Desmentido: China não comprou mina de urânio no Brasil
29 de novembro de 2024 § 3 Comentários

Nota de Esclarecimento
A Indústrias Nucleares do Brasil – INB esclarece que não foi realizada nenhuma venda de mina de urânio na região de Pitinga, no Amazonas, conforme divulgado em alguns veículos de comunicação.
De acordo com a Lei nº 14.514, de 29 de dezembro de 2022, cabe à INB a pesquisa, a lavra e a comercialização de minérios nucleares, de seus concentrados e derivados, e de materiais nucleares, e sobre a atividade de mineração. Qualquer urânio que seja potencial subproduto no Brasil só pode ser produzido se for em parceria com a INB.
O que aconteceu, na verdade, foi a venda de uma mina de estanho que existe no Amazonas. Uma das maiores do mundo e que tem como subproduto ferroligas de niobio e tântalo. Além disso, a área possui resíduo rico em urânio e tório, mas o urânio que existe na jazida vai para o rejeito, que inclusive é monitorando pela CNEN.
Vale destacar que qualquer urânio encontrado no país é monopólio da INB. Mas, como na jazida em questão ele é um subproduto sem tecnologia viável para separação, a empresa não é obrigada a se associar com a INB. Caso a empresa tenha uma tecnologia e queira produzir urânio, precisa entrar em acordo com a INB.
China, Amazônia, material estratégico, melhor colocar as barbas de molho…
ACREDITE SE QUIZER…
Nióbio e tântalo são minerais ainda mais valiosos e estratégicos para o Brasil que o Urânio. Não há restrições para que autoridades se desfaçam de patrimônio nacional sem responsabilização? Suponho que alguém, ou um pequeno grupo, estejam levando vantagens indevidas em prejuízo de toda a sociedade. Num caso como esses, não deveria ser obrigatória a aprovação do Congresso? Temos como exigir que este negócio da China seja desfeito e devida e rigorosamente punidos os responsáveis?