Sem Barroso nem Lewandowski, 13 ex-STFs pedem rigor a Fachin

8 de setembro de 2026 § Deixe um comentário

Sem os nomes de Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski e com o de Rosa Weber, um grupo de 13 ministros aposentados e ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal endereçou a Edson Fachin uma carta com um pedido para que ele designe, “com toda a urgência”, sessão pública para que o plenário da Corte determine “imediata e rigorosa apuração” da crise deflagrada pelo envolvimento de seus integrantes com o caso Master.

No mesmo dia, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, defendeu que o STF dê uma resposta rápida à crise aberta após a divulgação das mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, assim como de um contrato do Banco Master com o escritório da esposa e dos filhos do magistrado de R$ 131 milhões.

Os ministros aposentados qualificaram a crise como a “mais aguda” da história do Supremo.

“Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de V. Exª na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que V. Exª designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas”.

Entre os 13 ex-ministros que assinam o documento, estão Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.

A desculpa de Barroso, que em 2023 disse a frase “nós derrotamos o bolsonarismo”, foi a de que, tendo deixado o Supremo há poucos meses, mantém relações pessoais com os atuais ministros e optou por uma solução negociada por baixo dos panos.

No vídeo publicado nas redes sociais da OAB, o presidente Beto Simonetti disse que restabelecer a confiança nas instituições é também uma forma de preservar a democracia:

“O Brasil vive um momento que exige serenidade, transparência e respostas. Por isso mesmo, precisamos de respostas rápidas e claras do Supremo Tribunal Federal. Não para enfraquecê-lo, mas justamente para preservá-lo, porque a confiança nas instituições é indispensável à estabilidade social e democrática do país. Nenhuma instituição pode abrir mão da admiração e da confiança da sociedade. Quando essa confiança é abalada, é dever de todos trabalhar para restabelecê-la”.

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