Fachin quer informações de todos enquanto já sabe o suficiente de Moraes
13 de outubro de 2026 § Deixe um comentário


Mais de seis meses depois da divulgação dos contratos milionários do Banco Master com o escritório da mulher de Alexandre de Moraes e da compra de participação no resort Tayayá da família Toffoli por fundos ligados ao cunhado de Daniel Vorcaro, a Polícia Federal de Andrei Rodrigues, que participou da degustação de Macallan e charutos em Londres com ministros do STF e até o PGR Paulo Gonet, vai entregar a Edson Fachin um relatório descritivo com as menções a magistrados da Corte encontradas nos celulares do ex-banqueiro responsável por uma fraude que pode superar os R$ 60 bilhões.
O acerto foi feito hoje em reunião entre Fachin e Andrei Rodrigues, que esteve com Alexandre de Moraes na semana passada com a cúpula da PF.
A justificativa da PF é a definição do formato de encaminhamento das informações.

Segundo o material, pelo menos seis dos dez ministros do STF aparecem direta ou indiretamente nas investigações, por meio de mensagens, encontros, contratos profissionais ou relações de familiares com empresas ligadas ao banqueiro.
Além de Moraes e Toffoli, os nomes citados são Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e André Mendonça.
Destes, somente Moraes, Toffoli e Gilmar estavam em Londres.
Fachin orientou que todas as referências sejam encaminhadas ao tribunal “sem qualquer exceção de fato ou pessoa”, com contexto e em caráter estritamente descritivo, e afirmou que atos de investigação contra ministros dependem de autorização do plenário.

Desde março, sabe-se do contrato principal da mulher de Moraes com o Banco Master, além das ligações do ex-banqueiro com o próprio ministro no dia de sua primeira prisão.
Antes disso, Toffoli confirmou que era acionista da Madrit, empresa familiar que administrava o resort Tayayá e recebeu aportes milionários de fundos ligados a Vorcaro e seu cunhado.
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