O que o Brasil tem assistido é uma sucessão de golpes dentro do golpe

16 de abril de 2026 § 1 comentário

O que o país tem assistido é a uma sucessão de golpes dentro do golpe, a reconfirmar a regra básica tantas vezes confirmada de que ditaduras não convivem nem com imprensa livre, nem com um Poder Legislativo forte o bastante para impor-lhe a lei.

Semanas atrás, depois que a imprensa domesticada, pela primeira vez, rompeu a autocensura que se impunha e revelou o agrado de 130 milhões de reais dado pelo maior trambiqueiro da história deste país de trambiques, à família do máximo “herói da democracia lulista” e a diversos outros de seus mais graduados próceres, o ataque veio fulminante contra as fontes que revelaram o esquema a dois jornalistas de O Globo.

Uma clara avant premiere daquilo que quem contratou os ministros, agora acusados, descreveu como o objetivo final de “quebrar os dentes” dos jornalistas que ousassem fazer jornalismo.

E conforme as investigações deixavam claras as relações umbilicais entre a roubalheira dos aposentados do INSS, os golpistas do Banco Master, o PT e a família do presidente da República, e de todos eles, direta ou indiretamente, com o crime organizado, a ditadura foi tirando a máscara.

Primeiro, foram para cima da Polícia Federal porque ousou seguir as pistas que estavam diante do seu nariz, e chegar aos dois maiores contratados de Vorcaro dentro do STF.

Premidos pelo hesitante presidente Fachin, ensaiaram a expulsão de Toffoli que, depois que este avisou que se o fizessem arrastaria todos consigo, enfiou definitivamente a viola no saco.

Forçaram, então, o encerramento a meio da CPMI do INSS, depois de, de golpe em golpe, impedir todos os depoimentos mais importantes e quebras de sigilo decisivas por ela determinadas, chegando ao filho e ao irmão do presidente.

E agora, depois de fazer o mesmo em sucessivos ataques contra a CPI que restou, que ousou juntar no relatório final as provas e indícios que tinha para comprovar mais uma vez o envolvimento direto da troika que envergonha o STF e mais o ajudante de ordens do chefe de todos eles na PGR, lá veio outra saraivada.

Primeiro o golpe na direção da própria CPI, cuja cabeça tinha sido desde o início aparelhada pelo PT, com a expulsão do colegiado dos senadores Sergio Moro e Marcos do Val, que votariam pela aprovação do relatório de Alessandro Vieira, pelos obscuros Beto Faro, do PT do Pará, e Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, lacaios da ditadura, para enterrar o relatório que arrolava Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Paulo Gonet como figuras a serem investigadas pela culpas que o Brasil inteiro conhece.

Enquanto o senador Vieira lia o relatório no plenário do Senado Federal, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, o sócio de Daniel Vorcaro no cassino Tayayá, já vociferavam pedindo a cabeça dele, sibilando entre dentes que “nunca mais ele teria paz”, e a constituição e os fundamentos básicos da democracia que se lixem.

Aproveitando o embalo, sempre recorrendo a expedientes patéticos, de tão vergonhosos, de arqueologia de processos mortos, primeiro proibiram o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Unidade de Inteligência Financeira do Brasil criada especificamente para investigar como gente que ganha tão pouco chega a contas bancárias e estilos de vida tão nababescos quanto os que levam os indigitados ministros do STF, cumprisse a sua função.

É algo que equivale a tirar a roupa e amarrar mãos e pés do país para o estupro coletivo da cleptocracia.

E como passou batido mais este golpe, lá foi o chefe da patota exumar um tuite que resulta em nada mais, nada menos, que prender o pescoço de Flavio Bolsonaro, que cresce nas pesquisas com a promessa de dar à gangue o que a lei pede que seja dado a ela, na argola da guilhotina, restando apenas, no momento oportuno – provavelmente quando não houver mais tempo para nada, a julgar pelo retrospecto dos autores do golpe que está havendo – torná-lo inelegível como o pai, para uma “eleição” à Nicolas Maduro que, neste caso, será a última que os brasileiros verão.

Foi tão descarada a violência que nem na trinca da ponta mais alta dos coadjuvantes do golpe – pela ordem, Fabiano Contarato, na cara de quem o atentado ao Senado começou a ser cometido, o trêfego Randolfe Rodrigues e nem mesmo o enlameado quinta coluna Davi Alcolumbre – puderam deixar de tomar posição contra esse golpe final.

A ver no que vai dar… ou, como de costume, não vai dar até que dê.

§ Uma Resposta para O que o Brasil tem assistido é uma sucessão de golpes dentro do golpe

  • gracefullyf6aa39b6a3 disse:

    O envolvimento com o crime não costuma ser premiado…
    O que os boçais apoiadores dessa tirania totalitarista ainda não se deram conta é que a quadrilha petista não está interessada em dividir a pilhagem com todos.
    Logo, o preço do suborno recebido pela infeliz colaboração costuma ser a queima de arquivo, com ares de trágico acidente…

Deixe uma resposta

O que é isso?

Você está lendo no momento O que o Brasil tem assistido é uma sucessão de golpes dentro do golpe no VESPEIRO.

Meta

Descubra mais sobre VESPEIRO

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading