Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano
16 de abril de 2026 § Deixe um comentário


Donald Trump anunciou hoje que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias.
Também falou que convidou o primeiro-ministro Netanyahu e o presidente Aoun do Líbano para um encontro na Casa Branca.
Em relação ao Irã, Trump informou que o regime dos aiatolás concordou em entregar seu urânio enriquecido aos EUA.
Segundo o presidente americano, a próxima reunião entre os dois países pode ocorrer neste fim de semana, criando uma expectativa otimista de que a guerra possa estar perto do fim.
No melhor estilo morde e assopra, mais cedo, em coletiva no Pentágono, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, havia declarado que as forças americanas estão prontas para reiniciar operações militares caso o Irã não aceite um acordo.

Segundo ele, os EUA esperam uma escolha diplomática, mas deixou claro que a decisão agora está nas mãos de Teerã e que uma recusa poderá levar a novos ataques severos contra alvos estratégicos iranianos.
Sobre o líder supremo iraniano Motjaba Khamenei, Hegseth afirmou que ele estaria ferido, mas ainda vivo.
Como forma de pressionar Teerã, o governo americano ordenou o envio de mais de 10 mil militares ao Oriente Médio.
A movimentação indica preparação para um possível novo confronto, caso não haja avanço diplomático.
Na mensagem que entregou hoje à liderança militar iraniana, o secretário Hegseth diz que sabe quais ativos militares estão movendo e para onde os estão levando e que os EUA estão “armados e prontos” para atacar infraestrutura e a indústria de energia.
No front, a Marinha dos EUA perdeu um valioso drone MQ-4 Triton na última quinta-feira, após sua queda no Golfo Pérsico.

É um dos sistemas mais avançados e incomuns do exército americano, com apenas 20 unidades já construídas.
O equipamento vale cerca de 240 milhões de dólares, aproximadamente o dobro do custo de um F-35.
No mercado, um relatório da Oxford Economics prevê que o conflito no Oriente Médio reduzirá o crescimento global, elevará a inflação e manterá os impactos no setor energético, cujos efeitos se prolongarão mesmo após o cessar-fogo.
O documento indica que sua projeção de crescimento do PIB mundial diminuiu 0,4 ponto percentual desde o início de março, ficando em 2,4% para 2026.

A estimativa é de que o PIB mundial cresça 3% tanto em 2027 como em 2028. No Brasil, a projeção é que a economia cresça 1,5% em 2026 e 2,2% em 2027.
“As revisões para baixo das projeções de crescimento do PIB em 2026 são generalizadas, refletindo maior incerteza, pressão sobre a renda real das famílias e perturbações causadas pela escassez de energia, especialmente na Ásia”, afirmou Ben May, diretor de Pesquisa Macroeconômica Global da Oxford Economics.
A revisão para baixo das projeções de crescimento mundial reflete a expectativa de uma interrupção mais prolongada do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz.

“O frágil cessar-fogo parece reduzir o risco de um cenário pior, mas, mesmo que a trégua se mantenha, levará tempo para que a produção de energia e o tráfego marítimo voltem aos níveis normais”, acrescentou May.
Já o FMI reduziu sua previsão de crescimento global para 3,1% neste ano, em comparação com os 3,3% previstos em janeiro, devido ao impacto da guerra no Oriente Médio e à crise do petróleo.
“As perspectivas globais se tornaram repentinamente sombrias após o início da guerra no Oriente Médio”, destaca o fundo em seu relatório. “Antes da guerra, estávamos preparados para revisar para cima nossa previsão de crescimento global”.

A Oxford Economics prevê que o Estreito de Ormuz permanecerá praticamente fechado até o final de abril com subida para cerca de 50% em maio e junho, antes de se recuperarem gradualmente nos seis meses seguintes.
Nesta semana, apesar da operação militar dos EUA, o Irã afirmou que conseguiu driblar o bloqueio marítimo.
Segundo autoridades iranianas, duas embarcações atravessaram a região sem serem impedidas.

Para os analistas, o fechamento de Ormuz “faz com que o preço médio do petróleo Brent fique em torno de US$ 113 por barril no segundo trimestre, antes de cair para pouco menos de US$ 80 no final do ano, em linha com as premissas da segunda atualização das previsões, realizada no final de março”.
De acordo com o relatório, o aumento dos preços do petróleo e de matérias-primas como gás, fertilizantes e produtos agrícolas impulsionaria a inflação global até um pico de 4,4% no segundo trimestre.

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