Estará começando a assar a pizza para o rolo Moraes x Vorcaro?
30 de outubro de 2026 § Deixe um comentário


Acenderam o forno onde será assada a pizza de Alexandre de Moraes.
Uma perícia contratada pela defesa de Daniel Vorcaro identificou registros de criação e modificação de 999 arquivos no celular do ex-dono do Banco Master após a apreensão do aparelho pela Polícia Federal.
Segundo o laudo, 657 arquivos foram alterados no dia 18 de novembro de 2025, horas depois da primeira prisão de Vorcaro no Aeroporto de Guarulhos, incluindo 59 bancos de dados e o arquivo que armazena conversas do WhatsApp.
O documento também registra três conexões por cabo USB, ativações de reconhecimento facial e quatro criações ou alterações de senhas durante o período em que o celular esteve sob custódia da PF.
Apesar dos apontamentos, a perícia afirma que não foi possível identificar quem realizou as operações, se houve intervenção humana intencional ou se os dados foram efetivamente adulterados.
Vorcaro e
outros 14
indiciados
Na quarta, a Polícia Federal indiciou Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas por suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
O relatório, de mais de 700 páginas, foi enviado ao STF e integra a primeira fase da Operação Compliance Zero, iniciada em novembro de 2025.
Vorcaro é apontado como líder de uma organização criminosa, com participação pessoal, reiterada e diretiva nas operações que teriam causado prejuízo de cerca de R$ 2,7 bilhões ao BRB.
Segundo a PF, o Banco Master cedeu R$ 17,5 bilhões em créditos ao BRB entre julho de 2024 e outubro de 2025, dos quais pelo menos R$ 12,2 bilhões não teriam existência comprovada.

Vorcaro foi indiciado por gestão fraudulenta de instituição financeira, indução a erro, fraude à fiscalização, organização criminosa e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas máximas somam 41 anos de prisão.
Também foram indiciados o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o ex-sócio do Master, Augusto Lima, entre outros investigados.
A partir do indiciamento, cabe à Procuradoria-Geral da República avaliar se oferecerá denúncia formal à Justiça.

Vorcaro está preso desde março de 2026 e nega qualquer irregularidade, alegando que não houve fraude nem prejuízo comprovado.
A defesa questiona a cadeia de custódia, alegando que não recebeu os dados brutos da extração forense do celular de seu cliente e que há lacunas na documentação sobre lacres e pessoas que tiveram contato com o aparelho.
Com base nesses apontamentos, os advogados pediram ao STF acesso aos arquivos originais e a substituição da prisão preventiva de Vorcaro por medidas cautelares.
Deixe um comentário