Mais da metade dos partidos caíram na cláusula de barreira
5 de outubro de 2026 § Deixe um comentário


Das 30 siglas registradas no país, 16, mais da metade, ficaram abaixo da cláusula de barreira que dá acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão. Podem continuar existindo e disputando eleições, mas sem dinheiro público.
14 partidos conseguiram superar o corte.
A “nota de corte” aumenta de eleição para eleição, o que, na prática, pressiona partidos menores a buscar fusões, incorporações ou federações para somar forças.
Nesta eleição, havia dois requisitos para superar a barreira. Bastava cumprir um deles:
- Conseguir 2,5% dos votos válidos para deputado federal em todo o país, com um mínimo de 1,5% em pelo menos nove estados.
- Eleger pelo menos 13 deputados federais, também distribuídos por nove estados.
Os votos recebidos por candidatos a presidente, governador, senador ou deputado estadual não contam para a superação da barreira.
Superaram a barreira:
PL;
PSD;
Republicanos;
MDB;
Podemos;
PSB;
Novo.
Outros partidos também conseguiram ultrapassar a “nota de corte” por meio de federações partidárias:
PT, PCdoB e PV;
União Brasil e PP;
PSDB e Cidadania.
Duas federações não conseguiram superar a barreira:
PSOL e Rede;
PRD e Solidariedade.
Não alcançaram os requisitos as legendas solteiras:
PDT;
Avante;
Missão (estreante);
Agir;
DC;
Democrata;
Mobiliza;
PCB;
PC;
PRTB;
PSTU;
Unidade Popular.
Quem ficar abaixo do corte pode somar forças com outros partidos. Se somarem os votos necessários, passam a barreira.
Em 2022, 17 partidos conseguiram superar os requisitos e 15 foram barrados pela “nota de corte”.
Após incorporações, fusões e federações, o número de legendas aprovadas subiu para 18.
A federação PSOL e Rede, que recebeu 4,89% dos votos válidos, chegou a 15 cadeiras na Câmara, mas falhou na distribuição desses resultados pelo país: alcançou 1,5% em oito estados, um a menos do que o necessário. No Espírito Santo, chegou a 31.839 votos quando precisava de 32.025, uma diferença de 186 votos.
Segundo a norma estabelecida na criação da cláusula de barreira em 2017, a exigência vai aumentar progressivamente até 2030.
Em 2018, os partidos precisavam alcançar 1,5% dos votos válidos para deputado federal ou eleger nove deputados, sempre respeitando uma distribuição mínima pelo país.
Em 2022, o percentual subiu para 2% e o número mínimo de parlamentares passou para 11.
Neste ano, o corte chegou a 2,5% dos votos ou 13 deputados.
Em 2030, os partidos precisarão alcançar 3% dos votos válidos para deputado federal, com pelo menos 2% em nove estados, ou eleger 15 deputados federais distribuídos por nove estados.
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