Flávio repete a saga do irmão
27 de outubro de 2026 § Deixe um comentário


A perseguição de Moraes a Flávio Bolsonaro deve repetir o roteiro do que se passou com seu irmão, Eduardo, que também precisou deixar o país para não ser encarcerado, no caso, por exercer sua liberdade de expressão contra a ditadura lulista e o ativismo político do STF.
Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em fevereiro de 2025 e passou a morar nos Estados Unidos, onde permanece até hoje.
Na época, ele era deputado federal pelo PL-SP, vinha sofrendo perseguição política e temia a apreensão de seu passaporte ou a prisão.
Em 27 de fevereiro de 2025, o PT e o líder da bancada na Câmara, Lindbergh Farias, pediram ao STF a retenção do passaporte de Eduardo.
O Lindinho acusava o filho de Bolsonaro de usar viagens internacionais aos Estados Unidos para “articular e instigar políticos norte-americanos contra autoridades e instituições brasileiras, em especial o STF”.

O ministro Alexandre de Moraes encaminhou o pedido à Procuradoria-Geral da República, que ainda não havia se manifestado quando Eduardo anunciou a mudança.
Eduardo entrou nos Estados Unidos com visto de turista, que permitia permanência de até seis meses.
Em 18 de março de 2025, Eduardo informou publicamente que se licenciaria do mandato e que já estava em território americano, inicialmente em Dallas, no Texas.
Dois dias depois, protocolou pedido de licença sem remuneração por 122 dias, válida de março a julho daquele ano.
Ele afirmou que ficaria no exterior para articular uma resposta internacional ao processo contra o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no inquérito que o condenaria meses depois a mais de 27 anos de prisão por um golpe que nunca aconteceu.

Disse ainda que buscaria apoio do governo de Donald Trump para obter anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e sanções contra autoridades brasileiras, especialmente Alexandre de Moraes.
Antes de anunciar a licença, ele já havia feito pelo menos quatro viagens aos Estados Unidos desde a posse de Trump, em janeiro de 2025.
Ao fim da licença, em julho de 2025, Eduardo não retornou ao Brasil e continuou residindo nos Estados Unidos.
Sem comparecer às sessões da Câmara, ele passou a acumular faltas não justificadas.
Em 18 de dezembro de 2025, a Mesa Diretora da Câmara declarou a perda de seu mandato por excesso de ausências.
No mesmo período, ele foi investigado pelo STF sob a acusação de pressionar autoridades e agentes do governo americano para interferir no processo contra seu pai, que havia sido preso preventivamente em 22 de novembro.
Em junho de 2026, a Primeira Turma do STF o condenou por coação no curso do processo a quatro anos e dois meses de prisão.
No mês seguinte, o governo americano concedeu a Eduardo o green card, documento que garante residência permanente nos Estados Unidos para ele, a esposa e os filhos.
Ele recebeu o documento pela categoria EB-1A, destinada a pessoas com capacidade extraordinária.
Em setembro, o Ministério da Justiça o demitiu do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de função.
Desde então, Eduardo segue nos Estados Unidos, é considerado procurado pela Justiça brasileira e atua politicamente a distância contra o governo Lula e o STF.
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