Esquerda larga perdendo e Petro diz que é fraude
1 de junho de 2026 § 1 comentário


A direita e a esquerda se enfrentarão no segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia marcado para daqui a três semanas, no dia 21 de junho.
No pleito de ontem, o advogado conservador Abelardo de La Espriella, do Defensores de la Patria, foi o candidato mais votado, com quase 44%, o correspondente a mais de 10 milhões de votos.
O senador Iván Cepeda, do Pacto Histórico, ligado ao presidente Gustavo Petro e a sindicatos, movimentos sociais e ex-guerrilheiros das FARC, ficou em segundo, com pouco menos de 41%.
Paloma Valencia, do Centro Democrático, herdeira de ex-presidente Álvaro Uribe, ficou com 6,92%.
Ela já declarou apoio a Espriella no segundo turno – juntos, os dois tiveram mais de 50% dos votos válidos.
Percebendo o risco de perder o poder, Gustavo Petro rejeitou o resultado.
Em uma publicação no X, ele apontou irregularidades na votação em primeiro turno: “Apesar dos algoritmos do software de contagem e apuração deverem permanecer estáticos, foram alterados três vezes na última semana, adicionando 800 mil fichas de inscrição eleitoral pertencentes a pessoas não incluídas no censo oficial”.
Em seu discurso de vitória, De la Espriella pediu que os Estados Unidos e outros países democráticos monitorassem o segundo turno das eleições na Colômbia.

Como tem se tornado padrão no continente, os institutos de pesquisa erraram em suas previsões, que apontavam o candidato de Petro como favorito.
Chegaram a projetar sua vitória no primeiro turno.
Com cerca de 41 milhões de eleitores aptos a votar no país, os candidatos de esquerda e centro-esquerda receberam 9.957.136 de votos enquanto os nomes de direita e centro tiveram 13.312.470 de votos.
No total, foram 11 candidatos.
Abelardo de La Espriella tem 47 anos e é a primeira vez que concorre a um cargo eletivo.
Baseia seu discurso em um alinhamento com líderes como Donald Trump, nos Estados Unidos, Nayib Bukele, em El Salvador, e Javier Milei, na Argentina.

Ele lançou sua campanha com a promessa de interromper a continuidade do projeto político do atual presidente.
Ganhou popularidade sendo chamado de “O Tigre” e prometendo construir megaprisões, ampliar penas, acabar com a política de “paz total” e intensificar operações militares contra organizações criminosas, a exemplo do que se fez em El Salvador.
Entusiasta da gestão de Milei na Argentina, seu plano se sustenta em um tripé: enxugamento do Estado, simplificação administrativa e expansão dos setores de petróleo e gás.
Principal voz do voto anti-Petro, Espriella projeta a imagem de um empreendedor self-made e livre de compromissos com as elites tradicionais.

Como é, Petro, faltou ajuda do lula ou do TSE?
Se Paloma Valencia se unir a Espriella, o Iván Capeta já perdeu no segundo turno. Bye, bye, esquerdalha terrorista.