Os bilhões do pacote de bondades de Lula que ficam fora do limite de gastos
22 de junho de 2026 § 1 comentário

Quase 95% do dinheiro direcionado pelo governo Lula para o pacote de bondades eleitorais está fora do limite de alta de gastos.
Isso significa que R$ 176 bilhões do total de R$ 187 bilhões usados para garantir a perpetuação do PT no poder não entram na regra de controle fiscal.
Assim, o gasto aumenta a dívida pública, gerando um déficit crônico elevado, mas o governo desmoraliza as regras e consegue cumprir as metas com um volume extraordinário de exceções.
Diante do déficit primário, o governo não paga sequer os juros do passivo da União, apesar de cumprir a meta elástica que criou.
As artimanhas de Lula para escapar do sistema de limite de gastos da regra fiscal que ajudou a fazer em 2023, o famigerado arcabouço fiscal que substituiu o teto de gastos, são conhecidas:
- Empréstimos – o Tesouro manda dinheiro para bancos estatais concederem linhas de crédito. Entra como despesa financeira e o dinheiro nunca volta para o cofre da União (Move Aplicativos).
- Fundos – o governo usa o dinheiro parado, que antes servia para pagar dívida, como garantia de empréstimos (Desenrola 2.0 e do Minha Casa, Minha Vida).
- Redução de imposto – não cria despesa, mas tem impacto fiscal, porque o governo arrecada menos e precisa compensar (isenção do IR).
- Crédito extraordinário – dinheiro desembolsado pelo Tesouro que fica fora da conta da alta de despesas por ser extraordinário, mas não da meta fiscal (subvenção à gasolina).
Dívida pública
Hoje, a dívida pública está em 80,4% do PIB e a expectativa é que chegue a 83% até o final do ano.
Para 2027, espera-se 86,5%.
O aumento de gastos em ano eleitoral tende a deteriorar a situação, sobretudo porque o Banco Central precisa manter os juros altos para conter a inflação causada pelo excesso de gastos do governo.
Resultado: crescimento baixo e PIB inferior ao potencial e, na comparação com a economia do país, o peso da dívida aumenta.
As informações são do Poder 360.
Mesmo destino
da Europa
O Brasil caminha em uma trajetória fiscal capaz de levar o país ao mesmo destino de nações europeias após a crise financeira global de 2008, quando foram forçadas a adotar planos de austeridade brutais no biênio 2010-2011, registra a Folha.
Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália viram suas economias encolherem drasticamente e foram obrigados a aplicar cortes profundos em aposentadorias, salários do funcionalismo público e investimentos sociais para evitar a insolvência.
A onda de protestos foi inevitável.
Os países não conseguiam mais colocar títulos soberanos no mercado, mesmo pagando juros elevadíssimos, tamanha a desconfiança de investidores em financiá-los.
O Banco Central Europeu passou a comprar os papéis para evitar uma ruptura na Zona do Euro, mas exigiu os cortes.
O dinheiro some e o povo repõe, para sumir de novo…
Parece o pesadelo de uma caixa d’água cheia de furos.
Não importa quanta água entre, os rombos se sucedem e o povo apreensivo sabe que em breve vai ficar sem água.
#cadeiaparatodaaquadrilha