O veto aos ‘distritos raciais’ abala as eleições dos EUA
9 de maio de 2026 § Deixe um comentário


Uma decisão histórica da Suprema Corte dos EUA está provocando uma avalanche nas previsões das eleições americanas.
Foi um duro golpe para os democratas, que queriam retomar o controle da Câmara em novembro se valendo de sua política woke, incentivando a guerra racial em vez de promover o voto em outros tipos de interesses, comuns a todos.
A SCOTUS anulou as regulamentações de manipulação de distritos eleitorais com base em critérios raciais na Lei dos Direitos de Voto de 1965.
Por 6 votos a 3, os juízes decidiram que a Louisiana não precisa obrigatoriamente criar um segundo distrito de maioria negra.

Ontem, na mesma linha, a Suprema Corte da Virgínia derrubou o novo mapa eleitoral elaborado pelos democratas.
Eles queriam redesenhar os distritos para ganhar até 4 cadeiras republicanas no Congresso.
O tribunal rejeitou a tentativa por 4 votos a 3, considerando o mapa inválido.
Nos EUA, a cada 10 anos, os governadores de estado redesenham os limites dos distritos eleitorais para escolher deputados.

O problema é que muitos fazem isso de forma manipulada para favorecer o próprio partido, o chamado gerrymander.
No caso dos Democratas, a estratégia sempre foi construir maiorias com minorias raciais, incentivar o ativismo e obter o voto negro em bloco para a esquerda.
A Corte praticamente eliminou essa proteção.
Agora, a Seção 2 da Lei de Direitos de Voto deve ser interpretada apenas para proibir discriminação racial intencional, não mais para garantir distritos de maioria minoritária.
Até a decisão da corte, a Lei dos Direitos de Voto protegia minorias raciais (negros, hispânicos) contra distritos desenhados para diluir seus votos.
Se um estado distribuía eleitores negros para impedir que elegessem representantes, a lei podia anular o mapa.
Na prática, os republicanos entrarão nas eleições de meio de mandato com uma clara vantagem em termos de redistribuição de distritos, principalmente no Sul, onde terão liberdade completa para neutralizar o voto negro e latino em democratas.
Espera-se que mais de uma dúzia de cadeiras na Câmara dos Deputados possam migrar para o partido de Trump.

Além da Flórida, Alabama, Louisiana, Tennessee, Geórgia e Carolina do Norte estão pressionados a redesenhar.
No Brasil, algo parecido foi pensado por FHC e Florestan Fernandes com apoio da Fundação Ford e a CIA, conforme denunciou o professor Antônio Risério.
Eles incluíram os pardos no grupo dos negros, criando uma lógica birracial importada dos EUA, ainda que irreal, favorecendo o discurso do nós contra eles.
Para a esquerda, o objetivo é ideologizar a questão racial em termos de uma luta de classes eterna porque não se desvia nunca da cor da pele (ou do gênero, do sexo etc.).
Ou seja, colocar a definição do voto em cima de diferenças insuperáveis, em vez de em critérios como gerir uma economia, tratar os direitos individuais, definir políticas para meio ambiente, educação e assim por diante.
O de sempre: “acuse-os do que você faz, chame-os do que você é…”.
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