Pense no que Lula promete para decidir o seu voto (texto)

26 de outubro de 2026 § Deixe um comentário

Para mim o debate foi o seguinte:

Flavio marca pontos encima da absoluta alienação de Lula.
A cabeça dele está na China, na Europa, na Janja. Vivendo, como tem vivido, exclusivamente nos e para os palcos internacionais, perdeu as referencias aqui do chão. Não tem mais saco para minucias como custo de vida e causas e consequências do bom desempenho de uma economia nacional.

Impostos e preços, duas coisa que ele nunca pagou, não significam o que significam para nós. O imposto em particular é o acesso dele — sempre livre — ao nosso bolso. O que ele entende perfeitamente é de suborno. Nenhuma das suas 20 e tantas medidas de véspera de eleição tem qualquer sentido mais profundo ou alcance mais longo que o de comprar votos com dinheiro na veia do grupo a ser adquirido.

Falta de segurança também não faz parte do universo dele. Lula não anda onde andam os ladrões e os assassinos, a não ser nos fóruns internacionais onde entram desarmados aqueles de sucesso suficiente para “tomar” países inteiros. E nesses fóruns, eles estão sempre entre pares. Bandidos com bandidos. Votam sempre juntos. São aliados uns dos outros.

Mas eu sinceramente não acredito mais que o Lula faça nada por ideologia. Ele é 100% utilitarista. Flavio ganha todas em segurança publica porque Lula perde todas nesse tema. Mas já não vejo isso como o ultimo eco das ideologias do passado. Acho que ele vê no crime de alto nível as milícias que podem vir a ser uteis um dia, para alguém com as intenções do video de ontem que eu vou repetir aqui, mas não conta com uma força armada.

Olha só:

A minha conclusão, portanto, foi parecida com a do Renan Santos que eu vi na rede:

Para o brasileiro letrado Flavio foi superior a Lula nas amenidades discutidas neste debate.
Não ousou.
Foi convencional.
Lula, em alguns momentos, pareceu estar senil…

Mas para a grande massa, tudo é mais questão de empatia ou antipatia do que de raciocínios cartesianos.

E Lula expressa sofrimento em tudo: na voz, na sua figura, no seu envelhecimento, nos nove dedos…

Não foi atoa que as regras do debate da Globo — que se entende de alguma coisa é de televisão — foram redesenhadas às pressas para eliminar tudo que, no nível do gestual e da imagem, foi constatado como vantagem do FB no debate da Band.

E na outra faixa, a imprensa amestrada, em unanimidade, decretou que falar da obra concreta de Lula é “baixaria”.

No sentido literal, a obra de Lula É uma baixaria. Mas por isso mesmo é que eu acho que é IMPRESCINDÍVEL falar dela à exaustão, porque a ameaça real é de que ela se repita indefinidamente, e piorada.

Mas isso não ocorreu ao comando da campanha de FB. Eles engoliram a isca. E FB evitou o quanto pode falar disso.

Mas, para mim, isso não é o mais importante.

Para mim o eixo em torno o do qual esta eleição gira é esse a que o Lula se referiu naquele vídeo: o que vai acontecer com o Brasil se ele ganhar mais 4 anos.

E nesse departamento, da obra ousada é dele a parte feita: existem conselhos nacionais, estaduais e municipais para cada tema com potencial de travar a inciativa privada, barrar a limpeza do estado, reduzir os privilégios da privilegiatura, permitir o livre debate de ideias. A pretexto de serem “espaços onde o governo e a sociedade civil se reúnem para debater, criar normas e fiscalizar as políticas públicas” conselhos como os de educação, de meio ambiente, de fiscalização de “fake news” e etc, onde só entram os convidados do PT, se sobrepõem às funções dos legislativos eleitos pelo povo inteiro que, eles também, mediante os superpoderes auto- atribuídos pelos presidentes dessa casas, os hugos mottas e alcolumbres da vida, são hoje totalmente impotentes.

E com isso, esses sovietes — sim, o truque é velho de mais de século — permanecem mandando no que interessa mesmo quando os governos se alternam.

Ja foi bem mais adiante que os sovietes a coisa, aliás, como afirmavam Luis Roberto Barrosos e Jose Dirceu. Agora é explícito e declarado, como declara até o Lula em véspera de eleição como vs viram no vídeo que eu mostrei aí encima.

A frase do Barroso foi: “Eleição não se ganha, se toma”. E a do Dirceu: “É uma questão de tempo a gente tomar o poder. Aí nos vamos tomar o poder, que é muito diferente de ganhar uma eleição”.

É isso que está em jogo nessa eleição: se ela mantiver o Lula, ele vai meter no Supremo mais 4 Gilmares Mendes, mais 4 flavio dinos, mais 4 Alexandres de Moraes, este que, mesmo flagrado com a boca na botija, se lambuzando nos milhões do Vorcaro, ontem mesmo mandou bloquear as contas de mais um, que ele acusa de ser sócio do FB…

Esse STF explicitamente golpista é o grande responsável pelo surgimento e pela estruturação de uma “direita” no Brasil.

Essa direita não é uma direita no sentido clássico; é uma reação, um movimento de defesa contra o esmagamento da classe média meritocrática; contra a destruição do estado de direito; contra a violência e principalmente a injustiça do sistema que Lula plantou para “tomar” o país a partir do STF.

Esta foi uma eleição CONTRA O STF que, por isso mesmo, neste país com Alzheimer politico, está quietinho, se fingindo de morto, pra ver se o eleitor esquece que ele existe.

Fico procurando uma explicação para uma campanha eleitoral e dois debates em que isso simplesmente não é mencionado, e só encontro uma: FB estava cuidando da proteção do refém na mão do inimigo — o seu pai —definido e tratado por esse inimigo como tal, como um refém pronto a sofrer represálias.

Mas aí eu pergunto: isso é admissível?

Afirmar que o Brasil chegou à condição de debater uma eleição sob a ameaça de retaliação contra um refém septuagenário e doente não é a “bala de prata” que tanto se procura?

Aqui, neste país doente, deixou de ser…

O assunto virou tabu. Dizer que o pai do candidato está preso pelas razões pelas quais está preso, foi carimbado como “baixaria”.

Não é permitido cobrar. Só se pode discutir amenidades.

Eu sou contra.

Tem definições pra todos os gostos de quem são os indecisos nesta eleição, dadas por esses institutos de pesquisa que pertencem a ex-diretores de campanhas do PT e assemelhados.

Eu me dirijo aos indecisos que eu conheço.

Eles são pessoas que não vivem necessariamente de teta, e que não amputaram totalmente o senso moral de suas vidas.

Mas que passaram a vida inteira tendo a cabeça feita pelo que Gramsci chamava os “aparelhos privados de hegemonia”, responsáveis por formular, disseminar e consolidar uma determinada visão de mundo: as escolas, as universidades, a imprensa, as novelas, o cinema, tomados pela esquerda, de que eles passaram a vida inteira cercados.

Para a esquerda, o povo é a “classe operária”, sinônimo de virtude, por definição, para os marxistas. Por mais crimes que cometa e por mais chucro que se mostre um produto desse meio, que o Lula encarna, ele sai impune porque é virtuoso por nascimento e, se o crime é grosso demais, ele foi “empurrado” para ele pelo opressor.

Para a elite da não esquerda o povo é “esse povinho que deus pôs neste país”. E quem o representa é Jair Bolsonaro. Por maiores que sejam as virtudes dos humildes que ele ostente, ele é essa coisa grosseira e chucra, em quem “não dá pra votar”. E se o filho dele evoluir, se educar e prosperar, pior ainda: ele encarnará a odiada classe media, que quer da vida paz e segurança, e é preciso destruir.

Nós estamos nos últimos estertores dessa dicotomia. Podemos começar a superá-la, a partir de amanhã, ou mergulhar definitivamente no que Lula promete fazer. Ouça mais uma vez, se você ainda não está decidido:

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