Joesley Batista sempre está entre Lula e Trump
9 de maio de 2026 § 1 comentário


Joesley Batista, do Conselho de Administração da J&F (holding controladora da JBS), estava em Washington no dia da reunião entre Lula e Trump.
Embora não integrasse a comitiva oficial brasileira, ele desembarcou na capital dos EUA às vésperas do encontro, revelou Lauro Jardim.
Um jato pertencente à empresa J&F, que controla a JBS, estava programado para voar do Colorado para Washington no dia da reunião, segundo dados de rastreamento de voos da FlightAware.
Consta que Joesley articulou o encontro-relâmpago, o primeiro entre os dois na Casa Branca, com duração de três horas.
A viagem de Lula para os EUA aconteceu às pressas na mesma semana em que a JBS virou alvo de uma megainvestigação do governo americano.
A mina de potássio
em Sergipe dos Batista
A Pilgrim’s Pride, subsidiária da JBS Foods USA, doou US$ 5 milhões para a campanha de Trump em 2024.
No Brasil, depois de ter uma multa de R$ 10 bilhões de um acordo de leniência suspensa por Toffoli, a família Batista planeja um dos maiores ciclos de investimentos privados em áreas como celulose, alimentos, mineração, energia e tecnologia.
Além disso, a Câmara dos Deputados, ao aprovar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), colocou os fertilizantes no mesmo patamar dos minerais críticos e estratégicos, dando acesso a benefícios fiscais, crédito e mecanismos de investimento incentivado.
Os Batista negociam um crédito bilionário do BNDES para produzir fertilizantes com investimentos de sua mina de potássio em Sergipe, a única em operação no país.
Entre os principais temos discutidos por Lula e Trump estavam as terras raras, assim como tarifas, cooperação contra o crime organizado e outros temas econômicos de interesse mútuo.
Megainvestigação contra
quatro grandes
Enquanto acontecia a reunião dos presidentes, o governo dos EUA promovia sua megainvestigação antitruste contra as maiores processadoras de carne do país.
As “Quatro Grandes” estão no alvo: JBS Foods USA (brasileira), National Beef (controlada pela brasileira MBRF), Cargill e Tyson Foods.
Juntas, elas concentram cerca de 85% do mercado americano de carne.
A investigação apura práticas anticompetitivas, cartel e coordenação de preços, conforme Trump já se queixava em post de novembro de 2025.
Cadeia alimentar,
inflação e eleição
Peter Navarro, conselheiro comercial de Trump desde o seu primeiro mandato, afirmou que “metade das Quatro Grandes é brasileira” e criticou a influência estrangeira na cadeia alimentar americana.
Segundo ele, para além das questões antitruste, quando Trump impôs tarifas ao Brasil, o lobby da carne brasileiro “silenciosamente ameaçou a Casa Branca” de redirecionar carnes para os supermercados da China.
O governo americano oferece US$ 1 milhão a delatores que denunciem práticas ilícitas dos frigoríficos.
A investigação tem motivação política interna.
O preço da carne está alto nos EUA, gerando inflação.
Trump precisa responder a essa pressão do eleitorado antes das eleições legislativas de meio de mandato (agora em 2026).
A medida tenta “terceirizar” a culpa pelo custo de vida para empresas estrangeiras.
O dinheiro compra tudo, mas vide Al Capone….