Prevejo o pior (Texto)
26 de outubro de 2026 § Deixe um comentário
O país vai ter tempo de sobra, no purgatório, para examinar na internet esses números, descobrir de onde eles supostamente vieram e ver se isso faz sentido e cabe na matemática.
Mas isso não fará diferença nenhuma.
Se tem uma coisa que rigorosamente não faz diferença nenhuma no drama político brasileiro são os fatos; a realidade. A imprensa amestrada prefere discutir a ficção.
As últimas ilusões que eu me permiti alimentar de que não haveria o golpe que eu sempre tive certeza de que haveria, para não aparecer pessimista demais, se desmancharam no momento em que Davi Alcolumbre, com o moleque Motta, que é café com leite, a tiracolo, se bandeou francamente para o lado dos golpistas.
Se tem uma coisa em que confio nesta República é no faro do Alcolumbre para a carniça. Não tem perigo de ele esvoaçar na direção contrária àquela em que ela vai estar, seja qual for esse lado.
De Alcolumbre pra cima, todos os agentes diretos da ditadura foram longe demais no crime para poderem conviver com a volta ao Estado de Direito sem irem para a cadeia.
Desde então, e como sempre ficou registrado aqui no Vespeiro, prevejo o pior.
É porque foi fraude mesmo, e isso é matematicamente demonstrável, que esse governo vai descambar rapidamente para a violência ampla, geral e irrestrita que Lula prometeu no vídeo que nós já repetimos diversas vezes aqui nos últimos dias, e não só nesse vídeo.
A dúvida que resta é saber quando virá, e de que tamanho vai ser, o golpe final no que resta da poupança privada que corresponde ao golpe dado na política. As duas coisas andam necessariamente juntas. São peças complementares do mesmo esquema. Ele vai ser proporcional à derrocada financeira em curso neste momento. E, como dinheiro não brinca com ilusões, já estamos constatando que a derrocada vai ser gigante.
A primeira patada vai ser a apropriação sumária das emendas parlamentares. Essa tragédia anunciada mata três coelhos com uma paulada só: põe um dinheirinho no cofre sem tocar nos privilégios dos amigos, antecipa a concentração de todo dinheiro nas mãos do Presidente Genial dos Povos prevista na “Reforma Tributária” e acaba de esvaziar o poder do Congresso dos representantes eleitos do povo, esse povo que, como “traiu o Lula” nas urnas e já o tinha traído lá atrás, na Lava Jato, merece todo o castigo que vai receber.
Mas isso será só o primeiro golpe no front financeiro. Depois eles virão atrás da poupança privada que ainda não tiver fugido. Haverá reestatizações diretas de empresas privatizadas, como a Vale. E haverá estatizações indiretas, por meio de oligarcas escolhidos para oferecer dutos diretos de dinheiro público à privilegiatura, como a indústria de produção e distribuição de energia, já endereçada aos Ésleys, e outras de bens essenciais.
Os “ricos” não forjados pela privilegiatura serão cassados e desapropriados.
Não é “erro” todos os regimes totalitários acabarem com a economia privada. É uma etapa necessária do processo de volta ao absolutismo monárquico, hoje rebatizado “socialismo”, que só reste um dono de todos os meios de produção, o rei hoje rebatizado de “partido”, a corte dos nomeados do rei (funcionalismo e forças militares com seus privilégios e penduricalhos), e os barões “privados” — hoje chamados “oligarcas” — a quem o rei concederá todos os empregos do monopólio instalado em cada setor da economia, em troca do controle do populacho pela concessão ou negação, a quem se comportar mal, do direito de trabalhar por uma merreca para manter a si e à sua família um dedo acima da linha da miséria absoluta, como sempre foi, antes de inventarem essa praga dessa “democracia burguesa” com sua falsa meritocracia.
De mérito e demérito, quem entende mesmo, como sempre foi, é sua majestade.
Em caso de crise econômica extrema, a China, que já ultrapassou a fase de qualquer remota esperança de reação do povo e, com a imbatível disciplina do chicote, já funciona como o maior, o mais sólido e, portanto, o mais rico e eficiente latifúndio escravocrata da modernidade, intervirá para salvar Lula, enquanto vai ocupando toda a infraestrutura nacional.
Ninguém vai ser derrubado no STF. O Congresso que não se dobrar ao regime, se conseguir varar a porteira do Alcolumbre do dia, vai ter todas as suas decisões anuladas pelo STF.
Alexandre de Moraes, do alto dos seus milhões roubados, e no seu melhor estilo PCC, vai “justiçar” exemplarmente, de preferência em praça pública para semear terror, todos os que, com ou sem mandatos e milhões de votos, juraram seu impeachment ou levantaram o santo nome dos demais membros do Quarteto em vão, sempre “em nome da democracia”.
A esquerda que sobrou é André Janones. É ele que a representa e lidera.
Um Janones qualquer será o Ministro da Verdade e cuidará do que cada um de nós dissermos nas redes sociais.
Eles vão fustigar as redes americanas até botar fora as que não cederem, ou oficializar a obediência delas ao regime, o que rapidamente acontecerá com a maior parte delas. Às redes interessa o negócio de prestação de serviços e deglutição de tarifas e comissões, e o Brasil é um mercado grande demais para ser dispensado. E as regras, afinal de contas, são problema de cada povo com seus governantes. Se houvesse reação popular violenta, iríamos até o extremo da exclusividade das redes sociais chinesas. Mas isso não vai acontecer.
Flávio Bolsonaro vai ser preso. Já lhe cassaram o passaporte.
A Luchsinger, se não fugir já, estará entre as primeiras a ir para a cadeia.
Vorcaro, que tentou denunciar o lulismo duas vezes, vai ser morto?
Depende de quanto ele se fez chave para as contas secretas que abriu para o PT.
É por aí que andaremos, sem limite ou garantia para quem quer que desafie o regime.
Todos os Macrons e demais rendidos aos muçulmanos da Europa vão se confraternizar com Lula que, na verdade, é tudo que todos eles gostariam de ser um dia.
Donald Trump vai espernear um pouco, mas depende demais das terras raras — ele e quem o suceder — para transformar o Brasil num inimigo. E depois, também ele está de saída, sinucado pela longa fieira de cagadas que cometeu, especialmente a última, no Irã.
Preparou o terreno para a volta ao poder do Partido Democrata, que passou quatro anos sabotando o governo Bolsonaro, pôs Lula de volta no poder e armou a mão da ditadura brasileira com tecnologia de espionagem e controle das redes, e com as técnicas de manipulação que, de par com o golpe puro e simples, o reelegeram ontem.
Contestação do resultado?
Impugnação da interferência do STF no TSE?
Ilusão de noiva!
O golpe de Zanin está esquecido e banido dos noticiários desde que se esgotaram as duas horas que requereu a produção do milagre de fazer 11 milhões de eleitores brasileiros mudarem de lado.
O STF passou esta e a eleição inteira passada passando por cima do TSE, da lei e da Constituição.
Nenhuma lei, regra ou norma constitucional vale nada no Brasil, aliás, desde a descondenação.
Foi ali que o golpe aconteceu. Foi naquele momento que o Poder Judiciário e a lei deixaram de existir no Brasil.
A democracia brasileira está morta e enterrada desde 8 de março de 2021, quando Edson Fachin descondenou Lula em decisão monocrática, confirmada um mês depois pelo plenário do STF por 8 a 3.
Desde então o Brasil tem vivido de negacionismo.
Aliás, nem isso: o Brasil simplesmente não sabe mais o que é o que, depois de 40 anos de lulismo.
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