Nota de solidariedade aos cientistas políticos

28 de junho de 2022 § 7 Comentários

Do debate cancelado da “escola sem partido”, caímos de repente no “julgamento sigiloso” do perigo para a juventude brasileira e para o “estado democrático de direito” que decorre da ”influência” de dois pastores das tele-religiões na distribuição de verbas para escolas do Ministério da Educação.

Um é fenômeno de âmbito planetário confirmado por décadas de reserva de mercado exclusivamente para correligionários, autos-de-fé, desmonetização de toda “pesquisa” herege, banimento de temas, queima de livros, apagamento retroativo de autores séculos abaixo, pichamento de palestrantes e até atentados de “professores” contra alunos recalcitrantes promovidos pelo “gabinete paralelo” da igreja oficial, dita partido politico, que domina com fúria inquisitória todas as do Brasil e quase todas as do mundo, mas é tabu.

A outra foi revelada ao mundo por uma frase num telefonema grampeado e um deposito de filha para filha de R$ 60 mil pela compra de um carro (bem) velho “descobertos” por aquele mesmo juiz do ”cinco minutos para o presidente da república explicar…” o ultimo morto na tentativa de escalar o Everest que, mesmo neste nosso pais “monocrático”, não bastou para manter preso um perigoso ex-ministro ”bolsonarista” por mais de um par de horas, mas ja repercute ate em Londres, manchando a imagem antes impoluta do Brasil.

E solidarizo-me: nada mais ingrato do que anda a vida dos “cientistas políticos” obrigados a enquadrar toda essa mixórdia em altos conceitos como a “separação igreja-estado” e o “estado democrático de direito” para tratar de vestir os santos que perambulam nus por aí e dar “explicações racionais” às estripulias da vida sexual do voto medidas pelas pesquisas neste país de tripla face, a oficial, a da mídia e a real que já ninguém mais sabe qual é.

§ 7 Respostas para Nota de solidariedade aos cientistas políticos

  • José Tadeu Gobbi disse:

    Fernão

    Com todo respeito.
    Que crise existencial brava você vive hoje.
    Teus textos estão cada dia mais herméticos e confusos.
    A partir de premissas corretas, (o modelo político dos EUA), você passa a ironizar tudo e todos ao mesmo tempo em que tenta esconder suas preferências no quadro político atual. Preferências que, a meu ver, colidem com a linha editorial de O Estado de S.Paulo, desde sempre controlado pela família Mesquita.
    Haja ansiolíticos.
    Grande abraço.
    Tadeu

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  • Fernão disse:

    Eu não escondo nada, seo Tadeu!

    O que eu gostaria de ter aqui, escrevo ha anos com todas as letras neste site, é uma democracia, aquele sistema que existe onde o povo manda no governo e não existe onde o governo manda no povo.

    Minha sugestão desde sempre, para que o povo mande no governo, é um sistema eleitoral que deixe absolutamente claro quem elege qual representante – o único que faz isso é o distrital puro – e, para que o representado mande nele, que o eleitor mantenha os poderes de tomar o mandato dele por recall assim que se sentir mal representado, recusar leis sacanas por referendo e propor as leis que acha que precisa por iniciativa antes, durante e depois das eleições marcadas no calendário.

    Como as opções que se apresentam para esta eleição não incluem ninguém que proponha isso, nem mesmo as chamadas “3as vias” sem proposta nenhuma alem do “eu”, olho para as duas que sobram e dividem o eleitorado ao meio – as que tenho chamado a do câncer terminal e a do câncer que tem cura – e afirmo em alto e bom som que acho irresponsável votar no câncer terminal e portanto voto no que tem cura, na esperança de que cheguemos vivos à chance, lá na frente, de continuar sonhando com um governo que venha a propor que o povo passe a mandar no governo.

    Quanto a esta nota em si, se ainda não a entendeu, é o seguinte: a educação brasileira como a de grande parte do mundo é controlada com mão de ferro por uma igreja que literalmente queima todo mundo que não reza pela sua bíblia na fogueira. Mas querem nos fazer crer que a ameaça ao futuro do Brasil não está em continuar ela fazendo o que sempre fez e explica essa sua confusão (não a minha), mas sim desses dois pastores de televisão terem tentando fazer uma vez o que a outra faz ha mais de meio século e quer continuar fazendo mesmo fora do poder. E tudo isso sem considerar que este governo, muito menos desonesto que os anteriores, livrou-se do ministro que teria aceito essas sugestões exatamente por isso enquanto a outra igreja, mesmo fora do poder, continua linchando todo mundo que ousa falar em universidades para o conhecimento universal.

    Acho falso. Acho covarde. Acho farisaico. Acho que não engana ninguém. Acho que nenhum dos jornalistas que escrevem o contrário acredita no que está dizendo. Acho que é só jogo do mais sujo que há.

    Quanto à minha colisão com a “linha editorial” do Estado de S. Paulo, ela é oficial, publica e notória, e ocorreu exatamente porque ela deixou de ser controlada pela família Mesquita e passou, oficialmente a renegar a até mesmo a história pessoal e os sacrifícios dos mesquita que fizeram o seu passado de glórias, conforme expliquei clara e pacientemente a gente como você no artigo em que rompi oficialmente com ela, encontrável neste link (https://vespeiro.com/2020/08/04/eu-sou-da-velha-guarda/).

    Nada a esconder, seo Tadeu.

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    • José Tadeu Gobbi disse:

      Fernão,

      Acompanho todas as tuas postagens no Vespeiro. Comento quase nada, portanto, releve.

      Dei minhas impressões sobre o que leio. Sou 100% alinhado as propostas que você, de forma reiterada, coloca em quase todos os teus artigos. Não tenho dúvida que o Brasil seria outro e uma potência emergente caso adotássemos o mesmo sistema dos EUA, mesmo com as suas imperfeições, afinal para que serve o benchmarking?

      Também concordo que as opções que temos nesta eleição nos colocam diante de dois projetos populistas e um dilema civilizatório. Na essência estes dois projetos abominam as propostas ambos defendemos.

      Recorro a Julio de Mesquita Filho e Francisco Mesquita diante de Getúlio Vargas às portas do Estado Novo e ao mesmo Julio de Mesquita Filho diante do General-Presidente Artur da Costa e Silva na antessala do AI-5, para colocar que a democracia é um bem inegociável e a civilização não pode ser leiloada num pregão da B3 por grupos de interesse.

      Nenhum projeto de país, por mais meritório que seja, consegue ser viabilizado sob o coturno de centuriões e o signo do obscurantismo.

      O dilema do modelo estado de Esparta e Atenas, nestas terras, significa o dilema entre civilização e barbárie.

      Abraços
      Tadeu

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      • Newton Sgobbi disse:

        Cada dia que eu acordo, faço a conta de quantos dias faltam para a eleição que vai me jogar no peito duas opções cancerosas para mais 4 anos, tenho dúvidas se o Brasil vai dar certo um dia, falácia que eu ouço há 63 anos quando saí do berço. Só Deus.

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  • Newton Sgobbi disse:

    Uma vez eu li que aspas seriam desnecessárias num bom texto. E excesso de aspas estragam definitivamente o texto,

    Se alguém entendeu, me explique.
    Quem finge que entendeu, pode permanecer calado.
    Obrigado.

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  • Pedro Marcelo disse:

    Calúnias, difamações e heresias são apenas narrativas progressistas para sustentar a míope e interesseira visão politica dos poderosos financistas globais do mundo ocidental.

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  • Pedro Marcelo disse:

    Iludidos e manipulados pela velha imprensa, sindicatos, maioria dos políticos profissionais, academia universitária, privilegiatura do deep state, muitos não têm a menor ideia de quem sejam os poderosos inimigos e opositores da frágil democracia brasileira. A soberania nacional e as liberdades são e serão sobejamente defendidas pela Presidência da República, pelos escalões das Forças Armadas e pela Força Pública do povo nas ruas no 7 de setembro.

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