Família do vice-líder de Lula no Senado mais parece uma quadrilha
4 de agosto de 2026 § 3 Comentários


André Mendonça autorizou hoje uma nova fase da Operação Sem Desconto e determinou buscas e apreensões, quebra de sigilo e acesso a dados telefônicos contra uma rede suspeita de lavagem de capitais ligada ao senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, e ao advogado Willer Tomaz de Souza.
O vice-líder do governo Lula no Senado é apontado como uma das figuras centrais da máfia da Previdência, integrando o grupo político que deu sustentação para a atuação do Careca do INSS.
Weverton Rocha é também um antigo aliado de Flávio Dino no Maranhão.
Eles integraram o mesmo campo político e romperam em 2022, quando Dino apoiou Carlos Brandão para o governo do estado.
Depois, os dois se reaproximaram no fim de 2023, quando Weverton foi o relator da indicação de Dino ao Supremo Tribunal Federal e apresentou parecer favorável à nomeação.
Também hoje, Mendonça determinou a retirada do sigilo de fases da Operação Sem Desconto, tornando públicos diversos documentos, decisões judiciais e elementos do processo que antes estavam restritos às autoridades e às partes envolvidas.
A Polícia Federal aponta Weverton como beneficiário final e Willer como um “hub financeiro, patrimonial e logístico” colocado a serviço do parlamentar.
A decisão alcança onze pessoas físicas e jurídicas, incluindo familiares de Weverton e escritórios de advocacia.
Segundo a apuração da PF, o esquema era usado para ocultar a origem de recursos derivados da fraude no INSS.

Entre os principais pontos citados está a compra de uma mansão no Lago Sul, em Brasília, avaliada em R$ 6 milhões e apontada como residência de Weverton.
Embora o imóvel tenha sido negociado pelo senador, a formalização ocorreu em abril de 2023, em nome da empresa WT Administração de Imóveis, ligada a Willer Tomaz.
A Polícia Federal também identificou repasses de mais de R$ 11 milhões de empresas ligadas a Willer para Samya Rocha, esposa de Weverton.
Em um episódio de 2024, após cobrança de uma transferência de R$ 500 mil, o valor foi confirmado como depositado na conta pessoal de Samya.
A investigação menciona ainda a triangulação de R$ 5 milhões da Qualitech Engenharia para o Posto Petro São Francisco e, no mesmo dia, desse posto para a DJ Agropecuária.
A PF apurou movimentações em dinheiro vivo de R$ 500 mil, R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão, associadas a voos privados entre Brasília e o Maranhão.
Em maio de 2026, a polícia apreendeu R$ 1 milhão em espécie com um suspeito que faria a entrega do montante a um ex-assessor de Weverton.
Divisão de tarefas
em família
A decisão descreve uma estrutura com divisão de tarefas entre familiares e operadores do senador.
A filha Anna Catarina Rocha atuaria na gestão dos postos Petro São Francisco e Petro São José e teria forjado contratos de mútuo para justificar repasses de R$ 5 milhões e R$ 2 milhões.
Fayla Zulmira Menezes, identificada como “Financeiro WT”, seria a operadora que controlava saldos, executava pagamentos e atendia a pedidos de Willer Tomaz e de Weverton.

A irmã Geyse Rocha administraria propriedades rurais e empresas de radiodifusão.
A irmã Shainess Rocha seria usada como conta de passagem, com registros de depósitos em espécie e transferências de R$ 130 mil e R$ 170 mil.
Mendonça também autorizou o acesso a dados em nuvem, aparelhos eletrônicos e a apreensão de itens de luxo sem origem comprovada, como joias, obras de arte e veículos.
No caso dos escritórios de advocacia, o ministro determinou que a medida fosse excepcional e limitada à rubrica contábil “AT”, preservando o sigilo de clientes estranhos à investigação.
A PF sustenta que a estrutura ligada a Willer Tomaz era usada para dissimular a propriedade de bens e direitos provenientes de infrações penais.
É uma quadrilha encastelada no poder.
Não será fácil demovê-la …
Falou PT, falou PaTifaria…
Todas as famílias corruptas estão com lula e pt