BC induziu o FGC a emprestar 5,7 bi quando já sabia que o Master não resistiria
6 de fevereiro de 2026 § 4 Comentários


A revista Piauí, que tem fontes privilegiadas no mundo dos bancos, revela que, instado pelo Banco Central de Gabriel Galipolo, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) fez um empréstimo de R$ 5,7 bilhões ao Banco Master pensando que, com isto, salvaria o banco da liquidação (e de pagar os prejuízos de todos os investidores de menos de R$ 250 mil).
O esquema foi armado pelo advogado de Vorcaro, Walfrido Warde, e “comprado” pelo Banco Central. Os dois enviaram para o FGC cartas quase exatamente nos mesmos termos, apenas uma um pouco menos formal que a outra, pedindo um empréstimo de R$ 11 bilhões para salvar o banco da liquidação “que custaria muito mais caro para o FGC”.
Depois de negociações, chegaram à cifra de R$ 5,7 bilhões, “levando em conta a garantia do BC de que isso resolveria o problema, o BRB compraria o Master e o FGC escaparia de um impacto maior”.
Mas agora “está claro” para fontes do FGC ouvidas pela revista que, àquela altura, o BC já sabia que isso não salvaria o banco.

A entidade “se sente ludibriada pelo Banco Central”, registrando que “no curso da operação de empréstimo, insistira reiteradamente na necessidade de receber informações e documentos do Master, bem como de se manter atualizado sobre o andamento das tratativas, mas todos os seus pedidos foram negados pelo BC”.
“Em 15 de abril do ano passado, quando mandaram aquele ofício ao FGC, eles já sabiam da fraude e sequer chamaram os técnicos do fundo para buscarem uma saída conjunta”.
“O empréstimo, como está no estatuto do fundo, só se justificaria se houvesse chance de recuperação do banco. E o Banco Central já sabia que essa chance não existia”.
E desabafou: “O FGC existe para proteger os investidores e não para salvar criminosos.”

Terminou hoje o prazo dado pelo BC para que o BRB apresente o plano de capitalização incluindo a criação de um Fundo Imobiliário, um empréstimo do FGC e aportes do acionista controlador que é o governo do Distrito Federal.
No início de janeiro o BC já tinha ordenado que o BRB fizesse um provisionamento de R$ 2,6 bilhões no seu caixa.

O banco decidiu vender tudo que tinha adquirido ao Master que inclui carteiras de atacado, pessoas físicas e fundos, um pacote, segundo o BRB, avaliado em R$ 21,9 bilhões.
Na liquidação das carteiras mais duvidosas disse que conseguiu a substituição de R$ 10 bilhões dos R$ 12 bilhões pagos. Faz parte do pacote também um terreno na Marginal Pinheiros, próximo da Casa Fasano e do complexo Cidade Jardim.
Segundo o presidente, se a venda dos ativos for efetivada, o BRB não precisará de aporte do Governo do Distrito Federal (GDF), outra opção estudada pela instituição.
O BRB precisa recompor o balanço até o fim de março, quando deverá divulgá-lo ao mercado. O BRB tem ações na bolsa de valores e, por isso, precisa detalhar as informações financeiras.
Estamos com rombos maiores do que os feitos pelos bandidos na Lei Seca, nos EEUU, quando criaram cassinos e prostíbulos sofisticados no México, auxiliados pelas autoridades comparsas na polícia e no judiciário de lá.
Bilhões daqui, bilhões de lá, numa soma estratosférica. Consolidadas as contas, o povo, mais uma vez, ficará com o prejuízo bilionário de mais essa ladroagem dessa quadrilha que “comprou o poder” com dinheiro público.
Não à toa, a dívida pública brasileira, em 2002 era de 56% do PIB e, depois de 20 anos de PT, a dívida beira os 75% do PIB, apesar do aumento abusivo dos impostos.
(PIB – R$ 11,8 TRILHÕES X dívida pública – R$ 8,5 TRILHÕES)
É necessário buscar nos paraísos fiscais o que esses bandidos esconderam, para tentar minimizar o prejuízo dos correntistas e do Fundo Garantidor.
Mesmo que devolvam tudo, inclusive aviões, yachts e mansões, ninguém recuperará o dinheiro das festanças libertinas e dos subornos pagos aos togados, irmãos, primos, amigos e esposas.
Como não punir com extremo rigor toda essa quadrilha?
Galipolo, como bom filho pródigo do petismo, jamais iria decepcionar.
Pois é. O que esta ocorrendo hoje, no âmbito do SFN já era previsto e, portanto já foi confirmado? foi a causa evidente da “crise das hipotecas” (2008) nos EUA. O nome da coisa é simples, Acordo da Basiléia. versão 1 adotada em 1988 e atualmente na versão 4. que mudou as regras de capitalização dos bancos (excluindo os parâmetros tradicionais) com a adoção de “fatores de risco de capital” padronizados(??) e por consequência eliminando a fiscalização direta dos bancos centrais nas instituições financeiras.
Hoje, a fiscalização é indireta (como comprova o depoimento do diretor Ailton Aquino) e, portanto, com pouca materialidade.
Novas ocorrências virão com certeza!
Fernão, a matéria acima deveria estar melhor escrita. Veja bem, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos parido pelo FHC) é entidade independente, com receitas e administração próprias e, portanto, SEM VINCULAÇÃO ALGUMA com o Banco Central (com o registro de que há “ex-servidores” do Bacen nos quadros do FGC).
Obviamente o FGC acompanha o desempenho da IFs, tendo, como base, também as informações do Bacen que avalia (ou deveria avaliar) por sua conta e risco. Minha opinião é que o Garnizé não é uma boa fonte (em razão do viés politiqueiro, incompatível com a atividade bancária). Mas o plantio (e as escolhas) é opci0onal. Obrigatória é a colheita.