O fiasco da esquerda em Roraima: por lá, PT e PSOL não elegeram ninguém
7 de outubro de 2026 § Deixe um comentário


Lula não conseguiu eleger nenhum candidato aliado em Roraima.
Lá, Flávio Bolsonaro obteve 231.322 votos, ou seja, 71,06%.
Na disputa pelo governo, a candidata da esquerda Rosi Aires (PSOL), que encabeçava as federações Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e PSOL-Rede, ficou em terceiro lugar, com 4.880 votos (1,53%), enquanto o ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (PL), venceu o pleito.
Para o Senado, o candidato Bartô Macuxi (PSOL) teve a maior votação da esquerda local, com 9.846 votos (1,62%), ficando em oitavo lugar, enquanto Hipérion de Oliveira (PV) obteve 2.442 votos (0,40%) e Mário Rocha (PSOL), 1.453 (0,24%).
Votos insuficientes para a eleição.
Já a ex-presidente da Funai Joenia Wapichana (PT), candidata a deputada federal, recebeu 9.998 votos e foi a 15ª mais votada, mas não se elegeu porque a federação pela qual concorreu não atingiu o quociente eleitoral necessário para garantir uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Joenia é originária da região de Raposa Serra do Sol, no noroeste do estado, homologada por Lula como terra indígena contínua em 2005.
Ela liderou os movimentos tanto pela demarcação do território como pela criação do Ministério dos Povos Indígenas, chefiado por Sônia Guajajara.
A Terra Indígena Raposa Terra do Sol se tornou um símbolo da política indigenista do PT.
Na Assembleia Legislativa de Roraima, a situação é mais sintomática: nenhum parlamentar do PT, PSOL ou outro partido de esquerda.
Os 25 candidatos a deputado estadual pela federação encabeçada pelo PT somaram 8.196 votos, e o mais votado da esquerda foi o ex-coordenador do Dsei Leste, Zelandes Patamona (PT), com 1.185 votos.
Nenhum foi eleito.
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