Como Roberta usou Marcola para chegar em Berger, o 2 da Saúde
26 de agosto de 2026 § 1 comentário


Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que a lobista Roberta Luchsinger, sócia de Lulinha, usou a influência de Marcola, então chefe de gabinete do presidente Lula, para conseguir uma reunião com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger (Berger) Barbosa, em apenas três dias, em setembro de 2023.
Roberta enviou mensagem a Berger em 19 de setembro dizendo ser “amiga do Marcola”, que havia passado o contato, e, na mesma tarde, encaminhou a Marcola o print da resposta positiva do secretário, que mandou sua secretária acertar a agenda.
Em 21 de setembro, a reunião foi realizada e Roberta relatou a Marcola que Berger foi “super solícito”, mas que não havia aprofundado o tema por ser um “encaixe”, prometendo voltar depois com a “lição de casa” feita.
A PF aponta que as tratativas estavam relacionadas à tentativa de viabilizar um contrato de fornecimento de canabidiol envolvendo a empresa World Cannabis, do empresário “Careca do INSS”, negócio que não se concretizou, mas gerou pagamentos de R$ 1,5 milhão à consultoria de Roberta.
Ao longo de 2024, Roberta voltou a tratar do assunto com Marcola, enviando organograma do Ministério da Saúde com áreas destacadas e uma norma técnica, e pedindo que ele intercedesse junto a Berger para “dar um gás no canabidiol”.
Os dois combinaram um almoço a três (“eu, você e Berger”), e Marcola disse que conversaria com o secretário antes do encontro, reforçando o canal de acesso da lobista à cúpula da pasta.
A PF descreve essas conversas como parte de uma atuação de Roberta e Lulinha para promover “interlocução de interesses privados perante agentes e órgãos da Administração Pública Federal”.
Além das tratativas sobre o canabidiol, a investigação identificou que Roberta bancou despesas pessoais de Marcola entre fevereiro e novembro de 2024, somando R$ 217 mil em gastos de cartão e compra de joias, valores que ele afirmou ter sido um empréstimo posteriormente devolvido com juros, totalizando R$ 249 mil.
As informações são da Veja.
Brasil, o país das trambicagens …
É a nossa triste realidade.