Guerrilhas do narcotráfico aterrorizam a Colômbia às vésperas das eleições
27 de abril de 2026 § 1 comentário


A Colômbia enfrenta uma escalada de violência a um mês das eleições presidenciais, com ataques intensificados de grupos armados ilegais em várias regiões do país.
Guerrilhas como o ELN e dissidências das FARC estão multiplicando atentados contra alvos civis e militares, especialmente no sudoeste e no nordeste, onde controlam áreas estratégicas de narcotráfico e mineração ilegal.
Nesse fim de semana, pelo menos 31 ataques de guerrilha foram registrados no país, em meio à campanha para as eleições presidenciais.
No sábado, houve a explosão de uma bomba em uma rodovia que deixou dezenas de mortos, o pior ataque contra civis das últimas três décadas.
Nesta segunda-feira, o governo disse que o atentado matou 21 pessoas e deixou outras 56 feridas.
A gestão do esquerdista Gustavo Petro registrou pelo menos 15 massacres e 40 assassinatos de líderes sociais desde o início do ano.
O governo atribui a ofensiva a uma estratégia para desestabilizar o calendário eleitoral e forçar negociações sob pressão.
Candidatos presidenciais de diferentes espectros já sofreram atentados ou ameaças diretas, levando o Exército a reforçar a segurança em zonas críticas.
A violência coincide com a pré-campanha oficial e expõe o fracasso parcial da política de “paz total” de Petro, que prometia diálogos com todos os grupos armados, mas enfrenta reações armadas em vez de avanços.
Para o pleito de maio, há risco de adiamentos em algumas regiões se os incidentes persistirem.
Toda confusão é boa para Petro.