Deolane era ‘caixa’ do PCC, diz a polícia
1 de junho de 2026 § Deixe um comentário


A Polícia Civil de São Paulo afirmou ter encontrado novos elementos que reforçam a suspeita de ligação entre a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra e integrantes do PCC.
O achado consta em um relatório complementar da Operação Vérnix, deflagrada em 21 de maio, ao qual o portal O Antagonista teve acesso.
Investigadores dizem que, além da transportadora que levou ao nome de Deolane após a localização de bilhetes no esgoto de uma cela de prisão, outras empresas ligadas a ela foram usadas para lavar dinheiro do crime organizado.
A influenciadora ficou famosa depois de gravar um vídeo com Lula em pleno Palácio do Planalto.
Uma das evidências da polícia é uma caixa de MDF encontrada em um imóvel vinculado a Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro do esquema ligado ao PCC.
Na tampa da caixa havia as inscrições “Dra. Deolane” e “O Justo Não se Justifica” e, no interior, foram encontrados R$ 7.800 em espécie.
No mesmo endereço, a polícia apreendeu uma máquina de contar dinheiro e elásticos para organizar cédulas, itens que, segundo as investigações, indicam “movimentação frequente de numerário em espécie”.
O relatório afirma que a caixa personalizada sugere “vínculo de confiança, proximidade operacional ou compartilhamento de interesses patrimoniais” entre Deolane e Everton.
Em outra frente, mensagens de uma ex-diarista de Deolane — acusada de furtar R$ 80 mil dela — sugerem envolvimento também do filho da influenciadora, Kayke Bezerra, no esquema.
Segundo a polícia, uma pessoa alertou a diarista de que o valor era “dinheiro oriundo do crime”.
Em uma das mensagens reproduzidas pela polícia, essa mesma pessoa diz: “Nós lava dinheiro com os parceiro lá, a mãe do parceiro, o parceiro fecha com nós”.
A polícia acredita que o “parceiro” mencionado é o filho de Deolane.
O relatório complementar afirma ainda ter encontrado fotos de Deolane nas redes sociais com familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, que continua gerenciando tudo da prisão.

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