PF aciona AGU contra Mendonça e investigação sobre Lulinha não anda
30 de julho de 2026 § Deixe um comentário


Comandada pelo ex-chefe de segurança da campanha de Lula, a Polícia Federal acionou a Advocacia-Geral da União do Bessias para tentar reverter decisões do ministro André Mendonça no caso que investiga fraudes em descontos do INSS, apuradas na Operação Sem Desconto.
O inquérito é considerado sensível porque envolve apurações sobre Lulinha, filho mais velho do presidente, apontado como sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, considerado operador central do esquema.
Lulinha já teve quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático autorizadas pelo próprio Mendonça, que está desconfiado de que a Polícia Federal faz corpo mole na investigação sobre a participação do filho do presidente no escândalo.
O mesmo presidente que colocou o delegado Andrei Rodrigues à frente da corporação e com quem tem viajado bastante mundo afora neste seu terceiro mandato, ainda que não tenha estado na famosa degustação de uísque e charuto com Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes em Londres.
Na semana passada, André Mendonça mandou que todos os atos de investigação da chamada fraude do INSS sejam imediatamente juntados ao processo comandado por ele, dificultando para a PF selecionar o que será enviado ao STF.
Também determinou que o afastamento de policiais da equipe de investigação seja comunicado a ele previamente com as devidas justificativas.
Segundo a Folha, a PF e integrantes da corporação viram essas ordens como interferência na gestão interna da investigação e como um sinal de desconfiança sobre a condução do caso.
A ida da PF à AGU ocorreu em meio a uma escalada de tensão com o ministro, que já demonstrava insatisfação com a velocidade das apurações e havia cobrado mais rapidez e maior controle sobre a equipe responsável pelo caso.
A investigação começou em 23 de abril de 2025 e é vista internamente como mais lenta do que outras apurações em andamento.
Em resposta, a PF reclamou de falta de gente e disse que a análise do material apreendido ainda está no início, com cerca de 40% concluído entre aproximadamente 1.700 itens, como celulares, HDs e pen drives dos presos.
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