Provas da PF contra Jaques Wagner são da própria boca ou do punho dele
22 de junho de 2026 § Deixe um comentário


Matéria do Estadão, que teve acesso ao relatório da Polícia Federal, diz que os celulares examinados até agora indicam que “o senador Jaques Wagner exerceu o mandato parlamentar de forma alinhada aos interesses econômicos do Banco Master. Essa atuação não se manifesta em ato único e isolado, mas em padrão contínuo, sistemático e documentado de engajamento pessoal do Senador da República em pautas favoráveis ao conglomerado financeiro, notadamente no período de 2022 a 2025, concomitante com a ascensão da organização criminosa”.

No período em que tramitava a “Emenda Master”, que triplicava o limite de garantia do FGC aos empréstimos do Master, que o PT tantas vezes apontou como prova do envolvimento criminoso do senador Ciro Nogueira, líder do PP, com o Banco Master, Jaques Wagner estava empenhado no mesmo projeto trocando telefonemas e marcando encontros com Augusto Lima, inclusive no seu gabinete no Senado, para acertar os detalhes do projeto. O Estadão transcreve os diálogos a respeito.
“A sequência de eventos acima, contatos sigilosos do gabinete com DANIEL VORCARO, repasse do número pessoal do Senador ao banqueiro, chamada imediata após a publicação da emenda e encaminhamento do texto ao parlamentar, seguido de encontro presencial com nova menção à emenda, configura, em juízo indiciário, padrão de acompanhamento direto, pelo Senador JAQUES WAGNER, de pauta legislativa de interesse do grupo investigado”, diz o relatório da PF.

As degravações também confirmam o pagamento ao senador de um apartamento em prédio de luxo em construção no bairro do Horto Florestal. Em um dos recados de Jaques Wagner para o seu “patrocinador” ele apresenta alguém ao empresário: “Este é o gerente Salvador da Moura Dubeux a unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi ou no condomínio mais baixo sujeito a inflação nos 36 meses (sic)”. No dia seguinte, Wagner envia a Guga Lima o arquivo “Book digital Poeme-11b”, com fotos e descrição do apartamento que queria.
A PF descobriu, por fim, que operadores financeiros do Banco Master compraram o apartamento para Wagner por meio de fundos de investimento e uma empresa em nome de laranja, para ocultar a propriedade do imóvel.

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