‘Penduricalhos’ do Judiciário e do MP têm mais de 3 mil nomes
7 de fevereiro de 2026 § 4 Comentários


Para além do “auxílio-peru” ou do “auxílio-iPhone”, um levantamento da Transparência Brasil analisou contracheques do Judiciário e do Ministério Público e identificou cerca de 3 mil nomes diferentes para “penduricalhos” pagos a servidores.
O jornal O Globo mostrou que, diante da profusão de termos, os pesquisadores agruparam tudo em cerca de 60 categorias de benefícios.
Segundo o levantamento, há 18 tipos de gratificação, como “gratificação acervo” (para juízes com muitos processos), gratificações de coordenação, corregedoria, curso concurso, diretoria, eleitoral e magistério, e por aí vai.
Foram mapeados ainda 11 tipos de auxílios: alimentação, bolsa de estudos, creche, educação, funeral, moradia, mudança, natalidade, saúde, telefone e transporte.
Além desses, aparecem benefícios específicos, como a URV —pagamentos de recomposição de perdas da época da implantação do Plano Real, em 1994— e a “diferença de entrância”, um adicional pago a juízes conforme o porte da comarca sob sua responsabilidade.
A matéria também destaca o PAE, sigla para “parcela autônoma de equivalência”, usada para aproximar os vencimentos de integrantes do Judiciário e do Ministério Público aos de servidores do Legislativo.
Cristiano Pavani, coordenador de projetos da entidade, diz que o Judiciário e o Ministério Público “puxam a fila dos supersalários” e que “quando um órgão cria um novo penduricalho, o outro tende a replicar o mesmo benefício”.
Flávio Dino, em sua decisão desta semana, ordenou a suspensão e a revisão do pagamento de penduricalhos considerados irregulares no Brasil, mas não agiu na raiz do problema.
Para tanto, como se sabe, entre outros pontos, precisaria declarar a inconstitucionalidade do artigo 3º da Emenda Constitucional 135/2024, que ampliou o espaço para verbas indenizatórias fora do teto.

Tem também o AIC, auxílio implante capilar? Se dizia que até o implante capilar de um conhecido senador do estado de Alagoas foi pago com dinheiro público.
Isso no tempo que ser careca era cafona. Se fosse hoje, talvez o erário tivesse economizado essa grana.
Se a direita for esperta, o que é difícil, entra de sola nessa pauta, aproveitando o trend topics para escarafunchar as aberrações dessa zona de penduricalhos, e dar uma sinuca de bico no teatrinho do glutão.
A população precisa saber disso já, aí ninguém segura
A coisa não é tão simples não. No fundo no fundo, a decisão da Glória é artificiosa. O objetivo claro é “solucionar” um problema de CAIXA do governo atual que põe em risco a campanha eleitoral do larápio de nove dedos. Só isso. Nada mais do que isso. Ele “suspendeu” os penduricalhos, não os eliminou. Aliás corre a boca pequena que a Gloria pretende “renunciar” ao cargo pra voltar à politicagem no Maranhão. Lá e mais fácil, o lucro é certo e não tem a concorrência das demais “coleguinhas”.