Mais um amigo de Lulinha que tem contratos milionários com governo Lula
26 de agosto de 2026 § 1 comentário


Depois do Careca do INSS, o jornal Valor Econômico acaba de revelar mais um amigão de Lulinha que fechou contratos generosos com o governo do seu pai.
A empresa MChecon Design e Cenografia, de propriedade do empresário Marcelo Checon, teve um crescimento expressivo de seus contratos com o governo federal a partir de 2023, saltando de um único contrato de R$ 197 mil, firmado em 2022, para 13 novos contratos que somam R$ 63,4 milhões nos últimos três anos.
A expansão coincidiu com a consolidação de uma amizade entre Checon e Lulinha, que passaram a viajar juntos e a frequentar os mesmos eventos, como o Rock in Rio Lisboa e viagens à China e ao Japão em datas próximas a visitas oficiais do presidente.
Registros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) apontam 39 entradas de Checon no Palácio do Planalto entre 2023 e 2025, algumas delas no mesmo dia em que Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger também estiveram no local.
Em mensagens recuperadas pela Polícia Federal no âmbito de investigações sobre tráfico de influência envolvendo Lulinha, Roberta Luchsinger relata que, ao comunicar ao filho do presidente que deixaria de pagar suas passagens aéreas, ele teria respondido que “ia ficar pedindo pro Cleber [Ribas] e pro Checon”.
A entrada da MChecon no governo se deu por meio de uma licitação da Secretaria de Comunicação da Presidência, mas o grande salto ocorreu após vencer um pregão do Ministério da Cultura no fim de 2023, questionado no Tribunal de Contas da União (TCU) por supostas irregularidades, mas mantido pela Corte.
Com base na ata de preços desse certame, a empresa passou a ser contratada por outros ministérios, como Desenvolvimento Agrário, Turismo, Desenvolvimento e Assistência Social, Educação e Funarte, sem necessidade de novas licitações, em contratos de até R$ 8,74 milhões cada.
A MChecon produziu, entre outros trabalhos, a Casa Brasil em Belém (PA), durante a COP30, no fim de 2025, e a Casa Brasil em Paris, durante os Jogos Olímpicos de 2024, além de atuar em eventos do Rock in Rio, Lollapalooza e nos carnavais do Rio de Janeiro e de Salvador.
Os contratos com o Executivo federal são para serviços de produção de eventos, cenografia e montagem de palcos, e a empresa já recebeu R$ 84,2 milhões em pagamentos referentes a esses ajustes, segundo dados levantados pelo jornal.

A política do fantoche é: eu roubo e deixo roubar. É o sujeito escolhido sob medida pela alta roda da malandragem pra sentar naquela cadeira.