste e nas Favelas.

Entre 2023 e 2025, a captação cresceu 98,3% no Centro-Oeste, 84,8% no Norte e 61,1% no Nordeste, enquanto essas três regiões somaram 7.238 propostas em 2026, alta de 54,5% ante 2024.

A Lei de Incentivo à Cultura permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do Imposto de Renda devido ao financiamento de projetos aprovados pelo Ministério da Cultura, mas a aprovação não garante recursos públicos: o proponente precisa captar patrocínios e doações para viabilizar a iniciativa, o que se tornou uma indústria dominada por agentes da classe artística.

§ Uma Resposta para Lei Rouanet bate recorde de captação em ano de reeleição

  • Evol 1 disse:

    Falando especificamente da música, sou da opinião que a boa música brasileira está entre as melhores do mundo.

    O que está acontecendo com os músicos brasileiros é a negação daquilo que eles sempre pareciam representar, a verdade e bons valores.

    Daí os caras ficaram velhos e desprestigiados. Ficar velho é inevitável, mas desprestigiado é coisa que no Brasil é culpa da falta de cultura popular para arte de qualidade, uma epidemia que engrossou fileiras nos últimos 30 anos. Desses 30 anos, tem 20 de pt, não pode se esquecer.

    Agora a pergunta básica: qual é a fonte que esses caras foram beber? Da fonte, que em boa parte, ajudou assassinar a boa música brasileira, principalmente aquela que tinha (e ainda tem) prestígio internacional. Falo como exemplos de obras primas como Villa Lobos, Jobim e Baden Powell (tem muito mais, claro). Qual o jovem atualmente que conhece algum desses gênios? QUASE NINGUÉM!

    Beleza. Daí vem a cereja do bolo: além de se juntarem aos promotores da mediocridade que destrói cultura, o pessoal da MPB agora se vira contra a classe média, que era justamente a que comprava discos desses caras e pagava ingresso nos shows. Uma doidera completa!

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